Todo dia recebo na minha caixa de mails aqueles pensamentos do dia, sabe? Bem auto - ajuda? E não é que funciona, ao menos adoro ler antes de sair de casa.
Pois não é que li um desses essa semana que me fez pensar bastante. Dizia mais ou menos assim:
"O tempo bem administrado é muito mais sobre o que você NÃO vai fazer do que sobre o que você VAI fazer. Focar em poucas coisas é o que faz a diferença."
A tradução do inglês sempre fica meio durinha, mas o cerne da questão é esse! Escolhas precisam ser feitas e prioridades definidas na lista do que fica ou saí!
Pois então, me dei conta que, nas bandas de cá ao menos, o tempo anda a galope. Na verdade acho que já voa de jatinho...porque vamos combinar que tempo hoje em dia é uma das coisas mais valiosas e que poucas vezes temos.
Buenas, mas sem delongas quero comunicar que fiz minha lista de NÃO e SIMs e decidi dar um tempo do blog até o final do ano.
Há tempos que tenho me sentido ansiosa nesse frenesi de ser mil em um ao mesmo tempo...aí me pego saindo do meu foco e recortando matérias, anotando assuntos e insights e ainda por cima sem conseguir dar a atenção que gostaria...
Enfim, o ano-novo já tá aí e até lá quero estar mais presente de corpo e alma em Londres, estudar mais, focar mais no Inglês e pensar meu 2010 com mais tranqüilidade (Jésus, me lembro como se fosse ontem o 2000 chegando..).
Claro que seguirei lendo os blogs que adoro e se der saudades e vontade de escrever apareço e ponto...a idéia é botar a vida em dia e só. Sem sofrimento.
Aos que de vez em quando visitam as bandas de cá, sentirei saudades dos comentários. E por favor, não sumam...o fim do ano tá logo ali!
beijos
Obs: quem quiser receber os pensamentos do dia do Inner Space, que são ótimos, clique aqui , que é só deixar o email. Eles são em Inglês, mas bem fáceis de traduzir na web.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Papo de mulher, se é que tu me entende!
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Férias
Meninas (há meninos?)
tô saindo de férias hoje e volto daqui há uns 15 dias fresh e com novis do Leste Europeu! ;-)
Eh que vou passear pela bandas de lá ..indo a Polônia, Hungria, Eslovaquia, Austria e por fim a República Tcheca, terrinha do meu querido Vovô Pato!!
Inclusive em Praga tenho uma missão especial. A missão de encontrar a namoradinha de colégio dele-aiaiai! É sério! Olhem parte da carta que o vô me mandou (clique em cima da imagem pra conseguir ler). Como de costume, escreveu com a ajuda de uma lupa e de sua máquina de escrever. E minha santa tia Susana escaneou e me enviou. Segue:

Até a volta!
Fui!
beijos
tô saindo de férias hoje e volto daqui há uns 15 dias fresh e com novis do Leste Europeu! ;-)
Eh que vou passear pela bandas de lá ..indo a Polônia, Hungria, Eslovaquia, Austria e por fim a República Tcheca, terrinha do meu querido Vovô Pato!!
Inclusive em Praga tenho uma missão especial. A missão de encontrar a namoradinha de colégio dele-aiaiai! É sério! Olhem parte da carta que o vô me mandou (clique em cima da imagem pra conseguir ler). Como de costume, escreveu com a ajuda de uma lupa e de sua máquina de escrever. E minha santa tia Susana escaneou e me enviou. Segue:

Até a volta!
Fui!
beijos
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
De Peep Show todo mundo tem um pouco.
Ando cada vez mais conectada com o tipo de comédia conhecida como Sitcom. Diferentemente de comédia Stand up, em que os comediantes fazem sua apresentação diretamente para o público, na Sitcom o formato é outro. A comédia narrada vem das entrelinhas e emerge de situações banais do cotidiano, sejam elas no dia-a-dia no trabalho, com amigos ou até mesmo em casa. Sinceramente, não vejo campo mais rico pra encontrar lapsos de constrangimento, inquietações, desejos, ridicularizações, frustrações e todo o tipo de situaÇÕES que envolvem pessoas normais como eu e você e pontos de vistas completamente diferentes.
E é esse tipo de comédia que vemos nos tão aclamados seriados The Office (Britânico e Americano) e Peep Show (Britânico), por exemplo.
Pois então, voltei a assistir o Peep Show e realmente dá pra arrancar boas risadas. Temo em dizer que na maioria das vezes, entenda-se SEMPRE as situações são de constrangimento. Ou seja, sim, está comprovado que o povo gosta de ver desgraça alheia, seja pra fofocar, pra se deprimir menos ou mais ou como neste caso, para rir.
Além disso, é fácil fácil se identificar com a brilhante dupla protagonista nas muitas situações pregadas.
Eu me identifico bastante com eles e a forma bizarra como eles vêem o mundo, pois muitas vezes me sinto um peixe fora d'agua, vivendo como se estivesse numa platéia assistindo a um filme freak, não pertencendo há este planeta maluco.
Já em outros momentos é o "drama interno" que vem a tona (no caso do seriado esse drama é o cerne da questão) ao mostrar apenas parte de uma realidade onde há o antagonismo entre as ações dos personagens e o que de fato eles estão pensando. Aquela velha história em que o diabo dentro da gente muitas vezes se restringe a atazanar a nossa mente...e enquanto o cara te diz "Bom dia" na verdade pensou e gostaria de dizer: "Bom dia e hoje queria te comer" mas teve a feliz idéia de guardar parte do seu pensamento. O mesmo raciocínio vale para aquele olhar na hora errada, aquela palavra que nunca podia ter sido dita, os equívocos inexplicáveis entre as pessoas que levam a reações de puro instinto o que por sua vez podem se transformar numa grande confusão.
Enfim, para fechar esse assunto trago a tona alguns constrangimentos ou situações corriqueiras que poderiam sim ser roteirizados pelo diretor do Peep Show.
E depois me diga quem já não passou por isso? E se tiver outras lembranças não deixe de comentar.
- Quem nunca soltou um pum num momento de isolamento e foi surpreendido por um colega de trabalho? Constrangimento do tipo: sei o que você fez, mas finjo que nada aconteceu.
- Quem nunca se constrangeu com aquela amiga que pensa que tá abalando na festa dançando a lá tigresa e na verdade tá pagando o maior mico?
- Quem nunca fingiu que dorme enquanto um velhinho quer sentar num bus ou metro?
- Quem nunca ouviu uma história entediante sem prestar atenção e depois na hora de retomar o assunto ficou meio sem jeito?
- Quem nunca teve um chefe completamente fora da casinha a la Ricky Gervais do The Office?
- Quem nunca agradeceu feliz da vida um presente horroroso que a tia fez com tanto carinho?
- Quem nunca sentiu vergonha e constrangimento por alguém?
Agora uma coisa é certa: vamos combinar que ter muita vergonha é coisa de adolescente e viver a vida bem vivida é pagar muuitos micos...
E que lembranças boas temos dos micos que pagamos, não? Mas isso é papo pra outra hora..
E é esse tipo de comédia que vemos nos tão aclamados seriados The Office (Britânico e Americano) e Peep Show (Britânico), por exemplo.
Pois então, voltei a assistir o Peep Show e realmente dá pra arrancar boas risadas. Temo em dizer que na maioria das vezes, entenda-se SEMPRE as situações são de constrangimento. Ou seja, sim, está comprovado que o povo gosta de ver desgraça alheia, seja pra fofocar, pra se deprimir menos ou mais ou como neste caso, para rir.
Além disso, é fácil fácil se identificar com a brilhante dupla protagonista nas muitas situações pregadas.
Eu me identifico bastante com eles e a forma bizarra como eles vêem o mundo, pois muitas vezes me sinto um peixe fora d'agua, vivendo como se estivesse numa platéia assistindo a um filme freak, não pertencendo há este planeta maluco.
Já em outros momentos é o "drama interno" que vem a tona (no caso do seriado esse drama é o cerne da questão) ao mostrar apenas parte de uma realidade onde há o antagonismo entre as ações dos personagens e o que de fato eles estão pensando. Aquela velha história em que o diabo dentro da gente muitas vezes se restringe a atazanar a nossa mente...e enquanto o cara te diz "Bom dia" na verdade pensou e gostaria de dizer: "Bom dia e hoje queria te comer" mas teve a feliz idéia de guardar parte do seu pensamento. O mesmo raciocínio vale para aquele olhar na hora errada, aquela palavra que nunca podia ter sido dita, os equívocos inexplicáveis entre as pessoas que levam a reações de puro instinto o que por sua vez podem se transformar numa grande confusão.
Enfim, para fechar esse assunto trago a tona alguns constrangimentos ou situações corriqueiras que poderiam sim ser roteirizados pelo diretor do Peep Show.
E depois me diga quem já não passou por isso? E se tiver outras lembranças não deixe de comentar.
- Quem nunca soltou um pum num momento de isolamento e foi surpreendido por um colega de trabalho? Constrangimento do tipo: sei o que você fez, mas finjo que nada aconteceu.
- Quem nunca se constrangeu com aquela amiga que pensa que tá abalando na festa dançando a lá tigresa e na verdade tá pagando o maior mico?
- Quem nunca fingiu que dorme enquanto um velhinho quer sentar num bus ou metro?
- Quem nunca ouviu uma história entediante sem prestar atenção e depois na hora de retomar o assunto ficou meio sem jeito?
- Quem nunca teve um chefe completamente fora da casinha a la Ricky Gervais do The Office?
- Quem nunca agradeceu feliz da vida um presente horroroso que a tia fez com tanto carinho?
- Quem nunca sentiu vergonha e constrangimento por alguém?
Agora uma coisa é certa: vamos combinar que ter muita vergonha é coisa de adolescente e viver a vida bem vivida é pagar muuitos micos...
E que lembranças boas temos dos micos que pagamos, não? Mas isso é papo pra outra hora..
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
Moon
Fui assistir o filme Moon, do diretor Duncan Jones (filho do David Bowie).
Fazia tempo que eu não via um filme tão bom, tão redondo.
É realmente surpreendente que esse seja o primeiro longa do estreante Duncan ou Zowie Bowie, como é conhecido.
Uma ficção científica completamente fresh, original, simples e ao mesmo tempo densa na sua essência. Daquelas que a gente fica vidrada do início ao fim! E o ator Sam Rockwell fez uma atuação sensacional!
Não disse nada né? Hahahaha Esse texto tá parecendo papo de político! Aí, me dá um desconto que são uma da manhã e tô meio bebinha....
De qualquer maneira é melhor não contar nada mesmo se não pode estragar. Mas deixo aqui a dica e o trailer!!
Filme brilhante como há muito não se via nas telinhas!
Obs: apenas um detalhe: a música não é do Bowie! ;P
Fazia tempo que eu não via um filme tão bom, tão redondo.
É realmente surpreendente que esse seja o primeiro longa do estreante Duncan ou Zowie Bowie, como é conhecido.
Uma ficção científica completamente fresh, original, simples e ao mesmo tempo densa na sua essência. Daquelas que a gente fica vidrada do início ao fim! E o ator Sam Rockwell fez uma atuação sensacional!
Não disse nada né? Hahahaha Esse texto tá parecendo papo de político! Aí, me dá um desconto que são uma da manhã e tô meio bebinha....
De qualquer maneira é melhor não contar nada mesmo se não pode estragar. Mas deixo aqui a dica e o trailer!!
Filme brilhante como há muito não se via nas telinhas!
Obs: apenas um detalhe: a música não é do Bowie! ;P
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Um olhar único!
Achei simplesmente demais o efeito das fotos tiradas de Londres pelo fotógrafo inglês Toby Allen.
O projeto começou esse ano e a idéia era registrar Londres em "miniatura".
A explicação que eu li pro efeito foi bem sucinta, mas segundo a BBC o fotógrafo usou uma lente especial que "concentra" o foco e faz com que as imagens tiradas da cidade pareçam miniaturas. Cobicei muuito essa lente! ;P
A intenção desse projeto, o próprio fotógrafo explicou:
"Moro em Londres há 12 anos", disse o fotógrafo à BBC Brasil, "e sempre tive a impressão de que as pessoas aqui estão sempre correndo de um lado para o outro, para pegar o ônibus, ou o metrô, sem olhar em volta.
Minha intenção é fazer com que essas pessoas vejam Londres de uma maneira diferente, como uma cidade de brinquedo."
Seguem as fotos:




O projeto começou esse ano e a idéia era registrar Londres em "miniatura".
A explicação que eu li pro efeito foi bem sucinta, mas segundo a BBC o fotógrafo usou uma lente especial que "concentra" o foco e faz com que as imagens tiradas da cidade pareçam miniaturas. Cobicei muuito essa lente! ;P
A intenção desse projeto, o próprio fotógrafo explicou:
"Moro em Londres há 12 anos", disse o fotógrafo à BBC Brasil, "e sempre tive a impressão de que as pessoas aqui estão sempre correndo de um lado para o outro, para pegar o ônibus, ou o metrô, sem olhar em volta.
Minha intenção é fazer com que essas pessoas vejam Londres de uma maneira diferente, como uma cidade de brinquedo."
Seguem as fotos:




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terça-feira, 7 de julho de 2009
Eu estava lá!
PRÉVIAS
O Blur anunciou sua volta ano passado com estilo: um show no Hyde Park em Londres dia 3 de julho de 2009. Pra surpresa do próprio Blur dois minutos depois os ingressos estavam esgotados.
Acabaram anunciando mais um show no dia 2 de julho. Ou seja, o segundo show acabou virando o primeiro. E pra minha alegria era justamente os ingressos do dia 2 de julho que eu tava na mão: o do tão esperado primeiro dia!
Ok que eles voltaram a cena roqueira antes disso: com um "mini" show surpresa aqui em Londres e na última edição do Glastonbury. O fato é que a expectativa para assistir Blur no Hyde Park ultrapassava tudo isso. Um tanto foi pelo longo tempo de espera (uns 6 meses) e outro tanto pelo belo retorno que a crítica deu ao show no Glaston: o melhor show e performance dos últimos anos.
Se no Glaston já tinha sido tudo de bom...o que imaginar de um show só deles. Era aguardar então pra ver a retomada no Hyde Park.
E haja coração.
CLIMA/AMBIENTE
As bandas de abertura estavam previstas pra começar as 14h e o grande show as 16h, quinta -feira da semana passada. Como esse papo que britânico é pontual já era, ao menos no âmbito shows, as bandas de abertura começaram pelas 16h e o Blur lá pelas 19h.
Ao chegar no Hyde Park me senti num Fórum Social Mundial lá em POA, num clima muito amigável!
Descampado a vista cheio de gente jovem, adultos, idosos descolados e crianças sortudas que foram super lotando o espaço com o passar das horas.
O dia também colaborou, com um solzão de lascar e de tão seco e abafado o povo já ia se soltando, ficando de biquini e estendendo a canga no meio da grama e daquela poeirada em volta!
Ao lado dos telões estavam pendurados dois mapas gigantes: um do reino unido e outro de Londres (ao que tudo indicava).
Pra intensificar ainda mais o estilo Fórum o pessoal levou comida e bebida e fez a festa do piquenique no parque!
Além disso, no intervalo de cada show rolava uns vídeos sobre crianças na África, mostrando uma realidade dura e crua. Tentei pesquisar na internet o projeto, mas não encontrei grande coisa. Se alguém souber algo a respeito conta aí?
Sabe como é né: cerveja, show de rock e vídeos de ONG infelizmente não combinaram muito! ;-P
BANDAS DE ABERTURA
As bandas foram escolhidas a dedo pelos integrantes do Blur e certamente diversificação e bom som foram dois dos grandes critérios adotados.
Primeira banda foi a Hypnotic Brass Ensemble
Muito bom som, esse grupo de Jazz de Chicago mostrou um suingue que só negão tem, não adianta tentar imitar!
A apresentação deles foi bem longa, na minha opinião, e chegou uma hora que aquele monte de sopro parecia mais uma batucada sem fim e pedia uma trégua! Afinal, era noite de Rock and Roll!!
Segunda banda foi a nova febre chamada Crystal Castles do Canadá. Som sensacional com dois músicos de primeiríssima no comando dos instrumentos. O som é definido como eletrônico e noise, um tipo de som vanguarda com bastante distorções, cacofonia, barulheira e elementos de repetição.
Já a vocalista Alice Glass podia morrer que não ia fazer falta. A mina numa trip completamente fake e equivocada. Entrou pousando de super star mucho louca, o que de fato deveria estar..
De qualquer maneira, foi too much. Se jogava pelo chão, rasgava a saia, gritava sem parar (mas nesse caso ok pq é a proposta da banda mesmo) e só faltava subir numa árvore pra chamar a atenção. Na minha opinião, faltou carisma além de voz, não cantava porra nenhuma já que tudo era distorção. Recebeu pessoalmente críticas negativas. Já a banda recebeu críticas positivas. Li de um anônimo no Youtube:
- "Hyde Park não é lugar pra Crystal Castles tocar. Pra entrar na onda dela o show tem que ser num buraco preto qualquer".
Vai saber, o que sei é que de qualquer maneira valeu. Os músicos seguraram muito a onda dela e o que acabou ressaltando foi o resultado de um excelente trabalho.
Confira um pouco mais do som deles aqui.
Parênteses
(O povo tava tão odioso com essa mina que jogou garrafada sem parar nela. Também isso não quer dizer muito já que só se via garrafada pra tudo que é lado até o fim dos shows! Sorte que eram de plástico! Confira aqui!)
Terceira banda foi a Golden Silvers de Londres. Essa foi na minha opinião uma das melhores bandas que eu conheci nos últimos tempos. Caí de amores.
Além de um puta estilo dos músicos o som é muito bom, desce redondo e recomendo muito!!
Não é a toa que esse trio foi banda revelação do Glastonbury de 2008 e desde então vem fazendo muito sucesso.
Seguem duas músicas, num rockzito com balanço pra vcs conferirem: True Romance e Arrows of Eros!
Quarta banda de abertura foi a Foals de Oxford aqui da Inglaterra. Nessa hora por incrível que pareça dei uma dormida no sol então não conferi. Mas segue um dos trabalhos deles aqui pra vc conferir! Bem bacana!
BLUR
Voltemos ao cerne da questão: ao Blur. Nesse clima de festival foi que os guapos (sim, O Damon Albarn tá mais guapo que na mocidade. Alias, nem o dentinho frontal de ouro foi capaz de enfear o moço) entraram e deram o melhor de si.
Num setlist encorpado, com direito a dois bises eles tocaram praticamente todos os grandes e pequenos sucessos da banda em cerca de 2 horas de show. Não saberia dizer o que eles não tocaram!
She's so high e Boys and Girls estrearam o show. There's No Other Way, 'Coffee & TV', 'Tender', 'Sunday Sunday', 'Parklife', 'This Is A Low' no meio do show e 'Song 2' e 'The universal' pra encerrar.
Aos mais curiosos segue set list na íntegra aqui!
O Damon já havia prometido colocar coração e alma nesses shows. De fato o fez. Foi emocionante. O cara tem uma puta presença de palco e roubou muito a atenção (Ao menos a minha!). Com uma energia que só vendo, corria de um lado pro outro do palco e dava pra ver o tesão dele em estar ali. Como ele mesmo disse na ocasião:
- "Vai ser difícil repetir isso aqui amanhã!"
Os outros integrantes: Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree estavam mais tímidos, pra não dizer mais blasé. Mas também tiveram seus momentos.
Lá pelas tantas Damon revelou que Parklife foi inspirado no Hyde Park. Nessa hora pude imaginar o quão prazeiroso tava sendo pra eles retomar o Blur nessa conjuntura. Tocando na sua cidade natal e no velho parque que eles fizeram história.
Ele disse exatamente:
- "I had the idea for this song in this park... I used to come into the park and watch the people and the pigeons and all that stuff,"
Foi num clima saúde no copo, amor, paz e claro somzera que a noite foi orquestrada.
Os tiozões do Blur viraram tiozões (Isso é fato!). Constituíram famílias, ficaram mais caretas talvez, mas ainda dão no couro! Ohhhh se dão!
O som tava excelente. Achei a produção de palco pobrinha, apesar da bela pirotecnia de luzes. Deu pra ver que nesse caso era o som que tava em jogo.
E valeu. Valeu muito.
Seguem algumas fotitos pessoais e vídeos do YouTube:


O Blur anunciou sua volta ano passado com estilo: um show no Hyde Park em Londres dia 3 de julho de 2009. Pra surpresa do próprio Blur dois minutos depois os ingressos estavam esgotados.
Acabaram anunciando mais um show no dia 2 de julho. Ou seja, o segundo show acabou virando o primeiro. E pra minha alegria era justamente os ingressos do dia 2 de julho que eu tava na mão: o do tão esperado primeiro dia!
Ok que eles voltaram a cena roqueira antes disso: com um "mini" show surpresa aqui em Londres e na última edição do Glastonbury. O fato é que a expectativa para assistir Blur no Hyde Park ultrapassava tudo isso. Um tanto foi pelo longo tempo de espera (uns 6 meses) e outro tanto pelo belo retorno que a crítica deu ao show no Glaston: o melhor show e performance dos últimos anos.
Se no Glaston já tinha sido tudo de bom...o que imaginar de um show só deles. Era aguardar então pra ver a retomada no Hyde Park.
E haja coração.
CLIMA/AMBIENTE
As bandas de abertura estavam previstas pra começar as 14h e o grande show as 16h, quinta -feira da semana passada. Como esse papo que britânico é pontual já era, ao menos no âmbito shows, as bandas de abertura começaram pelas 16h e o Blur lá pelas 19h.
Ao chegar no Hyde Park me senti num Fórum Social Mundial lá em POA, num clima muito amigável!
Descampado a vista cheio de gente jovem, adultos, idosos descolados e crianças sortudas que foram super lotando o espaço com o passar das horas.
O dia também colaborou, com um solzão de lascar e de tão seco e abafado o povo já ia se soltando, ficando de biquini e estendendo a canga no meio da grama e daquela poeirada em volta!
Ao lado dos telões estavam pendurados dois mapas gigantes: um do reino unido e outro de Londres (ao que tudo indicava).
Pra intensificar ainda mais o estilo Fórum o pessoal levou comida e bebida e fez a festa do piquenique no parque!
Além disso, no intervalo de cada show rolava uns vídeos sobre crianças na África, mostrando uma realidade dura e crua. Tentei pesquisar na internet o projeto, mas não encontrei grande coisa. Se alguém souber algo a respeito conta aí?
Sabe como é né: cerveja, show de rock e vídeos de ONG infelizmente não combinaram muito! ;-P
BANDAS DE ABERTURA
As bandas foram escolhidas a dedo pelos integrantes do Blur e certamente diversificação e bom som foram dois dos grandes critérios adotados.
Primeira banda foi a Hypnotic Brass Ensemble
Muito bom som, esse grupo de Jazz de Chicago mostrou um suingue que só negão tem, não adianta tentar imitar!
A apresentação deles foi bem longa, na minha opinião, e chegou uma hora que aquele monte de sopro parecia mais uma batucada sem fim e pedia uma trégua! Afinal, era noite de Rock and Roll!!
Segunda banda foi a nova febre chamada Crystal Castles do Canadá. Som sensacional com dois músicos de primeiríssima no comando dos instrumentos. O som é definido como eletrônico e noise, um tipo de som vanguarda com bastante distorções, cacofonia, barulheira e elementos de repetição.
Já a vocalista Alice Glass podia morrer que não ia fazer falta. A mina numa trip completamente fake e equivocada. Entrou pousando de super star mucho louca, o que de fato deveria estar..
De qualquer maneira, foi too much. Se jogava pelo chão, rasgava a saia, gritava sem parar (mas nesse caso ok pq é a proposta da banda mesmo) e só faltava subir numa árvore pra chamar a atenção. Na minha opinião, faltou carisma além de voz, não cantava porra nenhuma já que tudo era distorção. Recebeu pessoalmente críticas negativas. Já a banda recebeu críticas positivas. Li de um anônimo no Youtube:
- "Hyde Park não é lugar pra Crystal Castles tocar. Pra entrar na onda dela o show tem que ser num buraco preto qualquer".
Vai saber, o que sei é que de qualquer maneira valeu. Os músicos seguraram muito a onda dela e o que acabou ressaltando foi o resultado de um excelente trabalho.
Confira um pouco mais do som deles aqui.
Parênteses
(O povo tava tão odioso com essa mina que jogou garrafada sem parar nela. Também isso não quer dizer muito já que só se via garrafada pra tudo que é lado até o fim dos shows! Sorte que eram de plástico! Confira aqui!)
Terceira banda foi a Golden Silvers de Londres. Essa foi na minha opinião uma das melhores bandas que eu conheci nos últimos tempos. Caí de amores.
Além de um puta estilo dos músicos o som é muito bom, desce redondo e recomendo muito!!
Não é a toa que esse trio foi banda revelação do Glastonbury de 2008 e desde então vem fazendo muito sucesso.
Seguem duas músicas, num rockzito com balanço pra vcs conferirem: True Romance e Arrows of Eros!
Quarta banda de abertura foi a Foals de Oxford aqui da Inglaterra. Nessa hora por incrível que pareça dei uma dormida no sol então não conferi. Mas segue um dos trabalhos deles aqui pra vc conferir! Bem bacana!
BLUR
Voltemos ao cerne da questão: ao Blur. Nesse clima de festival foi que os guapos (sim, O Damon Albarn tá mais guapo que na mocidade. Alias, nem o dentinho frontal de ouro foi capaz de enfear o moço) entraram e deram o melhor de si.
Num setlist encorpado, com direito a dois bises eles tocaram praticamente todos os grandes e pequenos sucessos da banda em cerca de 2 horas de show. Não saberia dizer o que eles não tocaram!
She's so high e Boys and Girls estrearam o show. There's No Other Way, 'Coffee & TV', 'Tender', 'Sunday Sunday', 'Parklife', 'This Is A Low' no meio do show e 'Song 2' e 'The universal' pra encerrar.
Aos mais curiosos segue set list na íntegra aqui!
O Damon já havia prometido colocar coração e alma nesses shows. De fato o fez. Foi emocionante. O cara tem uma puta presença de palco e roubou muito a atenção (Ao menos a minha!). Com uma energia que só vendo, corria de um lado pro outro do palco e dava pra ver o tesão dele em estar ali. Como ele mesmo disse na ocasião:
- "Vai ser difícil repetir isso aqui amanhã!"
Os outros integrantes: Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree estavam mais tímidos, pra não dizer mais blasé. Mas também tiveram seus momentos.
Lá pelas tantas Damon revelou que Parklife foi inspirado no Hyde Park. Nessa hora pude imaginar o quão prazeiroso tava sendo pra eles retomar o Blur nessa conjuntura. Tocando na sua cidade natal e no velho parque que eles fizeram história.
Ele disse exatamente:
- "I had the idea for this song in this park... I used to come into the park and watch the people and the pigeons and all that stuff,"
Foi num clima saúde no copo, amor, paz e claro somzera que a noite foi orquestrada.
Os tiozões do Blur viraram tiozões (Isso é fato!). Constituíram famílias, ficaram mais caretas talvez, mas ainda dão no couro! Ohhhh se dão!
O som tava excelente. Achei a produção de palco pobrinha, apesar da bela pirotecnia de luzes. Deu pra ver que nesse caso era o som que tava em jogo.
E valeu. Valeu muito.
Seguem algumas fotitos pessoais e vídeos do YouTube:


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domingo, 5 de julho de 2009
Êta Bolha!
O que explica uma criatura (no caso Eu) conseguir a façanha de na mesma semana acidentar dois celulares em águas estranhas?
Vou explicar melhor.
A primeira vez deixei a porra do celular cair na privada cheia de xixi!
Eu tava com o cel no bolso e quando vi, pluft escorregou. O pior é que eu estava na rua, sem luvinhas de proteção. Encarei na raça e na coragem que há em mim e meti a mão sem dó! Depois de dias tentando ressuscitá-lo vi que o esforço foi quase em vão.
Primeiro que lavei tanto o "bicho" depois de tirar do xixi que acabei por afogá-lo ainda mais. Segundo que esse papo de secar com secador o aparelhinho funciona ali ali... De toda a energia gasta em reavivá-lo o único que sobreviveu foi o chip sem memória. É, isso mesmo! Um chip no qual o número funciona mas a memória do que estava armazenado não! Mesmo assim, resolução melhor do que o imaginado. Ao menos não tive que entrar em contato com 0800 e ficar naquela encheção de saco com a operadora. Aliás, nem comprei outro aparelho já que uma amiga me emprestou um cel engavetado até então e que com meu chip capenga tomou vida novamente.
Segui me virando sem o luxo de antes (Skype no cel) mas feliz.
Uns dias depois (hoje) acontece a segunda façanha.
Tô saindo de casa naquela loucura de todos os dias de achar a chave e o celular (Se você for mulher, vc me entende). Procurei por tudo e nada do cel! Já estava desistindo de levá-lo comigo quando escuto um barulho estranho na máquina de lavar.
Ai! Um momento de lampejo e pensei: será que botei essa joça pra lavar? Fui até a máquina mas como vcs sabem ela não pára no meio do serviço..por isso fiquei olhando uns cinco minutos pelo vidrinho fumê que tem na frente. E não é que daqui a pouco vejo o bicho lá dentro, se saracoteando com os lençóis e as toalhas. Não acreditei! Que ódiooo. Acelerei o processo de lavagem, botei pra centrifugar e quando abri a porta ele já estava até seco, porém mortinho da Silva.
De novo fui eu lá com o tal do secador... Pra resumir, deixei ele de repouso durante o dia e a noite quando cheguei em casa ele voltou a funcionar como se nada tivesse acontecido! Baita sorte! Já tava vendo o preju em dobro: cel pra minha amiga e pra mim!
Mas voltando a questã lá de cima, o que explica uma criatura (no caso Eu) conseguir a façanha de na mesma semana acidentar dois celulares em águas estranhas?
Algumas hipóteses:
- A velha teoria da bolha?
- A falta de uma ritalina no corpo?
- Aos mais "crentes" quem sabe um sinal sobre cuidado com águas estranhas?
- Ou até mesmo sinal de sorte, já que o final foi inexplicavelmente feliz.
- Ou talvez sinal de boicote a comunicação...sinais de isolamento chamando?
Enfim, brincadeiras a parte, depois dessa me senti uma pateta, mas uma pateta sortuda!
Vou explicar melhor.
A primeira vez deixei a porra do celular cair na privada cheia de xixi!
Eu tava com o cel no bolso e quando vi, pluft escorregou. O pior é que eu estava na rua, sem luvinhas de proteção. Encarei na raça e na coragem que há em mim e meti a mão sem dó! Depois de dias tentando ressuscitá-lo vi que o esforço foi quase em vão.
Primeiro que lavei tanto o "bicho" depois de tirar do xixi que acabei por afogá-lo ainda mais. Segundo que esse papo de secar com secador o aparelhinho funciona ali ali... De toda a energia gasta em reavivá-lo o único que sobreviveu foi o chip sem memória. É, isso mesmo! Um chip no qual o número funciona mas a memória do que estava armazenado não! Mesmo assim, resolução melhor do que o imaginado. Ao menos não tive que entrar em contato com 0800 e ficar naquela encheção de saco com a operadora. Aliás, nem comprei outro aparelho já que uma amiga me emprestou um cel engavetado até então e que com meu chip capenga tomou vida novamente.
Segui me virando sem o luxo de antes (Skype no cel) mas feliz.
Uns dias depois (hoje) acontece a segunda façanha.
Tô saindo de casa naquela loucura de todos os dias de achar a chave e o celular (Se você for mulher, vc me entende). Procurei por tudo e nada do cel! Já estava desistindo de levá-lo comigo quando escuto um barulho estranho na máquina de lavar.
Ai! Um momento de lampejo e pensei: será que botei essa joça pra lavar? Fui até a máquina mas como vcs sabem ela não pára no meio do serviço..por isso fiquei olhando uns cinco minutos pelo vidrinho fumê que tem na frente. E não é que daqui a pouco vejo o bicho lá dentro, se saracoteando com os lençóis e as toalhas. Não acreditei! Que ódiooo. Acelerei o processo de lavagem, botei pra centrifugar e quando abri a porta ele já estava até seco, porém mortinho da Silva.
De novo fui eu lá com o tal do secador... Pra resumir, deixei ele de repouso durante o dia e a noite quando cheguei em casa ele voltou a funcionar como se nada tivesse acontecido! Baita sorte! Já tava vendo o preju em dobro: cel pra minha amiga e pra mim!
Mas voltando a questã lá de cima, o que explica uma criatura (no caso Eu) conseguir a façanha de na mesma semana acidentar dois celulares em águas estranhas?
Algumas hipóteses:
- A velha teoria da bolha?
- A falta de uma ritalina no corpo?
- Aos mais "crentes" quem sabe um sinal sobre cuidado com águas estranhas?
- Ou até mesmo sinal de sorte, já que o final foi inexplicavelmente feliz.
- Ou talvez sinal de boicote a comunicação...sinais de isolamento chamando?
Enfim, brincadeiras a parte, depois dessa me senti uma pateta, mas uma pateta sortuda!
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Lily Allen
Musiquinhas deliciosas, desbocadas e bem mulherzinhas pra seguir a semana!
Ps: clipe da música "Fuck you" é demais de bom! Não deixe de ver! ;-)
Ps: clipe da música "Fuck you" é demais de bom! Não deixe de ver! ;-)
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domingo, 28 de junho de 2009
To live is to dream
Aqui em Londres, não sei se você sabe, mas o Underground é o principal meio de locomoção e raras e privilegiadas são as pessoas que não precisam deste meio sufocante de transporte.
Enfim, no meu caso ando de Tube pra lá e pra cá e dia desses achei que o motorista tava bêbado ou tinha sido seqüestrado por um louco (a pessoa já começou a pirar na imaginação tentando entender o que tava acontecendo).
Isso tudo porque ele foi dar um aviso de que o trem estava atrasado e disse:
" Nos pedimos desculpas por este atraso, mas a vida é um longo processo de ficar cansado!"
Todo o trem se entre olhou e riu. E quanto mais ele repetia mais o povo ficava sem entender. Depois de um tempo veio outro anúncio sobre o trem e ao final veio o dizer:
"Viver é sonhar!"
Foi hilário, diria até que deu uma movimentada nos ânimos do pessoal, mas eu segui sem entender nada!
Até que dia desses entendi o que se passou. É que li no jornal que a linha azul de metrô resolveu adicionar doses de filosofia em seus avisos cotidianos e repetitivos. Inclusive, foi feito um livro com o instigante título: "O que é uma cidade senão pessoas?" e distribuído pra cada motorista poder escolher aquilo que deseja proclamar.
O que achei mais bacana, e vamos combinar que só podia acontecer em cidades como Londres, foram as escolhas das citações: inteligentes, despudoradas e reflexivas para o bem ou para o mal. Ou seja, ao invés de escolherem umas frases caretinhas e mais chatas ainda que os próprios avisos de cada dia escolheram frases que realmente fazem pensar, refletir, rir, divertir e dar um toque a mais de poesia na nossa vida cotidiana.
Seguem algumas citações traduzidas pro português (nos links estão as originais em inglês):
Na natureza não existem recompensas ou punições Existem conseqüências. Robert G. Ingersoll
Beleza vai salvar o mundo. Fydor Dostoevsky
O inferno são os outros. Jean -Paul Sartre
Sem música a vida seria um erro. Friedrich Nietzsche
O único homem que pode mudar a própria mente é aquele que tem uma! Seneca
O caminho pra ter coisas feitas é não se preocupar quem vai ficar com os créditos por ter feito elas. Benjamin Jowett
Enfim, no meu caso ando de Tube pra lá e pra cá e dia desses achei que o motorista tava bêbado ou tinha sido seqüestrado por um louco (a pessoa já começou a pirar na imaginação tentando entender o que tava acontecendo).
Isso tudo porque ele foi dar um aviso de que o trem estava atrasado e disse:
" Nos pedimos desculpas por este atraso, mas a vida é um longo processo de ficar cansado!"
Todo o trem se entre olhou e riu. E quanto mais ele repetia mais o povo ficava sem entender. Depois de um tempo veio outro anúncio sobre o trem e ao final veio o dizer:
"Viver é sonhar!"
Foi hilário, diria até que deu uma movimentada nos ânimos do pessoal, mas eu segui sem entender nada!
Até que dia desses entendi o que se passou. É que li no jornal que a linha azul de metrô resolveu adicionar doses de filosofia em seus avisos cotidianos e repetitivos. Inclusive, foi feito um livro com o instigante título: "O que é uma cidade senão pessoas?" e distribuído pra cada motorista poder escolher aquilo que deseja proclamar.
O que achei mais bacana, e vamos combinar que só podia acontecer em cidades como Londres, foram as escolhas das citações: inteligentes, despudoradas e reflexivas para o bem ou para o mal. Ou seja, ao invés de escolherem umas frases caretinhas e mais chatas ainda que os próprios avisos de cada dia escolheram frases que realmente fazem pensar, refletir, rir, divertir e dar um toque a mais de poesia na nossa vida cotidiana.
Seguem algumas citações traduzidas pro português (nos links estão as originais em inglês):
Na natureza não existem recompensas ou punições Existem conseqüências. Robert G. Ingersoll
Beleza vai salvar o mundo. Fydor Dostoevsky
O inferno são os outros. Jean -Paul Sartre
Sem música a vida seria um erro. Friedrich Nietzsche
O único homem que pode mudar a própria mente é aquele que tem uma! Seneca
O caminho pra ter coisas feitas é não se preocupar quem vai ficar com os créditos por ter feito elas. Benjamin Jowett
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
National Portrait Gallery
Todos os anos a National Portrait Gallery aqui de Londres promove uma exibição, entre outras divulgações, dos principais selecionados + ganhadores do premio BP Portrait Award 2009.
Esse é um premio anual, considerado pela crítica como sendo a mais prestigiada competição de retratos do mundo e que consegue promover o que há de mais contemporâneo na arte de pintar retratos.
Hoje fui lá conferir pessoalmente e, como no ano passado, saí de boca aberta com os resultados de hiper-realismo de muitos retratos. Simplesmente inacreditável e difícil de assimilar que aquelas obras são pintadas e não fotografadas! E o mais incrível é que a maioria dos artistas utiliza só óleo sobre tela.
O mais bacana dessa premiação é que qualquer um pode participar e a idéia é que os retratos sejam de pessoas próximas aos artistas, como amigos e família, o que ajuda ainda mais a dar vida e expressão a cada uma das imagens.
Segue o link aqui pra quem quiser conferir toda a exibição.
Abaixo selecionei alguns dos retratos que eu mais gostei:
(Adorei a pose e o adorno rosa.)

(Se percebe que é uma modelo. Retrata muita elegância, com tons frios e um quê de: "será que vai quebrar?")
(Meu segundo preferido! Gente, olha essa expressão! Sem contar a riqueza dos detalhes: dentro do olho dele estava pintado o reflexo do pintor!)
(Achei interessante, o único retrato da exposição com alguém de costas. É preciso mostrar o rosto pra mostrar quem você é?)
(Esse ganhou primeiro lugar! É sobre a filha do artista entrando na adolescência. Sem dúvida ganhou pela criatividade e pelo poder dessa obra! Tudo é meio surreal, o céu, a pele perolizada e o olhar agoniante!)

(A foto que apenas um puta fotógrafo faria, mas desenhada no pincel!)
(Esse ficou em segundo lugar. De todas as hiper -realistas essa realmente foi foda de acreditar. Nem de pertinho tu conseguia ver que era pintura, uma loucura! Também o artista ficou quatro anos pintando.)
(Esse é meu preferido. ângulo, cores e esse ar leve e latino de ser me fascinaram!)
(Esse foi ganhador do prêmio young. Não gosto tanto, mas vendo de perto é impressionante..a guria tá brilhosa, suada e com a cara da noite de Londres.)
Esse é um premio anual, considerado pela crítica como sendo a mais prestigiada competição de retratos do mundo e que consegue promover o que há de mais contemporâneo na arte de pintar retratos.
Hoje fui lá conferir pessoalmente e, como no ano passado, saí de boca aberta com os resultados de hiper-realismo de muitos retratos. Simplesmente inacreditável e difícil de assimilar que aquelas obras são pintadas e não fotografadas! E o mais incrível é que a maioria dos artistas utiliza só óleo sobre tela.
O mais bacana dessa premiação é que qualquer um pode participar e a idéia é que os retratos sejam de pessoas próximas aos artistas, como amigos e família, o que ajuda ainda mais a dar vida e expressão a cada uma das imagens.
Segue o link aqui pra quem quiser conferir toda a exibição.
Abaixo selecionei alguns dos retratos que eu mais gostei:
(Adorei a pose e o adorno rosa.)
(Se percebe que é uma modelo. Retrata muita elegância, com tons frios e um quê de: "será que vai quebrar?")

(Meu segundo preferido! Gente, olha essa expressão! Sem contar a riqueza dos detalhes: dentro do olho dele estava pintado o reflexo do pintor!)
(Achei interessante, o único retrato da exposição com alguém de costas. É preciso mostrar o rosto pra mostrar quem você é?)
(Esse ganhou primeiro lugar! É sobre a filha do artista entrando na adolescência. Sem dúvida ganhou pela criatividade e pelo poder dessa obra! Tudo é meio surreal, o céu, a pele perolizada e o olhar agoniante!)
(A foto que apenas um puta fotógrafo faria, mas desenhada no pincel!)

(Esse ficou em segundo lugar. De todas as hiper -realistas essa realmente foi foda de acreditar. Nem de pertinho tu conseguia ver que era pintura, uma loucura! Também o artista ficou quatro anos pintando.)

(Esse é meu preferido. ângulo, cores e esse ar leve e latino de ser me fascinaram!)
(Esse foi ganhador do prêmio young. Não gosto tanto, mas vendo de perto é impressionante..a guria tá brilhosa, suada e com a cara da noite de Londres.)
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Cuidado pra não cair!
Olhem que bacana o que os artistas Joe Hill and Max Lowry, especializados em 3D, criaram pra semana nacional da bicicleta aqui em Londres, no bairro de Islington.
Parece um senhor buraco, mas na verdade é pura ilusão de ótica:

A idéia foi criada com o intuito de baixar a bola dos ciclistas apressadinhos.
Pelo jeito tá funcionando!
Seguem outros trabalhos 3D da dupla:


Parece um senhor buraco, mas na verdade é pura ilusão de ótica:

A idéia foi criada com o intuito de baixar a bola dos ciclistas apressadinhos.
Pelo jeito tá funcionando!
Seguem outros trabalhos 3D da dupla:



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Iran e Twitter
Ontem revi meus conceitos e tirei meu chapéu pro poder do Twitter.
E até me emocionei.
Vendo tudo que tá acontecendo no Iran: eleições fraudulentas, protestos sangrentos (estudantes mortos de maneira bárbara) e uma censura da época do êpa (com direito a bloqueio do YouTube, Facebook, problema nos celulares e o pior: proibição de jornalistas de fora do país de cobrir qualquer notícia sem autorização). Pois no meio disso tudo os protestantes conseguiram só um meio de se comunicar com o mundo: o Twitter, pelo fato de que além de ser uma postagem rápida sem precisar se identificar pode ser feita de N maneiras: pelo celular, pela internet e também se cadastrando por outras localidades. O máximo né!
Espero que o mundo e o Obama consigam fazer alguma coisa porque a oposição política do país está muito desorganizada e sem forças. Em contra partida há sempre o medo que seja o pretexto que o presidente Mahmoud Ahmadinejad quer pra colocar em ativa seu poder militar e nuclear.
PS: agora o pior de tudo. O governo entrou em contato com o Twitter solicitando que eles atrasassem ao máximo as postagens vindas do Iran. Espero que o Twitter não aceite esse tipo de pedido! Vamos acreditar!!
Já os protestantes estão tentando mobilizar os Hackers do mundo todo pra derrubar essa censura na Web!
Pelo que se vê, vai ter muito pano pra manga ainda.
E até me emocionei.
Vendo tudo que tá acontecendo no Iran: eleições fraudulentas, protestos sangrentos (estudantes mortos de maneira bárbara) e uma censura da época do êpa (com direito a bloqueio do YouTube, Facebook, problema nos celulares e o pior: proibição de jornalistas de fora do país de cobrir qualquer notícia sem autorização). Pois no meio disso tudo os protestantes conseguiram só um meio de se comunicar com o mundo: o Twitter, pelo fato de que além de ser uma postagem rápida sem precisar se identificar pode ser feita de N maneiras: pelo celular, pela internet e também se cadastrando por outras localidades. O máximo né!
Espero que o mundo e o Obama consigam fazer alguma coisa porque a oposição política do país está muito desorganizada e sem forças. Em contra partida há sempre o medo que seja o pretexto que o presidente Mahmoud Ahmadinejad quer pra colocar em ativa seu poder militar e nuclear.
PS: agora o pior de tudo. O governo entrou em contato com o Twitter solicitando que eles atrasassem ao máximo as postagens vindas do Iran. Espero que o Twitter não aceite esse tipo de pedido! Vamos acreditar!!
Já os protestantes estão tentando mobilizar os Hackers do mundo todo pra derrubar essa censura na Web!
Pelo que se vê, vai ter muito pano pra manga ainda.
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sábado, 13 de junho de 2009
It's time to come back!
Às vezes a vida pede um copo d'agua e dar um tempo vem bem.
Às vezes postar algo novo deixa de ser inspirador e vira pura obrigação.
Às vezes postar algo velho deixa de ser gostoso também...e de pura recordação e memória vira o jornal de ontem lido só hoje...ou melhor parafraseando: o Twitter de 2 horas atrás postado só agora. Que desgosto!
E aí você se vê com mais essa ansiedade pra administrar. E isso não é legal!
Ahn, não é mesmo!
Ai você pára! Pára tudo!
E isso não chega a ser um "refrescar a cuca" com MAIS informação. Não! Me dá um tempooo!
Parênteses do pensamento:
(Ainda preciso de um tempo pra digerir o Twitter por exemplo. E não questiono a fonte riquíssima de informação instantânea e fresquinha. Isso é demais. Aliás, tô sempre espiando o do John. Questiono o envolvimento da pessoa. É como ser viciado em jogo do bixo...aPOSTA de hora em hora, estando 24 horas conectado.
Ok, talvez quando meu software for configurado com uma nova versão (leia-se + saco) e meu HD tiver mais espaço (leia-se + tempo) as coisas mudem. Quem vai saber?!)
O que sei é que a minha máquina ficou adormecida por pouco mais de um mês e um tanto cansada dessa engrenagem maluca (leia-se tecnologia) que produz "informação". Junte-se a isso as nossas "Redes sociais" e essa obscena quantidade de "fontes e opções" a nosso dispor e consigo diagnosticar as consequências: boom da informação e exaustão mental! Ufa! E não deixemos de fora o que seria nos tempos atuais praticamente o nosso DNA, o inseparável celular!
Mas voltando ao ponto em questão, I'm back. Fui ali ser celebridade da vida real e voltei pra postar, porque definitivamente a máquina não pára. Só vai ali na esquina tomar um refresco e já volta!
Parênteses do pensamento:
( Hoje em dia você só é celebridade de duas maneiras: ou é um colecionador de recados no facebook/views no YouTube. Ou decide ficar out e não fazer parte do mundo dos relacionamentos virtuais, pelo menos. No primeiro, os outros acabam te elegendo celebrity do bem ou do mal por quantificação/ibope. E entenda que isso nem sempre é bom pra você. Na última opção, a de ficar out dos holofotes, é você quem se define uma celebridade, o que para muitos pode não ser legítimo, mas que na verdade não é nada além de curtir uma experimentação fora das redes de relacionamento. Dando um tempo e mantendo certa distância dos "paparazzis online", o que também gera curiosidade (Podem reparar que ultimamente uma pessoa que se considera cool posta apenas uma ou duas fotos nos seus álbuns virtuais e não mais 15 álbuns repletos de fotos. Ou seja, aparecer menos tende a virar hit e passar a ser mais interessante!). Seria apenas uma curtição diferente, o caminho oposto a maré.
No meu caso, por exemplo, que sou a Madonna só em quiz ("Que celebridade você é?" via Facebook) e minha audiência não anda lá essas coisas é com a segunda que eu fiquei esse mês...bem dentro do meu mundinho! Me celebrando de cabeça vazia!)
Anyway, pra celebrar a volta, venho a la antiga...mulher é assim mesmo: de fases. E eu preciso tirar o mofo dos meus paletós e olhar pra eles de novo. Quero recriar/rever algumas coisas antes de partir pra mais UMA.
Tô cansada do último hit, da última informação, do último trend embora me alimente disso também. Quero, as vezes, ser celebridade de mim mesma e só.
E principalmente, quero experienciar o simples e o real + e +.
Já viajei na maionese e acabei esse texto uma saudade de ser criança. De se enterrar na areia, brincar de esconder. Catar insetos. Pular muro. Passar a tarde com a cabeça vazia, vendo sessão da tarde, comendo trakinas e tomando coca com gelo.
Em homenagem há tempos de contemplação e não de aflição:
Alguém aí se lembra desse?
Às vezes postar algo novo deixa de ser inspirador e vira pura obrigação.
Às vezes postar algo velho deixa de ser gostoso também...e de pura recordação e memória vira o jornal de ontem lido só hoje...ou melhor parafraseando: o Twitter de 2 horas atrás postado só agora. Que desgosto!
E aí você se vê com mais essa ansiedade pra administrar. E isso não é legal!
Ahn, não é mesmo!
Ai você pára! Pára tudo!
E isso não chega a ser um "refrescar a cuca" com MAIS informação. Não! Me dá um tempooo!
Parênteses do pensamento:
(Ainda preciso de um tempo pra digerir o Twitter por exemplo. E não questiono a fonte riquíssima de informação instantânea e fresquinha. Isso é demais. Aliás, tô sempre espiando o do John. Questiono o envolvimento da pessoa. É como ser viciado em jogo do bixo...aPOSTA de hora em hora, estando 24 horas conectado.
Ok, talvez quando meu software for configurado com uma nova versão (leia-se + saco) e meu HD tiver mais espaço (leia-se + tempo) as coisas mudem. Quem vai saber?!)
O que sei é que a minha máquina ficou adormecida por pouco mais de um mês e um tanto cansada dessa engrenagem maluca (leia-se tecnologia) que produz "informação". Junte-se a isso as nossas "Redes sociais" e essa obscena quantidade de "fontes e opções" a nosso dispor e consigo diagnosticar as consequências: boom da informação e exaustão mental! Ufa! E não deixemos de fora o que seria nos tempos atuais praticamente o nosso DNA, o inseparável celular!
Mas voltando ao ponto em questão, I'm back. Fui ali ser celebridade da vida real e voltei pra postar, porque definitivamente a máquina não pára. Só vai ali na esquina tomar um refresco e já volta!
Parênteses do pensamento:
( Hoje em dia você só é celebridade de duas maneiras: ou é um colecionador de recados no facebook/views no YouTube. Ou decide ficar out e não fazer parte do mundo dos relacionamentos virtuais, pelo menos. No primeiro, os outros acabam te elegendo celebrity do bem ou do mal por quantificação/ibope. E entenda que isso nem sempre é bom pra você. Na última opção, a de ficar out dos holofotes, é você quem se define uma celebridade, o que para muitos pode não ser legítimo, mas que na verdade não é nada além de curtir uma experimentação fora das redes de relacionamento. Dando um tempo e mantendo certa distância dos "paparazzis online", o que também gera curiosidade (Podem reparar que ultimamente uma pessoa que se considera cool posta apenas uma ou duas fotos nos seus álbuns virtuais e não mais 15 álbuns repletos de fotos. Ou seja, aparecer menos tende a virar hit e passar a ser mais interessante!). Seria apenas uma curtição diferente, o caminho oposto a maré.
No meu caso, por exemplo, que sou a Madonna só em quiz ("Que celebridade você é?" via Facebook) e minha audiência não anda lá essas coisas é com a segunda que eu fiquei esse mês...bem dentro do meu mundinho! Me celebrando de cabeça vazia!)
Anyway, pra celebrar a volta, venho a la antiga...mulher é assim mesmo: de fases. E eu preciso tirar o mofo dos meus paletós e olhar pra eles de novo. Quero recriar/rever algumas coisas antes de partir pra mais UMA.
Tô cansada do último hit, da última informação, do último trend embora me alimente disso também. Quero, as vezes, ser celebridade de mim mesma e só.
E principalmente, quero experienciar o simples e o real + e +.
Parênteses do pensamento
( E por falar em experienciar o simples, sempre me lembro de uma frase vinda de uma amiga: "quando eu tiver um filho vou relembrá-lo a cada segundo que ele é criança, que a única obrigação dele é brincar. Afinal, uma coisa tão simples dessa deve ser relembrada sempre.)
Já viajei na maionese e acabei esse texto uma saudade de ser criança. De se enterrar na areia, brincar de esconder. Catar insetos. Pular muro. Passar a tarde com a cabeça vazia, vendo sessão da tarde, comendo trakinas e tomando coca com gelo.
Em homenagem há tempos de contemplação e não de aflição:
Alguém aí se lembra desse?
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
Life's for Sharing
Simplesmente demais! A primeira flash mob feita pela T-mobile foi na estação de Liverpool Street em janeiro desse ano e a segunda foi semana passada na Trafalgar Square, aqui em Londres, ambas resultando em propagandas veiculadas na TV.
Com o slogan "Life's for Sharing" a operadora T-mobile mais uma vez acertou em cheio ao convocar a galera pra participar.
Eu não encontrei as versões reduzidas veiculadas na TV, por isso seguem as mais longas encontradas no you tube, mas não menos emocionantes.
Pra quem ainda não viu o que foi a última ação: a divulgação foi basicamente pela internet/facebook. Distribuíram 13 mil microfones pra galera que foi até a Trafalgar Square, levaram a Pink de anfitriã pro meio da multidão e tiveram mais de 13 mil pessoas pra consagrar e cantar Hei Jude dos Beatles. Lindo demais!
Lastima eu não ter podido ir! Quem sabe numa próxima!
Com o slogan "Life's for Sharing" a operadora T-mobile mais uma vez acertou em cheio ao convocar a galera pra participar.
Eu não encontrei as versões reduzidas veiculadas na TV, por isso seguem as mais longas encontradas no you tube, mas não menos emocionantes.
Pra quem ainda não viu o que foi a última ação: a divulgação foi basicamente pela internet/facebook. Distribuíram 13 mil microfones pra galera que foi até a Trafalgar Square, levaram a Pink de anfitriã pro meio da multidão e tiveram mais de 13 mil pessoas pra consagrar e cantar Hei Jude dos Beatles. Lindo demais!
Lastima eu não ter podido ir! Quem sabe numa próxima!
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
Mulher-piercings
Elaine Davidson, a mulher -piercings, é recordista mundial há anos pelo Guinness. Quem já foi a Edimburgo, Escócia, deve ter cruzado com ela pelas ruas, pois a cidade é pequenina e muitos artistas ficam nas calçadas.
Há muitos anos colecionando jóias pelo corpo, foi em 2009 que ela chegou ao apse, com mais de 6000 piercings espalhados pelo corpo. Dentre eles, mais de 1000 em partes internas, como boca, e mais uns 500 só na genitália -Aiaiai!
Segundo palavras dela, apesar de não gostar muito de ser furada, faz isso em nome da arte!
Pra tirar uma foto com ela obviamente tive que pagar. Foi um euro por foto e paguei com gosto. Afinal, com esse monte de brincos ela não deve conseguir fazer mais nada além de tirar fotos. E esse é seu ganha pão. Muito justo.
Agora advinha de onde ela é? Brasil, sil sil. Só fui descobrir depois...

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Apocalypse Now
São tempos de crise, de gripe suína, pandemia e pânico. Será o fim dos tempos ou o recomeço?
Num mundo conectado é assim, um vírus pode se propagar na mesma velocidade que a informação. Inevitável realidade.
Mas como bons vivants, perdemos vidas, otras cositas mais, mas o rebolado e o estilo jamais!
Por falar em estilo, a minha vai ser de palhaço! ;-)







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domingo, 12 de abril de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
Um olhar sobre Paris
Cool
Jardins de Luxemburgo
Detalhe de Sacre Coeur
Librairie
La Tour
Detalhe do cotidiano
Cidade baixa vista de cima

The Killers
The Killers
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sábado, 21 de março de 2009
M-A-T-A-D-O-R-E-S
Ver os Killers foi uma das minhas maiores felicidades dos últimos tempos. Ter que ir pra Paris pra ver eles potencializou ao cubo toda essa emoção.
Um pouquinho do show: Iluminação impecável e incrível, som maravilhoso, Brandon Flowers bem mais empolgado do que eu podia imaginar. Musoo, mas pro meu gosto com um visual muito metro sexual, o que fez perder um pouco (bem pouquinho) a gostosura. Ao meu ver o Sr. Elegância ultrapassou a linha tenuê onde termina o hetero e começa o gay (nada contra, mas entre nós mulheres um inevitável: que meda!). Mas o que importa mesmo é que o show foi demais. Eles abriram com Human e pra surpresa geral encerraram com a antiga When you were young.
Pecado capital: não tocaram Losing Touch nem Neon Tiger!! Como assim?!!!!!
Maça do amor: fora essas duas aí de cima tocaram TUDO, fizeram o coração da galera pular pela boca transitando por todos os CDs e hits. E ainda terminaram o show arrasando com mega efeitos e explosões.
Sem mais chorumelas, é em homenagem a minha amiga Fer Iensen, musa+aniversariante do dia +fã incondicional dos Guapos, que vou postar estes dois videozinhos de abertura do show. ;)
1. Esse fui eu que tentei filmar e de novo comprovei a teoria de que: ou vês o show e curtes ou filmas e te preocupas só com isso! Os dois definitivamente não dá. Como optei por ver o show, saiu tudo tremido-hehe.
2. Esse peguei no YouTube e foi a melhorzinha que eu encontrei. Enfim, dá pra sentir a emoçã!
Um pouquinho do show: Iluminação impecável e incrível, som maravilhoso, Brandon Flowers bem mais empolgado do que eu podia imaginar. Musoo, mas pro meu gosto com um visual muito metro sexual, o que fez perder um pouco (bem pouquinho) a gostosura. Ao meu ver o Sr. Elegância ultrapassou a linha tenuê onde termina o hetero e começa o gay (nada contra, mas entre nós mulheres um inevitável: que meda!). Mas o que importa mesmo é que o show foi demais. Eles abriram com Human e pra surpresa geral encerraram com a antiga When you were young.
Pecado capital: não tocaram Losing Touch nem Neon Tiger!! Como assim?!!!!!
Maça do amor: fora essas duas aí de cima tocaram TUDO, fizeram o coração da galera pular pela boca transitando por todos os CDs e hits. E ainda terminaram o show arrasando com mega efeitos e explosões.
Sem mais chorumelas, é em homenagem a minha amiga Fer Iensen, musa+aniversariante do dia +fã incondicional dos Guapos, que vou postar estes dois videozinhos de abertura do show. ;)
1. Esse fui eu que tentei filmar e de novo comprovei a teoria de que: ou vês o show e curtes ou filmas e te preocupas só com isso! Os dois definitivamente não dá. Como optei por ver o show, saiu tudo tremido-hehe.
2. Esse peguei no YouTube e foi a melhorzinha que eu encontrei. Enfim, dá pra sentir a emoçã!
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quinta-feira, 12 de março de 2009
Do something funny for money
The Red Nose Day é o Criança Esperança da Inglaterra pra ajudar a África. Um pouco mais abrangente , eu diria, acontece a cada dois anos e na última edição arrecadou cerca de 70 milhões de pounds. Lançado nos anos 80 pela BBC é sucesso até hoje sendo celebrado todo o dia 13 de março. Com o slogan Faça algo divertido por dinheiro a campanha propõem exatamente isso! Pense em algo criativo, saia na rua dia 13 com essa idéia, arrecade dinheiro e ajude a África.


Muitas celebridades e toda a comunidade são motivadas a participar e pelas cifras arrecadadas deu pra ver que funciona mesmo. Hoje já vi uns malucos na rua meio fantasiados...acho que já fazia parte da festa de amanhã.
Pra ter idéia é um dia tão esperado aqui na Inglaterra que amanhã acontece a Dança dos Famosos daqui em prol do tema e geralmente recebe a maior audiência do ano!
Veja o que algumas celebridades já fizeram pra ajudar:
Camisetas Stella McCartney


Robert Webb do excelente seriado Peep Show na Dança dos Famosos:
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domingo, 1 de março de 2009
Enroladinho da semana
Essa semana tava com a mente vazia, assunto nenhum, tempo preenchido com as tarefinhas da lista sem fim de pequenos afazeres e principalmente uma preguiça danada.
Pipocando o que aconteceu na semana e dentro da minha cabeça, vou escrever alguns respingos, mas não garanto coerência nos borbotar dos pensamentos. Surgiram alguns pontos e alguns pontos e vírgulas.
- Será que só eu nessa terra não gostei de "O ensaio sobre a cegueira" e do tão premiado "Slum Dog Millionaire"? Na verdade, achei um lixo o primeiro e bacaninha o segundo. Além disso, pensava que os ingleses eram mais contidos que nós. Mas não! Ficaram num excitamento sem fim com esse filme e suas premiações que me faz lembrar do Zeca Camargo e da Glória Maria falando sobre seleção em época de copa do mundo!
E que saco que o Mickey Rourke não ganhou melhor ator no Oscar! A atuação dele foi simplesmente demais em"O Lutador"! Muita injustiça!
- Nos jornais daqui só se fala na tal de Jade e na sua morte agendada! Esses jornais parecem ter feito escola com a Contigo e a Ana Maria Braga. Só mudam o nome, mas o conteúdo é o mesmo! Pra ficar por dentro da trágica história da tal de Jade, ex BBB da Inglaterra clique aqui!
- E por falar em fofoca o tuuuuudo de bom Brandon Flowers passou a semana aqui em Londres festiando de festinha em festinha cada dia com uma mulher a tira colo! E eu não encontrei ele! ;) Mas pelo menos não é veado! Viva ;)
- E o carnaval ein minha gente! Se é uma coisa que brasileiro sabe é curtir o samba no pé! Vi muitos amigos voltando as raízes e indo pular carnaval esse ano! Achei bacana! É uma festa linda, apesar de insana em termos de gastos e preparações. Principalmente prum povo que não tem grana. Talvez seja a miséria que justifique canalizar tanta energia nisso. Enfim, aqui em Londres teve uma festinha também, que obviamente não fui, num lugar chamado Guanabara (bar de brazuca) onde os trilhões de brasileiros que vivem aqui se amarrotaram na pista e foram curtir as marchinhas de carnaval! Ui! Você, pulou aonde? Dava um dedo por uma prainha em Santa! ;)
- Quinta -feira passada fui num evento bem bacana. O museu de ciencias daqui faz uma vez por mês uma visita noturna pra adultos, chamada "Museum Late" com direito a bares, música em alguns ambientes e mil e um joguinhos, teatrinhos, filminhos. Fomos lá conferir e as três coisas mais bacanas que conseguimos ver sem dúvida foram:
1. Poder beber no meio dos aviões, da réplica do apollo 11 e de tudo que estava exposto no grandioso museu. Apesar de termos esquecido a grana e ter bebido quase nada!
2. Uma das atividades foi a tal da festa silenciosa. Meio Déjà vu, porque não é novidade, inclusive aconteceu uma festa silenciosa igual nesse mês na estação de metro de Liverpool Street! Mas foi massa mesmo assim. Um monte de gente reunida no meio de uma sala com uns aviões pendurados. Dois DJs colocando sons com estilos diferentes e todo mundo com fones de ouvido. Tu podia escolher entre os dois estilos de música e ficar alternando -hehe- entre os dois djs...e quando tu olhava pro lado tava o povo todo dançando feliz consigo mesmo. Dava direitinho pra ver o estilo que a pessoa tava ouvindo e dançando. Festinha ruim pra quem foi solteiro e queria puxar um papo amigo! Nem pensar camarada, todo mundo no fone! Achei bem bacana de os DJ tarem ao vivo! Pena que tava sem a máquina pra registrar!
3. A loja do museu. Sensacional! Desde sorvete de astronautas, a melecas espaciais e jogos muito diferentes. Fiquei até com medo de dar pros meus sobrinhos uns brinquedinhos que encontrei por lá...certo que iam estranhar receber um estômago em que podes produzir um vomito falso com umas melecas e conhecer mais esse nosso fabuloso corpo humano! Ui!
- Essa semana tá rolando a exposição do Picasso intitulada Challenging The Past na National Gallery, um dos mais interessantes museus de Londres. Pra promover essa exposição eles criaram a Picasso Iuminations. Por quatro noites com 3 horas de duração cada os transeuntes vão poder admirar as obras do Picasso iluminadas na Fachada da National Gallery! Simplesmente demais, pois o prédio do museu é lindo! Segui aqui uma palhinha do que encontrei no youtube. Meio mal filmado, mas ok.
- The plastic Lady- exposição de um renomado artista britânico Marcus Harvey. Uma das obras é um retrato da dama de ferro, Margaret Thatcher, feita com mais de 15.000 objetos que retratam a história e o período em que Thatcher estava no poder trazendo a tona a identidade e de certa forma o mapa da história britânica. Bem bacana o trabalho. Pra ver o retrato, clique aqui. Ta no museu White Cube Gallery!
Boa semana minha gente!
Pipocando o que aconteceu na semana e dentro da minha cabeça, vou escrever alguns respingos, mas não garanto coerência nos borbotar dos pensamentos. Surgiram alguns pontos e alguns pontos e vírgulas.
- Será que só eu nessa terra não gostei de "O ensaio sobre a cegueira" e do tão premiado "Slum Dog Millionaire"? Na verdade, achei um lixo o primeiro e bacaninha o segundo. Além disso, pensava que os ingleses eram mais contidos que nós. Mas não! Ficaram num excitamento sem fim com esse filme e suas premiações que me faz lembrar do Zeca Camargo e da Glória Maria falando sobre seleção em época de copa do mundo!
E que saco que o Mickey Rourke não ganhou melhor ator no Oscar! A atuação dele foi simplesmente demais em"O Lutador"! Muita injustiça!
- Nos jornais daqui só se fala na tal de Jade e na sua morte agendada! Esses jornais parecem ter feito escola com a Contigo e a Ana Maria Braga. Só mudam o nome, mas o conteúdo é o mesmo! Pra ficar por dentro da trágica história da tal de Jade, ex BBB da Inglaterra clique aqui!
- E por falar em fofoca o tuuuuudo de bom Brandon Flowers passou a semana aqui em Londres festiando de festinha em festinha cada dia com uma mulher a tira colo! E eu não encontrei ele! ;) Mas pelo menos não é veado! Viva ;)
- E o carnaval ein minha gente! Se é uma coisa que brasileiro sabe é curtir o samba no pé! Vi muitos amigos voltando as raízes e indo pular carnaval esse ano! Achei bacana! É uma festa linda, apesar de insana em termos de gastos e preparações. Principalmente prum povo que não tem grana. Talvez seja a miséria que justifique canalizar tanta energia nisso. Enfim, aqui em Londres teve uma festinha também, que obviamente não fui, num lugar chamado Guanabara (bar de brazuca) onde os trilhões de brasileiros que vivem aqui se amarrotaram na pista e foram curtir as marchinhas de carnaval! Ui! Você, pulou aonde? Dava um dedo por uma prainha em Santa! ;)
- Quinta -feira passada fui num evento bem bacana. O museu de ciencias daqui faz uma vez por mês uma visita noturna pra adultos, chamada "Museum Late" com direito a bares, música em alguns ambientes e mil e um joguinhos, teatrinhos, filminhos. Fomos lá conferir e as três coisas mais bacanas que conseguimos ver sem dúvida foram:
1. Poder beber no meio dos aviões, da réplica do apollo 11 e de tudo que estava exposto no grandioso museu. Apesar de termos esquecido a grana e ter bebido quase nada!
2. Uma das atividades foi a tal da festa silenciosa. Meio Déjà vu, porque não é novidade, inclusive aconteceu uma festa silenciosa igual nesse mês na estação de metro de Liverpool Street! Mas foi massa mesmo assim. Um monte de gente reunida no meio de uma sala com uns aviões pendurados. Dois DJs colocando sons com estilos diferentes e todo mundo com fones de ouvido. Tu podia escolher entre os dois estilos de música e ficar alternando -hehe- entre os dois djs...e quando tu olhava pro lado tava o povo todo dançando feliz consigo mesmo. Dava direitinho pra ver o estilo que a pessoa tava ouvindo e dançando. Festinha ruim pra quem foi solteiro e queria puxar um papo amigo! Nem pensar camarada, todo mundo no fone! Achei bem bacana de os DJ tarem ao vivo! Pena que tava sem a máquina pra registrar!
3. A loja do museu. Sensacional! Desde sorvete de astronautas, a melecas espaciais e jogos muito diferentes. Fiquei até com medo de dar pros meus sobrinhos uns brinquedinhos que encontrei por lá...certo que iam estranhar receber um estômago em que podes produzir um vomito falso com umas melecas e conhecer mais esse nosso fabuloso corpo humano! Ui!
- Essa semana tá rolando a exposição do Picasso intitulada Challenging The Past na National Gallery, um dos mais interessantes museus de Londres. Pra promover essa exposição eles criaram a Picasso Iuminations. Por quatro noites com 3 horas de duração cada os transeuntes vão poder admirar as obras do Picasso iluminadas na Fachada da National Gallery! Simplesmente demais, pois o prédio do museu é lindo! Segui aqui uma palhinha do que encontrei no youtube. Meio mal filmado, mas ok.
- The plastic Lady- exposição de um renomado artista britânico Marcus Harvey. Uma das obras é um retrato da dama de ferro, Margaret Thatcher, feita com mais de 15.000 objetos que retratam a história e o período em que Thatcher estava no poder trazendo a tona a identidade e de certa forma o mapa da história britânica. Bem bacana o trabalho. Pra ver o retrato, clique aqui. Ta no museu White Cube Gallery!
Boa semana minha gente!
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
aves-do-paraíso!
Ontem comecei a ver a série "Planet Earth" da BBC narrado pelo renomado biólogo David Attenborough.
Pra quem ainda não viu, recomendo e muito. Com uma produção milionária, as imagens apresentadas são indescritíveis e a fauna e flora que habita nosso planeta são por vezes surreais. Não vou entrar em detalhes sobre essa série porque ela por si só rende muito assunto. Quero mesmo é mostrar uns bichinhos malucos chamados aves-do-paraíso que vi no episódio "De um Polo a outro".
Dei uma pesquisada rápida e no Wiki diz que a característica mais marcante das aves-do-paraíso é a plumagem exuberante dos machos da maioria das espécies, utilizada como ornamento nos rituais de acasalamento. Na época de reprodução, o macho representa uma série de rituais de exibição, com o objetivo de atrair as fêmeas. Estas danças são muito elaboradas. As plumas das aves-do-paraíso são importantes nas sociedades nativas da Nova Guiné como símbolo de estatuto social.
O mais engraçado é a primeira ave que aparece e que finaliza o vídeo. É um bicho muito estranho, dança com a cabeça e quando ele quer agradar a fêmea virá um assustador dançarino fosforescente de rave. Acho que se eu não tivesse visto esse vídeo e encontrasse um bicho desses "de saia" ia achar que era um ET.
Além dele parecer um ET, tem comida em abundância e canaliza suas preocupações em bobagens. Explicação rápida: Diferente de outras regiões do mundo, na linha do equador a fauna e flora são riquíssimas, pois o sol bate de cima e em abundância. Resultado: com comida em abundância, as aves ficam sem preocupações. Essa ave "de saia", por exemplo, é obcecada por limpeza e passa limpando tudo. Nossa, vi muita semelhança com o animalzinho chamado ser humano. Mas isso é papo pra outra hora.
Enjoy!
Pra quem ainda não viu, recomendo e muito. Com uma produção milionária, as imagens apresentadas são indescritíveis e a fauna e flora que habita nosso planeta são por vezes surreais. Não vou entrar em detalhes sobre essa série porque ela por si só rende muito assunto. Quero mesmo é mostrar uns bichinhos malucos chamados aves-do-paraíso que vi no episódio "De um Polo a outro".
Dei uma pesquisada rápida e no Wiki diz que a característica mais marcante das aves-do-paraíso é a plumagem exuberante dos machos da maioria das espécies, utilizada como ornamento nos rituais de acasalamento. Na época de reprodução, o macho representa uma série de rituais de exibição, com o objetivo de atrair as fêmeas. Estas danças são muito elaboradas. As plumas das aves-do-paraíso são importantes nas sociedades nativas da Nova Guiné como símbolo de estatuto social.
O mais engraçado é a primeira ave que aparece e que finaliza o vídeo. É um bicho muito estranho, dança com a cabeça e quando ele quer agradar a fêmea virá um assustador dançarino fosforescente de rave. Acho que se eu não tivesse visto esse vídeo e encontrasse um bicho desses "de saia" ia achar que era um ET.
Além dele parecer um ET, tem comida em abundância e canaliza suas preocupações em bobagens. Explicação rápida: Diferente de outras regiões do mundo, na linha do equador a fauna e flora são riquíssimas, pois o sol bate de cima e em abundância. Resultado: com comida em abundância, as aves ficam sem preocupações. Essa ave "de saia", por exemplo, é obcecada por limpeza e passa limpando tudo. Nossa, vi muita semelhança com o animalzinho chamado ser humano. Mas isso é papo pra outra hora.
Enjoy!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Você emprestaria seu carro pro Iggy Pop dirigir?
Veja a velha guarda de rockstars incrementando o pé de meia!
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domingo, 1 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
I like it!
Ontem tava caminhando no Soho, em Londres, e me deparei com essas esculturas da artista Barbara Banc. Gostei muito do trabalho dela, geralmente feito com sucata, latão, alumínio e/ou chumbo. Alem disso, me lembrou muito o trabalho que meu pai fazia quando começou a trabalhar com iluminação. Lembro que uma vez ele fez uma luminária incrível (pena que nao tenho a foto) de duas patas de cavalo com 635 peças diferentes em bronze. Era demais. 

Oh pai, aí vai o recado: quem sabe tu te inspira e volta a fazer luminárias esculturais! ;-)



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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Ainsi est la vie
Segue textinho que eu escrevi semana passada, mas ainda nao tinha conseguido postar. ;-)
--
De perto ninguém é normal. Poderoso dito popular esse, não?
Pois bem, não contei pra vocês, mas ando com um tipo raro de câncer. Além disso, aos meus 93 anos, minhas pernas sofrem severa paralisia e dia desses, ainda criança, estive tentando fugir da zona de combate no Oriente Médio.
É assim que tenho me sentido ultimamente, variando a causa e a conseqüência, mas mantendo o mesmo tema: a tal efemeridade da vida. Ando fixada na realidade crua, dura e tão distante da minha a ponto de sentir aquilo que teoricamente não me pertence. Fixada também pelos acasos da vida que de uma hora pra outra surgem e são capazes de girar em 360 graus a nossa realidade, trazendo a tona um novo ângulo, uma nova maneira de ser.
Não é preciso ler um livro de auto-ajuda pra saber que o primeiro sentimento ligado a isso é "Me dá uma cerveja, que quero aproveitar a vida loucamente". Parece que só nessas horas nos lembramos que temos pernas, fôlego e tudo o que um ser humano precisa pra viver bem. Engraçado que, nesses “tempos de combate” vamos chamar assim, tenho me deparado com outro sentimento junto ao de "a vida é bela". É o sentimento "e se fosse eu?", "Qual é mesmo o sentimento dessa pessoa? Como eu reagiria? Quais os medos, desejos e esperanças que essa situação evoca?" E mais, "Que impotência da porra em não poder fazer nada pra ajudar", ou ao menos se sentir assim, sem saber como ajudar.
É por isso que digo que ando com um pouquinho dos males desse mundo. Com direito a uma boa dose de imaginação e realidade, misturados com alguns embrulhos no estômago, calafrios na espinha, suspiros e até umas lagriminhas.
A gota d'agua foi semana passada. Tive de ir ao hospital ver uma amiga. Ela havia ido ao médico por causa de um pelo encravado. E do nada o pelo encravado virou uma bola, que virou uma cirurgia de urgência na mesma hora, com direito a anestesia geral e tudo. Não adianta, essas coisas sempre me impressionam. Como um pelo encravado pode levar a um quadro desses? Já tava indo naquele clima "putz, odeio hospital". Se em pensar em doença já fico mal, quem dirá ver, sentir o cheiro e etc! Tenho que trabalhar isso, eu sei, nem condiz com essa minha psicológica "época de combate", mas realmente tenho pavor de hospital. Mas ok, tava no caminho do tal hospital ouvindo um Little Joy no iPod pra relaxar de toda essa situação inesperada que aconteceu com a minha amiga quando encontrei um colega de aula Iraniano. Papo vai papo vem ele me contou que tava indo ver a irmã no mesmo hospital. Que ela tinha 30 anos e estava com câncer desde os 26! Que teve momentos em que a perspectiva dela era um mês de vida (Imagina isso!), mas que agora estava tudo sob controle, que ela apenas trocava todo o sangue de 4 em 4 meses. No fim falou que obviamente não era fácil lidar com tudo isso, principalmente com a insegurança dela com relação à própria vida e morte, mas que ela era super forte e tal.
Há essas alturas dos acontecimentos já tava com um embrulho no estômago, mas consegui ser positiva e me dar conta que "quando o ser humano realmente precisa é que ele traz a garra a tona e se torna mais forte do que nunca, superando o que quer que seja. Quando o rombo é grande, somos leões. Quando são bobagens do cotidiano e da vida, pequenezas que nos chateiam parece que esquecemos esse leão adormecido e deixamos que as bobagens tomem conta, ocupem mais espaço do que deveriam. A valorização do que quer que seja está intrinsecamente relacionada a momentos de dureza e sofrimento. Ainsi est la vie."
Enfim, como de costume, despejo minhas doenças aqui no intuito de contagiar você de alguma maneira. Vou dormir e hoje espero sonhar que eu sou um pássaro, sobrevoando um marzão azul, com uma cachoeira ao fundo e um sol lindo no céu. Já que a realidade ta osso duro de roer, aos menos sonhemos dormindo e de vez em quando lembremos de fechar a janela da realidade (ou abrir se o seu caso for o contrário?) e sonhar acordado também.
--
De perto ninguém é normal. Poderoso dito popular esse, não?
Pois bem, não contei pra vocês, mas ando com um tipo raro de câncer. Além disso, aos meus 93 anos, minhas pernas sofrem severa paralisia e dia desses, ainda criança, estive tentando fugir da zona de combate no Oriente Médio.
É assim que tenho me sentido ultimamente, variando a causa e a conseqüência, mas mantendo o mesmo tema: a tal efemeridade da vida. Ando fixada na realidade crua, dura e tão distante da minha a ponto de sentir aquilo que teoricamente não me pertence. Fixada também pelos acasos da vida que de uma hora pra outra surgem e são capazes de girar em 360 graus a nossa realidade, trazendo a tona um novo ângulo, uma nova maneira de ser.
Não é preciso ler um livro de auto-ajuda pra saber que o primeiro sentimento ligado a isso é "Me dá uma cerveja, que quero aproveitar a vida loucamente". Parece que só nessas horas nos lembramos que temos pernas, fôlego e tudo o que um ser humano precisa pra viver bem. Engraçado que, nesses “tempos de combate” vamos chamar assim, tenho me deparado com outro sentimento junto ao de "a vida é bela". É o sentimento "e se fosse eu?", "Qual é mesmo o sentimento dessa pessoa? Como eu reagiria? Quais os medos, desejos e esperanças que essa situação evoca?" E mais, "Que impotência da porra em não poder fazer nada pra ajudar", ou ao menos se sentir assim, sem saber como ajudar.
É por isso que digo que ando com um pouquinho dos males desse mundo. Com direito a uma boa dose de imaginação e realidade, misturados com alguns embrulhos no estômago, calafrios na espinha, suspiros e até umas lagriminhas.
A gota d'agua foi semana passada. Tive de ir ao hospital ver uma amiga. Ela havia ido ao médico por causa de um pelo encravado. E do nada o pelo encravado virou uma bola, que virou uma cirurgia de urgência na mesma hora, com direito a anestesia geral e tudo. Não adianta, essas coisas sempre me impressionam. Como um pelo encravado pode levar a um quadro desses? Já tava indo naquele clima "putz, odeio hospital". Se em pensar em doença já fico mal, quem dirá ver, sentir o cheiro e etc! Tenho que trabalhar isso, eu sei, nem condiz com essa minha psicológica "época de combate", mas realmente tenho pavor de hospital. Mas ok, tava no caminho do tal hospital ouvindo um Little Joy no iPod pra relaxar de toda essa situação inesperada que aconteceu com a minha amiga quando encontrei um colega de aula Iraniano. Papo vai papo vem ele me contou que tava indo ver a irmã no mesmo hospital. Que ela tinha 30 anos e estava com câncer desde os 26! Que teve momentos em que a perspectiva dela era um mês de vida (Imagina isso!), mas que agora estava tudo sob controle, que ela apenas trocava todo o sangue de 4 em 4 meses. No fim falou que obviamente não era fácil lidar com tudo isso, principalmente com a insegurança dela com relação à própria vida e morte, mas que ela era super forte e tal.
Há essas alturas dos acontecimentos já tava com um embrulho no estômago, mas consegui ser positiva e me dar conta que "quando o ser humano realmente precisa é que ele traz a garra a tona e se torna mais forte do que nunca, superando o que quer que seja. Quando o rombo é grande, somos leões. Quando são bobagens do cotidiano e da vida, pequenezas que nos chateiam parece que esquecemos esse leão adormecido e deixamos que as bobagens tomem conta, ocupem mais espaço do que deveriam. A valorização do que quer que seja está intrinsecamente relacionada a momentos de dureza e sofrimento. Ainsi est la vie."
Enfim, como de costume, despejo minhas doenças aqui no intuito de contagiar você de alguma maneira. Vou dormir e hoje espero sonhar que eu sou um pássaro, sobrevoando um marzão azul, com uma cachoeira ao fundo e um sol lindo no céu. Já que a realidade ta osso duro de roer, aos menos sonhemos dormindo e de vez em quando lembremos de fechar a janela da realidade (ou abrir se o seu caso for o contrário?) e sonhar acordado também.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009
?
Como uma erupção cheia de pus e um cravo cavernoso das trevas podem fazer o ser humano salivar?
Porra, será que alguém sabe explicar porque é tão prazeroso espremer uma simples espinha ?
Porra, será que alguém sabe explicar porque é tão prazeroso espremer uma simples espinha ?
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Meu avô merece um Blog!
Gente
to pensando seriamente em escrever um blog pro meu avô. Ele é um velhinho amado de 89 anos, com uma lucidez impressionante, uma cultura desumana e uma vontade louca de contar a sua versão da história. Sim, ele viveu intensamente a história que lemos nos livros quando eramos crianças. Pra entender um pouco mais leia um post antigo sobre o assunto aqui. Ocorre que atualmente ele esta praticamente cego e me pego emocionada quando recebo os emails da minha tia com textos que ele gostaria de publicar na internet.
Ele escreve diariamente com uma lupa, numa máquina de escrever.
Juro!! Coisa mais amada do mundo.
Atualmente ele tem escrito uma espécie de livro onde ele conta a versão que ele conhece da história e nao a contada em livros por aí..
Enfim, o que nao sei bem é como fazer isso?! Ele vive na Argentina, mas eh Tcheco. Eu sou Argentina, Brasileira e agora vivo em Londres. Entao, escrevo em espanhol, português ou inglês? uahuhauha Acontece que sou uma Argentina de araque porque nao sei escrever bem em espanhol, em inglês ia ser um diálogo limitado porque tô aprendendo, e em português nao vejo muito sentido. Quem se interessaria por essa história no Brasil?
So, help me please? Alguma sugestã?
obs: tem alguem aí? cadê o povo dessa tenda...;-(
obs2: sei que o post é meio grandinho, mas se você tiver saco vale a pena ler até o fim. ;-)
So pra vcs terem uma idéia do que eu tô falando segue na integra o email que recebi ontem da minha santa tia:
From:
susana kaderabek
Sent:
Wednesday, January 07, 2009 5:08:04 PM
To:
luana kaderabek (luakaderabek@hotmail.com)
Hola Lu, cómo estas???Me imagino que muy bien y muerta de frio.
Te cuento que Papá escribió algo más sobre su padre y me está volviendo loca para que te lo mande, quiere que lo pongas en internet. No sé si se podrá pero te mando lo que te escribió.
Esto es lo que me mandó:
Querida Luana:Te felicito por haber podido poner el nombre de mi padre en el Internet Internacional.Si bien en el libro se habla del episodio de los refugiados en el buque "Cabo de Hornos" sería muy interesante si pudieran completarlo con el contenido que te mando ahora, más completo que el libro y absolutamente auténtico.Hasta ahora no se conoce ningún nombre de los descendientes de los entonces 86 refugiados.Es importante señalar que el único que consiguió un éxito cuando todo parecía perdido fué mi padre.
Muy FELIZ AÑO para ti y Joao de tu abuelo.
---
En 1941 salió de un puerto francés el buque español "Cabo de Hornos" con 86 refugiados judios, eran checoslovacos.He aquí un resumen de lo que pasó, después de 70 años de silencio.
En 1941 salió de un puerto francés el buque español "Cabo de Hornos" con 86 refugiados judios, eran checoslovacos.He aquí un resumen de lo que pasó, después de 70 años de silencio. Ninguno de los refugiados tenía una Visa para algún país. Llegaron a Brasil y se les impidió desembarcar. Siguieron hasta Buenos Aires y, no obstante las innumerables negociaciones que se hicieron el gobierno impidió su desembarco y ordenó que el buque regrese a Europa.
Todos los refugiados declararon que preferían suicidarse porque los esperaba la Gestapo.Con el buque ya en camino, el Ministro de Checoslovaquia en Argentina, Dr. Francisco Kaderabek logró comunicarse con el Presidente Roosvelt.
Le dijo lo que estaba pasando y Roosvelt de entrada le dijo: "Porque me llama a mi?" y entonces el Dr. F. Kaderabek le iunformó que era Masón Grado 33, lo mismo que Roosvelt, por lo tanto hablaban de igual a igual.El tono del Presidente cambió, fué muy amable y le dijo al Dr. F.K. que le iba a solucionar el problema con la ayuda de la Reina Juliana (de Holanda), ésta efectivamente accedió para que desembarquen en Curaçao.
El Presidente Roosvelt le pidió al Dr. F.K. lo siguiente:
1º Que se haga responsable por los 86 refugiados, el Dr. F.K. dijo que si, aunque hacía poco tiempo los alemanes le habían confiscado todos su bienes en Praga
2º Que no se dé la noticia a la prensa el relato de ésta conversación mientras él viva.
Mi padre cumplió y además él tampoco lo daría a conocer mientras viva.
Para poder comunicarse con el Presidente Roosvelt el que lo ayudó fué su amigo Norman Armour, entonces Embajador de los Estados Unidos en Argentina,que ledió un número secreto para llamarlo, con la promesa de no revelarlo a la prensa.Falleció en 1967.
Pasaron 70 años y creo que sería justo conocer que la única persona que salvó a los 86 refugiados fué el Ministro Francisco Kaderabek.
En estos días la más importante de las organizaciones de Israel están tratando de ubicar a algún descendiente de los originales 86 refugiados.
Les mando un beso grande y muchas gracias
Tu abuelo
to pensando seriamente em escrever um blog pro meu avô. Ele é um velhinho amado de 89 anos, com uma lucidez impressionante, uma cultura desumana e uma vontade louca de contar a sua versão da história. Sim, ele viveu intensamente a história que lemos nos livros quando eramos crianças. Pra entender um pouco mais leia um post antigo sobre o assunto aqui. Ocorre que atualmente ele esta praticamente cego e me pego emocionada quando recebo os emails da minha tia com textos que ele gostaria de publicar na internet.
Ele escreve diariamente com uma lupa, numa máquina de escrever.
Juro!! Coisa mais amada do mundo.
Atualmente ele tem escrito uma espécie de livro onde ele conta a versão que ele conhece da história e nao a contada em livros por aí..
Enfim, o que nao sei bem é como fazer isso?! Ele vive na Argentina, mas eh Tcheco. Eu sou Argentina, Brasileira e agora vivo em Londres. Entao, escrevo em espanhol, português ou inglês? uahuhauha Acontece que sou uma Argentina de araque porque nao sei escrever bem em espanhol, em inglês ia ser um diálogo limitado porque tô aprendendo, e em português nao vejo muito sentido. Quem se interessaria por essa história no Brasil?
So, help me please? Alguma sugestã?
obs: tem alguem aí? cadê o povo dessa tenda...;-(
obs2: sei que o post é meio grandinho, mas se você tiver saco vale a pena ler até o fim. ;-)
So pra vcs terem uma idéia do que eu tô falando segue na integra o email que recebi ontem da minha santa tia:
From:
susana kaderabek
Sent:
Wednesday, January 07, 2009 5:08:04 PM
To:
luana kaderabek (luakaderabek@hotmail.com)
Hola Lu, cómo estas???Me imagino que muy bien y muerta de frio.
Te cuento que Papá escribió algo más sobre su padre y me está volviendo loca para que te lo mande, quiere que lo pongas en internet. No sé si se podrá pero te mando lo que te escribió.
Esto es lo que me mandó:
Querida Luana:Te felicito por haber podido poner el nombre de mi padre en el Internet Internacional.Si bien en el libro se habla del episodio de los refugiados en el buque "Cabo de Hornos" sería muy interesante si pudieran completarlo con el contenido que te mando ahora, más completo que el libro y absolutamente auténtico.Hasta ahora no se conoce ningún nombre de los descendientes de los entonces 86 refugiados.Es importante señalar que el único que consiguió un éxito cuando todo parecía perdido fué mi padre.
Muy FELIZ AÑO para ti y Joao de tu abuelo.
---
En 1941 salió de un puerto francés el buque español "Cabo de Hornos" con 86 refugiados judios, eran checoslovacos.He aquí un resumen de lo que pasó, después de 70 años de silencio.
En 1941 salió de un puerto francés el buque español "Cabo de Hornos" con 86 refugiados judios, eran checoslovacos.He aquí un resumen de lo que pasó, después de 70 años de silencio. Ninguno de los refugiados tenía una Visa para algún país. Llegaron a Brasil y se les impidió desembarcar. Siguieron hasta Buenos Aires y, no obstante las innumerables negociaciones que se hicieron el gobierno impidió su desembarco y ordenó que el buque regrese a Europa.
Todos los refugiados declararon que preferían suicidarse porque los esperaba la Gestapo.Con el buque ya en camino, el Ministro de Checoslovaquia en Argentina, Dr. Francisco Kaderabek logró comunicarse con el Presidente Roosvelt.
Le dijo lo que estaba pasando y Roosvelt de entrada le dijo: "Porque me llama a mi?" y entonces el Dr. F. Kaderabek le iunformó que era Masón Grado 33, lo mismo que Roosvelt, por lo tanto hablaban de igual a igual.El tono del Presidente cambió, fué muy amable y le dijo al Dr. F.K. que le iba a solucionar el problema con la ayuda de la Reina Juliana (de Holanda), ésta efectivamente accedió para que desembarquen en Curaçao.
El Presidente Roosvelt le pidió al Dr. F.K. lo siguiente:
1º Que se haga responsable por los 86 refugiados, el Dr. F.K. dijo que si, aunque hacía poco tiempo los alemanes le habían confiscado todos su bienes en Praga
2º Que no se dé la noticia a la prensa el relato de ésta conversación mientras él viva.
Mi padre cumplió y además él tampoco lo daría a conocer mientras viva.
Para poder comunicarse con el Presidente Roosvelt el que lo ayudó fué su amigo Norman Armour, entonces Embajador de los Estados Unidos en Argentina,que ledió un número secreto para llamarlo, con la promesa de no revelarlo a la prensa.Falleció en 1967.
Pasaron 70 años y creo que sería justo conocer que la única persona que salvó a los 86 refugiados fué el Ministro Francisco Kaderabek.
En estos días la más importante de las organizaciones de Israel están tratando de ubicar a algún descendiente de los originales 86 refugiados.
Les mando un beso grande y muchas gracias
Tu abuelo
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
FELIZ 2009



Ao invés de fogos de artifício, bombas.
Ao invés de votos de paz, guerra.
Ao invés de confetes de felicidade, lágrimas de desamparo.
Ao invés de esperança, medo.
Ao invés de sonhos, destruição.
Difícil começar o ano novo com votos de amor, saúde e tudo mais que a gente merece sabendo que tão perto existem pessoas morrendo num conflito sem fim entre Palestinos e Israelenses. Mais triste é a sensação de impotência perante tudo isso.
O amargo da champagne é inevitável.
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
sábado, 27 de dezembro de 2008
Muso forever
Não pude conter minha felicidade e tive que dividir isso com vcs! Me mudei faz pouco tempo prum
bairro chamado Leytonstone. Quem conhece
Londres sabe que esse é um bairro mais barato
de se morar, afastadinho do centro, pero no mucho,
com muitos nigerianos e pessoas com estilo "talibã"
(só estilo ao que tudo indica) pelas ruas. Enfim, tava
eu cá tentando me apaixonar pelo bairro, tentando
admirar as diversidades e tudo mais...e aos poucos
fui cedendo à primeira impressão e achando o lugar
bacana, tranquilo e ao mesmo tempo cheio de opções
pra comer, comprar, tomar uma pint e etc. Mas
voltando, tava eu cá por me apaixonar quando
descubro que esse foi o bairro onde Hitchcock nasceu
e onde filmou alguns de seus primeiros filmes.
Segundo a Fer, tem até um mercadinho em frente
ao tube que foi a locação de um dos filmes.
Parece bobagem, mas essa simples notícia me
Parece bobagem, mas essa simples notícia me
deu um outro olhar sobre Leytonstone.
Poxa, meu diretor preferido morou e filmou
Poxa, meu diretor preferido morou e filmou
por aqui...era o que uma tiete de carteirinha
como eu precisava pra se identificar e passar
a adorar o bairro.
E aí prestando um pouco mais de atenção vimos
E aí prestando um pouco mais de atenção vimos
que existe um puta hotel em homenagem ao Hitchcock ou seria do próprio Hitchcock?!!!
É todo macabro e ao mesmo tempo grandioso
(hum, será que rola se hospedar lá? Ai que meda!).
Além disso, dentro da estação de metrô estão
Além disso, dentro da estação de metrô estão
expostos permanentemente 17 telas de mosaicos
mostrando cenas de filmes, cenas dele trabalhando
como diretor e cenas de relax. (Como é que eu
nunca reparei nelas se todo santo dia passo por ali!!)
Tavam lá o tempo todo pra quem quisesse ver:
o chuveirinho de psicose, cena do vertigo, de os pássaros...
Agora cada vez que pego o tube inevitavelmente
Agora cada vez que pego o tube inevitavelmente
fico olhando as cenas e tentando decifrar de que
filme elas vem. Ainda de lambuja ganhei de natal
um box com 14 filmes dele pra eu me deliciar, ver
e rever até cansar. Eta coisa boa de se fazer com
esse friozinho e embaixo do tobetoi! ;-))
Quem quiser ver todos mosaicos, clica aqui.
Quem quiser ver todos mosaicos, clica aqui.
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sábado, 20 de dezembro de 2008
Frames de alguma coisa
1.Você já deu uma navegada no blog parafrancisco? Se não deu meu amigo, prepare os lençóis antes de ler os textos porque lágrimas vão rolar. Sério, vale muuuito a pena conferir os textos. A história que aconteceu com a autora por si só já é trágica e dramática como num impactante filme, a idéia do blog é inspiradora e os textos lá postados são muito bem escritos, com uma sensibilidade e um cuidado delicioso nas escolhas das palavras. Vai lá, porque o final de ano pede um toque na alma.
2. Vi esses dias e demorei pra entender do que se tratava aquele livro na prateleira com apenas fotos e mais fotos e nenhum textinho. Pois é o tal do Point it, livro pra quem precisa se comunicar com alguém de outro planeta e não sabe a língua. Ou seja, apenas point it, simples assim. Uai, pode ser bem útil.
3. Como diz meu amigo Ramon, o boom da "era consumidor", com o faça você mesmo e mostre para o mundo se deu em 2006, mas de N maneiras seguimos as trilhas dessa caminhada, principalmente pelo poder que a internet tem de disseminar o que quer que seja e tornar aquilo conhecido no mundo todo. Essa semana vi uma matéria bacana de uma intervenção simultânea nas principais cidades do mundo como Sampa, NY, Paris e Londres que tá dentro desse amplo universo que comentei acima.
Pois então, foi a partir de um cara desconhecido, que postou uma foto despretensiosa no Flickr sobre si mesmo, fumando um cigarro, que C215, como é chamado o artista francês, baseou seu trabalho de stencil. Ele estampou a foto pelo mundo a fora e de lambuja transformou o sujeito num cara popular. Quem quiser ler a matéria e ver as fotos segue o link.
2. Vi esses dias e demorei pra entender do que se tratava aquele livro na prateleira com apenas fotos e mais fotos e nenhum textinho. Pois é o tal do Point it, livro pra quem precisa se comunicar com alguém de outro planeta e não sabe a língua. Ou seja, apenas point it, simples assim. Uai, pode ser bem útil.
3. Como diz meu amigo Ramon, o boom da "era consumidor", com o faça você mesmo e mostre para o mundo se deu em 2006, mas de N maneiras seguimos as trilhas dessa caminhada, principalmente pelo poder que a internet tem de disseminar o que quer que seja e tornar aquilo conhecido no mundo todo. Essa semana vi uma matéria bacana de uma intervenção simultânea nas principais cidades do mundo como Sampa, NY, Paris e Londres que tá dentro desse amplo universo que comentei acima.
Pois então, foi a partir de um cara desconhecido, que postou uma foto despretensiosa no Flickr sobre si mesmo, fumando um cigarro, que C215, como é chamado o artista francês, baseou seu trabalho de stencil. Ele estampou a foto pelo mundo a fora e de lambuja transformou o sujeito num cara popular. Quem quiser ler a matéria e ver as fotos segue o link.
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sábado, 13 de dezembro de 2008
Dezembro do capeta
Final de ano é sempre meio caótico, é aquela etapa final de quase tudo: fim dos projetos, fim do ano, fim de curso, acúmulo de festas/presentes e afazeres sem fim. Parece que quando chega o fim do ano temos a sensação que tudo acelerou demais e só aquela virada de ano novo, com novas promessas e projetos pra baixar a freqüência dessa vida frenética.
Meu ano foi excelente, mas nem por isso meu fim de ano tá menos caótico: Mês de mudar de casa, mudar de trabalho 2x, finalizar curso, pensar 2009 e no meio disso tudo vem aquele montão de afazeres da casa, do dia-a-dia, do amor, da família, da vida...em se tratando de mulher nem se fala. Eu por exemplo sou uma mulher sem grandes vaidades e já tenho um trabalho danado em arranjar aquele tempinho pra relax, depilação, unhas, hidratação (nessa correria seria luxo!), cabelos, terapia, exercício (esse acho que só nos projetos de 2009 mesmo). Mas nem sei porque tô escrevendo tudo isso. Essa introdução era só pra me dar ao direito de escrever pouco no blog esse mês. Sendo assim trouxe um textinho engavetado sobre aqueles episódios da vida real. Esse não é divertido como "la merd", clássica história dos horrores animais do homem, mas é singelo e caótico o suficiente pra ocupar lugar por aqui num momento caótico como é o mês de dezembro de qualquer ano.
Besitos e se eu sumir, feliz ano-novo! Muito relax e slow down pra galera! ;-)
-------/--------------------/------------------
É na noite que o bixo pega
Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas eu estava apenas voltando de mais um dia de trabalho.
Saindo da Matter, madrugadão, pernas doidas, vida desgracenta na medida em que se tem referências. Parceria do Pedro e do John pra tornar tudo mais leve.
4 am - procurando a maldita parada do bus 108.
4.20 am - esperando o maldito bus. Faz frio, de madrugada na terra da rainha faz muito frio.
4.40 am - Não sei porque me vem a cabeça imagens da exposição de Francis Bacon. Talvez por que a cena da hora seja eu me desfacelando sentada no chão (laje fria). John semi vivo depois de ter trabalhado noite e dia, noite e dia, noite e dia. Sim, é isso mesmo, foram 72 horas emendando trabalho de dia e de noite. Desumanamente esgotante. O carnaval da labuta que ele mesmo se ofertou.
Pedro = puto! Não, ele é macho. Ao que tudo indica. Mas tava puto com a situação.
4.55 am - O 108 chegou. 47 minutos nos aguardam até a próxima parada pra pegar o 91.
5.10 am - Inside the bus -Tranqüilidade e aquele amolecimento confortante do corpo ao sentar numa cadeira fofinha e num lugar mais quentinho. Segundos depois, quatro periguetes adentrarem no 108 em clima de carnaval. UHUHUHU Bunda lelê!
Apenas nos entre olhamos. Estávamos meio sem paciência. John a essas alturas já está nas nuvens. Digo: na profundidade de seu doce sono.
5.15 am - Grunhidos, gritos e brilhos espalhafatosos é o que nossos cansados sentidos detectam no ar.
5.17 am - Mendigo entra no bus (meus sentidos inevitavelmente afloram, estimulados pelo odor do moço). E ele parecia papai noel. Cesta de comidas a tira colo (provavelmente doados e talvez vencidos).
Ele deixa sua cestinha jogada lá na frente do bus e sem nunca mais olhar pra ela sentou ao fundo, na minha frente obviamente.
Parênteses in my mind:
-" até mendigo nessa terra é desencanado, sem aquela paranóia de cidade grande/violenta que temos com nossos pertences."
5.20 am - cenas paralelas:
Cena 1 - Jésus dentro da bolha.
O Jésus. Vamos apelidá-lo assim, pois todo o homeless é cabeludinho e barbudo lembrando nosso senhor JC. Ok, talvez essa referência seja meio demodê, não seja a referência atual, já que metade dos jovens são iguais a JC. John e Pedro que o digam.
Besitos e se eu sumir, feliz ano-novo! Muito relax e slow down pra galera! ;-)
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É na noite que o bixo pega
Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas eu estava apenas voltando de mais um dia de trabalho.
Saindo da Matter, madrugadão, pernas doidas, vida desgracenta na medida em que se tem referências. Parceria do Pedro e do John pra tornar tudo mais leve.
4 am - procurando a maldita parada do bus 108.
4.20 am - esperando o maldito bus. Faz frio, de madrugada na terra da rainha faz muito frio.
4.40 am - Não sei porque me vem a cabeça imagens da exposição de Francis Bacon. Talvez por que a cena da hora seja eu me desfacelando sentada no chão (laje fria). John semi vivo depois de ter trabalhado noite e dia, noite e dia, noite e dia. Sim, é isso mesmo, foram 72 horas emendando trabalho de dia e de noite. Desumanamente esgotante. O carnaval da labuta que ele mesmo se ofertou.
Pedro = puto! Não, ele é macho. Ao que tudo indica. Mas tava puto com a situação.
4.55 am - O 108 chegou. 47 minutos nos aguardam até a próxima parada pra pegar o 91.
5.10 am - Inside the bus -Tranqüilidade e aquele amolecimento confortante do corpo ao sentar numa cadeira fofinha e num lugar mais quentinho. Segundos depois, quatro periguetes adentrarem no 108 em clima de carnaval. UHUHUHU Bunda lelê!
Apenas nos entre olhamos. Estávamos meio sem paciência. John a essas alturas já está nas nuvens. Digo: na profundidade de seu doce sono.
5.15 am - Grunhidos, gritos e brilhos espalhafatosos é o que nossos cansados sentidos detectam no ar.
5.17 am - Mendigo entra no bus (meus sentidos inevitavelmente afloram, estimulados pelo odor do moço). E ele parecia papai noel. Cesta de comidas a tira colo (provavelmente doados e talvez vencidos).
Ele deixa sua cestinha jogada lá na frente do bus e sem nunca mais olhar pra ela sentou ao fundo, na minha frente obviamente.
Parênteses in my mind:
-" até mendigo nessa terra é desencanado, sem aquela paranóia de cidade grande/violenta que temos com nossos pertences."
5.20 am - cenas paralelas:
Cena 1 - Jésus dentro da bolha.
O Jésus. Vamos apelidá-lo assim, pois todo o homeless é cabeludinho e barbudo lembrando nosso senhor JC. Ok, talvez essa referência seja meio demodê, não seja a referência atual, já que metade dos jovens são iguais a JC. John e Pedro que o digam.
Anyway, Jésus sentou e tirou do bolso sete bitucas de cigarro - bem pequeninas cada uma - e começou a remexer nelas na tentativa fracassada de montar um único cigarro. Certamente tava chapado ou emboletado porque a atenção que dava pras bitucas era fora do comum. Ele tava literalmente dentro da bolha.
Cena 2 - Periguetes em ação. E sem noção.
Na maior cara dura afanaram uns sandubas da cesta do pobre Jésus. Deram umas dentadas e fazendo jus a bebedeira cuspiram pedacinhos de pão mole e molhado como bebês chorões. Pra você imaginar a delicadeza com que foram cuspidos, os pedaços caíram no vidro lateral lá do outro lado. A mira foi generosa e o "vomito" rebateu no vidro e finalizou sua queda na cabeça de uma negrona da porra.
5.25 am - BAFÃO. Purpurinas e penas vão rolar.
Cena 2 - Periguetes em ação. E sem noção.
Na maior cara dura afanaram uns sandubas da cesta do pobre Jésus. Deram umas dentadas e fazendo jus a bebedeira cuspiram pedacinhos de pão mole e molhado como bebês chorões. Pra você imaginar a delicadeza com que foram cuspidos, os pedaços caíram no vidro lateral lá do outro lado. A mira foi generosa e o "vomito" rebateu no vidro e finalizou sua queda na cabeça de uma negrona da porra.
5.25 am - BAFÃO. Purpurinas e penas vão rolar.
Parênteses in our mind:
Lua - Quero minha cama.
Lauro - Abaixo do Inn.
Pedro - Que nem criança quando escolhe brinquedo, bem tonto.
Jésus- Ainda nas bitucas.
Lauro - Abaixo do Inn.
Pedro - Que nem criança quando escolhe brinquedo, bem tonto.
Jésus- Ainda nas bitucas.
5.27 am - Tensão no ar. Negona vai tirar as caras com as bafentas. Mas pra surpresa geral ela vai cheia de classe, fala mansa e educação.
As bafonas vão com tudo pra cima dela...mas TUDO. Gritaria, mãozadas, tapa no ar, empurra, empurra. Até peitinho pra fora de uma das periguetes rolou, tamanha a afobação e violência.
Além disso, pra meu espanto vejo que tem um cara junto com as loucas e esse inclusive cai na baixaria together. Três mulheres e um homem contra UMA mulher já é covardia...Tudo é muito rápido.
As bafonas vão com tudo pra cima dela...mas TUDO. Gritaria, mãozadas, tapa no ar, empurra, empurra. Até peitinho pra fora de uma das periguetes rolou, tamanha a afobação e violência.
Além disso, pra meu espanto vejo que tem um cara junto com as loucas e esse inclusive cai na baixaria together. Três mulheres e um homem contra UMA mulher já é covardia...Tudo é muito rápido.
Cena paralela: em meio ao estado de tensão crescente o namorado da moça educada segue bem sentado, sem exercer um movimento em prol da paz. Parece não estar de alma presente, pois a única coisa que faz é olhar pro infinito com cara de peixe morto, molinho como se tivesse recém sido fisgado.
Enquanto isso:
Lua in own mind- Gente bem baixa, vô me avança nessas periguetes..sangue subindo... cheguei a ficar de pé, mas meu inglês era inibidor.
Enquanto isso:
Lua in own mind- Gente bem baixa, vô me avança nessas periguetes..sangue subindo... cheguei a ficar de pé, mas meu inglês era inibidor.
Pedro - já tinha brincado bastante com a situação, agora já tava em outra...acho que no ipod.
John - 7*&^%$#@)
5.40 am - Todo mundo de pé, e como em uma manifestação do povo, expulsamos as periquetes. Não preciso dizer que em Londres podes andar pelada que ninguém te impede. Sendo assim, podemos considerar uma manifestação ousada, em massa e realmente necessária. Só o motora que não se manifestou durante toda a função. Tá explicado: os imigrantes é que lançaram fogo ao barraco!
5.42 am - Desembarcamos. Ufa!! Agora rumobora pro 91...
John - 7*&^%$#@)
5.40 am - Todo mundo de pé, e como em uma manifestação do povo, expulsamos as periquetes. Não preciso dizer que em Londres podes andar pelada que ninguém te impede. Sendo assim, podemos considerar uma manifestação ousada, em massa e realmente necessária. Só o motora que não se manifestou durante toda a função. Tá explicado: os imigrantes é que lançaram fogo ao barraco!
5.42 am - Desembarcamos. Ufa!! Agora rumobora pro 91...
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Abrindo a alma
Costumo escrever no blog sobre coisas que gosto e que acho que meus singelos leitores vão gostar, geralmente os posts são em torno de meus temas preferidos: psicologia, artes, comunicação em geral e as vezes uns contos autorais.
Raramente falo sobre mim, porém as vezes falo sobre questões que me rodeiam, mas que fazem parte de um contexto maior presente na vida de cada um de nós e por essa razão penso que é gostoso de ser compartilhado.
Pois bem, aproveitando a inspiração de hoje, quero ir na contramão e falar exclusivamente de MUÁ. É que me animei lendo blogs de pessoas tão sinceras consigo (resquícios também do post anterior sobre ser sincera consigo mesma) como é o caso do Leonardo e da Gis e que conseguem trazer a tona seus sentimentos, como se estes estivessem expostos num varal, onde todo mundo pode ver, tocar, ajudar a mudar as coisas de lugar, independente se isso é de interesse geral ou não, se é bom ou ruim...
Pra mim esse é um canal virtual de troca de idéias em primeiro plano, mas também é onde muitas vezes exorcizamos nossos pesares e alegrias através das palavras. O que vamos combinar que nos poupa uma boa grana em terapia -auahuahauh!
Comecemos do começo. Sempre fui filha da crise, mas ao contrário das crises confusas e singelas dos meus anos juvenis a crise que me assombra agora é madura, clara como a água e forte como uma tormenta.
Não sei o que quero ser quando crescer. Mas a questão maior é que já cresci e continuo sem saber. Ohh God! ;-P
Trabalhei minha vida inteira, 9 anos, com comunicação, passando pelo mkt e RP, pelas produções publicitárias e pelas produções de eventos. Período rico em aprendizado, onde tive a sorte de participar de grandes projetos na Escala, por exemplo, onde fiquei meus últimos cinco anos e que me deram uma grande bagagem nas costas e agora até uma saudade daquela vida agitada e maluca, pois faz seis meses que larguei tudo pra tentar algo novo.
Em todo esse período imerso na minha profissão sempre me questionei duas coisas fortemente:
1. Que gostaria de trabalhar com algo mais específico, mais técnico, como é o caso dos médicos. Me incomoda saber que qualquer um pode trabalhar com comunicação enquanto só os médicos, por exemplo, são credenciados pra fazerem o seu ofício. Ou seja, pra que fiz a porra da faculdade se qualquer criatura pode fazer o mesmo? E me incomoda ver que, por trabalharmos com o subjetivo e com o abstrato muitas vezes, as coisas se arrastam e demoram pra se concretizar. Não é como numa operação, em que tu sai de lá, tem o período de recuperação e pronto. Na área da comunicação as coisas podem acontecer do dia pra noite ou podem nunca acontecer..muitos processos sao lentos e loucos.
2. Que gostaria de trabalhar com algo mais "bonito", no sentido de ajudar pessoas ou no mínimo ajudar a termos um mundo melhor. Ou sendo mais sucinta ainda, algo menos "vazio" e com um conteúdo mais relevante pra mim e pro mundo. Algo que eu me identifique fortemente.
Epa, epa, antes que surjam os ataques, nesse meio da comunicação e da publicidade tem muita coisa relevante, interessante e que possibilita termos um mundo ou um micro contexto melhor.
Mas o diabinho que habita dentro de mim muitas vezes palpitou que algo faltava. Muitas vezes tive a sensação que os projetos eram muito mais interessantes pra quem criava do que realmente pros que iriam usufruí-los.
O anjinho que habita em mim também me relembra que cada vez mais existem novas visões e novas maneiras de fazer o mesmo velho negócio, como é o caso dos meus amigos da Maria Cultura, por exemplo. Ajudei eles dois anos atrás a fazer o planejamento da empresa e na ocasião virávamos noites felizes da vida com a possibilidade de uma nova realidade que veio a ser a Maria. É uma questão de usar criatividade, de ter perseverança e a persuasão pra implantar determinado projeto bacana.
Uma área que admiro muito e nunca tive oportunidade de me aprofundar é o planejamento, onde tens a oportunidade de nortear toda a comunicação da empresa, dando um novo sentindo mais relevante e tudo mais. Enfim, tem coisa boa, tem coisa ruim, mas meu anjinho e meu diabinho sempre se bateram de frente e cá estou dividindo tudo isso com você. ;-)
O que sei é que larguei tudo pra me jogar em Londres, me jogar em algo desconhecido, dar um tempo, ter um novo desafio, olhar de fora da bolha e ter a possibilidade de rever tudo o que eu quisesse assim como experimentar coisas novas, viajar mais.
Primeiro queria melhorar o inglês e depois, no caso agora, decidir o que fazer da vida e retomar os estudos. Nossa, como gosto de estudar. E a vida de estudante?! Me sinto mais leve só de estudar inglês todas as manhãs, como se tivesse 18 anos, imagina um novo curso de especialização -uahuahuauh. Essa semana tive pesquisando cursos pra ver onde meu olhinho ia brilhar.
Raramente falo sobre mim, porém as vezes falo sobre questões que me rodeiam, mas que fazem parte de um contexto maior presente na vida de cada um de nós e por essa razão penso que é gostoso de ser compartilhado.
Pois bem, aproveitando a inspiração de hoje, quero ir na contramão e falar exclusivamente de MUÁ. É que me animei lendo blogs de pessoas tão sinceras consigo (resquícios também do post anterior sobre ser sincera consigo mesma) como é o caso do Leonardo e da Gis e que conseguem trazer a tona seus sentimentos, como se estes estivessem expostos num varal, onde todo mundo pode ver, tocar, ajudar a mudar as coisas de lugar, independente se isso é de interesse geral ou não, se é bom ou ruim...
Pra mim esse é um canal virtual de troca de idéias em primeiro plano, mas também é onde muitas vezes exorcizamos nossos pesares e alegrias através das palavras. O que vamos combinar que nos poupa uma boa grana em terapia -auahuahauh!
Comecemos do começo. Sempre fui filha da crise, mas ao contrário das crises confusas e singelas dos meus anos juvenis a crise que me assombra agora é madura, clara como a água e forte como uma tormenta.
Não sei o que quero ser quando crescer. Mas a questão maior é que já cresci e continuo sem saber. Ohh God! ;-P
Trabalhei minha vida inteira, 9 anos, com comunicação, passando pelo mkt e RP, pelas produções publicitárias e pelas produções de eventos. Período rico em aprendizado, onde tive a sorte de participar de grandes projetos na Escala, por exemplo, onde fiquei meus últimos cinco anos e que me deram uma grande bagagem nas costas e agora até uma saudade daquela vida agitada e maluca, pois faz seis meses que larguei tudo pra tentar algo novo.
Em todo esse período imerso na minha profissão sempre me questionei duas coisas fortemente:
1. Que gostaria de trabalhar com algo mais específico, mais técnico, como é o caso dos médicos. Me incomoda saber que qualquer um pode trabalhar com comunicação enquanto só os médicos, por exemplo, são credenciados pra fazerem o seu ofício. Ou seja, pra que fiz a porra da faculdade se qualquer criatura pode fazer o mesmo? E me incomoda ver que, por trabalharmos com o subjetivo e com o abstrato muitas vezes, as coisas se arrastam e demoram pra se concretizar. Não é como numa operação, em que tu sai de lá, tem o período de recuperação e pronto. Na área da comunicação as coisas podem acontecer do dia pra noite ou podem nunca acontecer..muitos processos sao lentos e loucos.
2. Que gostaria de trabalhar com algo mais "bonito", no sentido de ajudar pessoas ou no mínimo ajudar a termos um mundo melhor. Ou sendo mais sucinta ainda, algo menos "vazio" e com um conteúdo mais relevante pra mim e pro mundo. Algo que eu me identifique fortemente.
Epa, epa, antes que surjam os ataques, nesse meio da comunicação e da publicidade tem muita coisa relevante, interessante e que possibilita termos um mundo ou um micro contexto melhor.
Mas o diabinho que habita dentro de mim muitas vezes palpitou que algo faltava. Muitas vezes tive a sensação que os projetos eram muito mais interessantes pra quem criava do que realmente pros que iriam usufruí-los.
O anjinho que habita em mim também me relembra que cada vez mais existem novas visões e novas maneiras de fazer o mesmo velho negócio, como é o caso dos meus amigos da Maria Cultura, por exemplo. Ajudei eles dois anos atrás a fazer o planejamento da empresa e na ocasião virávamos noites felizes da vida com a possibilidade de uma nova realidade que veio a ser a Maria. É uma questão de usar criatividade, de ter perseverança e a persuasão pra implantar determinado projeto bacana.
Uma área que admiro muito e nunca tive oportunidade de me aprofundar é o planejamento, onde tens a oportunidade de nortear toda a comunicação da empresa, dando um novo sentindo mais relevante e tudo mais. Enfim, tem coisa boa, tem coisa ruim, mas meu anjinho e meu diabinho sempre se bateram de frente e cá estou dividindo tudo isso com você. ;-)
O que sei é que larguei tudo pra me jogar em Londres, me jogar em algo desconhecido, dar um tempo, ter um novo desafio, olhar de fora da bolha e ter a possibilidade de rever tudo o que eu quisesse assim como experimentar coisas novas, viajar mais.
Primeiro queria melhorar o inglês e depois, no caso agora, decidir o que fazer da vida e retomar os estudos. Nossa, como gosto de estudar. E a vida de estudante?! Me sinto mais leve só de estudar inglês todas as manhãs, como se tivesse 18 anos, imagina um novo curso de especialização -uahuahuauh. Essa semana tive pesquisando cursos pra ver onde meu olhinho ia brilhar.
Pontos de interrogação me desconcertam. Decidir por algo novo ou permanecer na mesma linha de trabalho de repente só mudando o foco? Tenho 28 anos, não sou uma velha, o corpinho continua o mesmo-uahuaha- mas não me sinto confortável pra fazer escolhas erradas. Pra uma canceriana como eu, escolher é uma das tarefas mais difíceis. Mas uma escolha eu já fiz, que é ser feliz e fazer o que gosto. Pra mim isso é mais importante que qualquer dinheiro nesse mundo. E dinheiro é importante também, por isso fazer o que gosta significa fazer bem feito. Ai começamos a nos entender: dinheiro=prazer=realização.
Minhas vertentes de interessa são:
1. Psicologia. AMOOOOOO. Sempre foi meu barato. Sou daquelas que compra livro de Freud e Jung e artigos malucos só pelo prazer de ler sobre o assunto.
2. Arte / Design. AMOOOO. Amo como admiradora, como inspiração, como crítica, como prazer em viver rodeada de arte e bom gosto.
3. Escrever/ler. AMOOOOO. Descobri a escrita e como a maioria de vocês que tem blog, acho cada vez mais gostoso e interessante escrever. Qualquer cena, palavra, sensação pode se transformar em um texto...vivo com meu caderninho de idéia saboreando cada insight por mais que seja uma bobagem escrita só pra mim e mais ninguém.
4. Cozinhar. ADOROOO. Descobri a cozinha aqui em Londres e acho uma delícia, um mundo divertido de improvisação e experimentos. Mas não me vem com uma receita, que não consigo seguir a risca, quando vejo tô inventando as maiores bizarrices da culinária.
5. Comunicação. ADOROOO a parte estratégica, pensar uma ação ou criar um projeto bacana. Odeio a parte burocrática e as hierarquias presentes em qualquer empresa...
Ontem iniciei minha pesquisa de cursos e teve um que brilhou meus olhinhos chamado "Art Terapia". Bah, lincar arte com terapia seria um sonho, duas linhas que adoro e que fazem parte da minha vida diariamente. Depois vi um sobre direção de arte em produções. Foi a única produção que ainda não me aventurei e que sempre me seduziu.
Também vi uns cursos de criatividade meio malucos, pra abrir os poros e deixar a doideira sair pra fora.
Enfim, ando confusa, pensante e achei que escrever esse texto ia me fazer bem. Pode ser um tiro no pé (Ai, ai, ai, se o Faraquinho e a Fabi me lêem me deserdam pra sempre do mundo fashion dos nossos eventos, sem viagem de volta), mas também pode fazer bem pruma alma indecisa se mexer e dar o primeiro passo.
Penso muito em psicologia e afins, mas me questiono se teria paciência. Penso também em arte e afins e me questiono se teria talento. Penso em algo que seja um pós na minha área de RP e que traga mais conteúdo estratégico que tanto gosto ou algo mais social..antropologia, por exemplo, seria uma deli.
Talvez esteja sendo romantica demais. Existe trabalho ideal? Será? Será que um dia vou ter alguma certeza? Porque é tão difícil decretar um caminho? Quantos leões precisam morrer pra nos descobrirmos por inteiro? Existe alguém do outro lado que sente essas mesmas inquietações? Abre a porta que eu quero descer...
Ok, sem tanto drama...opções não faltam, é uma questão de seguir o coração, dar um passo de cada vez e se dedicar.
Não tô acostumada a abrir minha alma dessa maneira, por isso colabore com meus anjinhos e diabinhos e traga sua experiência e suas opiniões. ;-))
Minhas vertentes de interessa são:
1. Psicologia. AMOOOOOO. Sempre foi meu barato. Sou daquelas que compra livro de Freud e Jung e artigos malucos só pelo prazer de ler sobre o assunto.
2. Arte / Design. AMOOOO. Amo como admiradora, como inspiração, como crítica, como prazer em viver rodeada de arte e bom gosto.
3. Escrever/ler. AMOOOOO. Descobri a escrita e como a maioria de vocês que tem blog, acho cada vez mais gostoso e interessante escrever. Qualquer cena, palavra, sensação pode se transformar em um texto...vivo com meu caderninho de idéia saboreando cada insight por mais que seja uma bobagem escrita só pra mim e mais ninguém.
4. Cozinhar. ADOROOO. Descobri a cozinha aqui em Londres e acho uma delícia, um mundo divertido de improvisação e experimentos. Mas não me vem com uma receita, que não consigo seguir a risca, quando vejo tô inventando as maiores bizarrices da culinária.
5. Comunicação. ADOROOO a parte estratégica, pensar uma ação ou criar um projeto bacana. Odeio a parte burocrática e as hierarquias presentes em qualquer empresa...
Ontem iniciei minha pesquisa de cursos e teve um que brilhou meus olhinhos chamado "Art Terapia". Bah, lincar arte com terapia seria um sonho, duas linhas que adoro e que fazem parte da minha vida diariamente. Depois vi um sobre direção de arte em produções. Foi a única produção que ainda não me aventurei e que sempre me seduziu.
Também vi uns cursos de criatividade meio malucos, pra abrir os poros e deixar a doideira sair pra fora.
Enfim, ando confusa, pensante e achei que escrever esse texto ia me fazer bem. Pode ser um tiro no pé (Ai, ai, ai, se o Faraquinho e a Fabi me lêem me deserdam pra sempre do mundo fashion dos nossos eventos, sem viagem de volta), mas também pode fazer bem pruma alma indecisa se mexer e dar o primeiro passo.
Penso muito em psicologia e afins, mas me questiono se teria paciência. Penso também em arte e afins e me questiono se teria talento. Penso em algo que seja um pós na minha área de RP e que traga mais conteúdo estratégico que tanto gosto ou algo mais social..antropologia, por exemplo, seria uma deli.
Talvez esteja sendo romantica demais. Existe trabalho ideal? Será? Será que um dia vou ter alguma certeza? Porque é tão difícil decretar um caminho? Quantos leões precisam morrer pra nos descobrirmos por inteiro? Existe alguém do outro lado que sente essas mesmas inquietações? Abre a porta que eu quero descer...
Ok, sem tanto drama...opções não faltam, é uma questão de seguir o coração, dar um passo de cada vez e se dedicar.
Não tô acostumada a abrir minha alma dessa maneira, por isso colabore com meus anjinhos e diabinhos e traga sua experiência e suas opiniões. ;-))
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
Desconstruindo meu ser
A cena rolou no metrô de Londres. Cidade supostamente cosmopolita e de primeiro mundo, onde educação e cultura fazem a diferença. E muitas vezes fazem mesmo, já outras vezes nos perguntamos se não somos todos farinha do mesmo saco podre.
--
Cena by John:
- Entro no metrô lotado, consigo um lugarzinho ao sol e na minha frente vejo esparramado o típico familião: mãe, pai e duas crianças entre quatro e sete anos. Cada um sentado em um lugar. Pra começo de conversa isso já significa que muitas pessoas estão se espremendo em pé enquanto os filhotes ocupam acentos de gente grande. Mas ok, nem entremos nesse detalhe. Eles estão ali, bem confortáveis até que se pára na frente um senhor caindo aos pedaços. Velhinho mesmo, todo fodido. Ao contrário daqueles velhotes mais energéticos esse tava mais prum tipo coitadinho, curvadinho, pequenino, sabe?! Pois bem, passado alguns minutos o véio e o pai da família trocaram algumas palavras mais ou menos assim:
Véio- Será que o senhor poderia me ceder um lugar?
Pai- (Tom alterado) Como é que é??!!
Véio- Não, eh que gostaria de saber se posso sentar?
Pai- (Tom alterado) Não tô te entendendo??!!
Véio- (Tom coitadinho) É que tô com um problema nos joelhos e preciso sentar. Será que uma das crianças poderia me ceder o lugar?
Pai- (Tom prepotente) Claro que não. Pelo visto você tá com problema nos olhos também, pois não está vendo que tem uma pessoa sentada aqui!!
Silêncio!
John- (Queixo caído) O senhor pode sentar aqui no meu lugar. (Tava tão puto com a situação que o inglês falhou e não pode nem dizer uns desaforos pra esse pai de merda).
--
Engraçado que ao ouvir essa história e condenar esse pai insensível com uma atitude escrota tão sem educação me veio a tona outra situação bem conhecida de qualquer criatura que já andou de bus, metrô ou trem nessa vida cão. Tu chega exausto pensando que é a pessoa mais merecedora daquele lugar ao sol, senta na janelinha e ao olhar de revesgueio que um senhor ou uma senhora (nem tão idosos assim, mas suficientemente idosos pra tirar seu acento) estão se aproximando a cabeça baixa lentamente, os olhos se fecham, o cochilo chega ou então o livro na mão sobe aos olhos e se torna tão assustadoramente interessante a ponto de a concentração te cegar!
Quem nunca fingiu que dormia num bus só pra não ter que dar o acento pra aquela querida senhora de pé na sua frente?!
Eu vou confessar: geralmente sou gentil e cedo meu acento a quem quer que precise, mas algumas boas vezes me fiz de louca na hora de dar o acento a idosos "saudáveis". Já velhinho caindo aos pedaços, mulher embarrigada ou gente necessitada por alguma doença "gritante" eu não consigo dar truque! Mas aqueles que penso que não vão sofrer mais que eu, eu já dei!
Mas o curioso é que quando adotei essa postura "escrotinhasemeducação" sempre precisei fingir que eu não era "escrotinhasemeducação".
Ou seja, nunca assumi nem pra mim mesma que tava sendo "fia da puta", já que nessas horas minha consciência se anulava e eu realmente fingia pra mim mesma que eu não tinha visto que era preciso levantar a bunda da cadeira. O não ceder espaço era uma desculpa pra mim mesma, onde o livro, a revista ou o cochilo sempre eram minhas legítimas bengalas.
Aprofundando: nunca consegui dar um verdadeiro truque como o que o John presenciou esses dias. Daqueles em que não te envergonhas de deixar um pobre velhinho se equilibrando enquanto estas bem sentado. Não que isso seja alguma vantagem, pelo contrário, mas tô analisando por outro ângulo.
Achei curioso relembrar toda essa situação e parar pra pensar que mesmo esse sujeito sendo um ignorante para com o próximo ele foi mais verdadeiro com ele mesmo do que eu muitas vezes sou comigo.
Enlouqueci? As vezes me esgota pensar essas bobagens...;-(
--
Cena by John:
- Entro no metrô lotado, consigo um lugarzinho ao sol e na minha frente vejo esparramado o típico familião: mãe, pai e duas crianças entre quatro e sete anos. Cada um sentado em um lugar. Pra começo de conversa isso já significa que muitas pessoas estão se espremendo em pé enquanto os filhotes ocupam acentos de gente grande. Mas ok, nem entremos nesse detalhe. Eles estão ali, bem confortáveis até que se pára na frente um senhor caindo aos pedaços. Velhinho mesmo, todo fodido. Ao contrário daqueles velhotes mais energéticos esse tava mais prum tipo coitadinho, curvadinho, pequenino, sabe?! Pois bem, passado alguns minutos o véio e o pai da família trocaram algumas palavras mais ou menos assim:
Véio- Será que o senhor poderia me ceder um lugar?
Pai- (Tom alterado) Como é que é??!!
Véio- Não, eh que gostaria de saber se posso sentar?
Pai- (Tom alterado) Não tô te entendendo??!!
Véio- (Tom coitadinho) É que tô com um problema nos joelhos e preciso sentar. Será que uma das crianças poderia me ceder o lugar?
Pai- (Tom prepotente) Claro que não. Pelo visto você tá com problema nos olhos também, pois não está vendo que tem uma pessoa sentada aqui!!
Silêncio!
John- (Queixo caído) O senhor pode sentar aqui no meu lugar. (Tava tão puto com a situação que o inglês falhou e não pode nem dizer uns desaforos pra esse pai de merda).
--
Engraçado que ao ouvir essa história e condenar esse pai insensível com uma atitude escrota tão sem educação me veio a tona outra situação bem conhecida de qualquer criatura que já andou de bus, metrô ou trem nessa vida cão. Tu chega exausto pensando que é a pessoa mais merecedora daquele lugar ao sol, senta na janelinha e ao olhar de revesgueio que um senhor ou uma senhora (nem tão idosos assim, mas suficientemente idosos pra tirar seu acento) estão se aproximando a cabeça baixa lentamente, os olhos se fecham, o cochilo chega ou então o livro na mão sobe aos olhos e se torna tão assustadoramente interessante a ponto de a concentração te cegar!
Quem nunca fingiu que dormia num bus só pra não ter que dar o acento pra aquela querida senhora de pé na sua frente?!
Eu vou confessar: geralmente sou gentil e cedo meu acento a quem quer que precise, mas algumas boas vezes me fiz de louca na hora de dar o acento a idosos "saudáveis". Já velhinho caindo aos pedaços, mulher embarrigada ou gente necessitada por alguma doença "gritante" eu não consigo dar truque! Mas aqueles que penso que não vão sofrer mais que eu, eu já dei!
Mas o curioso é que quando adotei essa postura "escrotinhasemeducação" sempre precisei fingir que eu não era "escrotinhasemeducação".
Ou seja, nunca assumi nem pra mim mesma que tava sendo "fia da puta", já que nessas horas minha consciência se anulava e eu realmente fingia pra mim mesma que eu não tinha visto que era preciso levantar a bunda da cadeira. O não ceder espaço era uma desculpa pra mim mesma, onde o livro, a revista ou o cochilo sempre eram minhas legítimas bengalas.
Aprofundando: nunca consegui dar um verdadeiro truque como o que o John presenciou esses dias. Daqueles em que não te envergonhas de deixar um pobre velhinho se equilibrando enquanto estas bem sentado. Não que isso seja alguma vantagem, pelo contrário, mas tô analisando por outro ângulo.
Achei curioso relembrar toda essa situação e parar pra pensar que mesmo esse sujeito sendo um ignorante para com o próximo ele foi mais verdadeiro com ele mesmo do que eu muitas vezes sou comigo.
Enlouqueci? As vezes me esgota pensar essas bobagens...;-(
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domingo, 23 de novembro de 2008
Um olhar sobre Barcelona
Becos Góticos
Sangue Latino
Carnicerias
Las palomas en La Rambla
Gaudí
El Born
Cidade "vista" pela Sagrada Família
Barceloneta
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Curiosidades
domingo, 16 de novembro de 2008
Somebody Else's Phone

Faz umas semanas que tenho acompanhado na mídia aqui de Londres a campanha da Nokia, Somebody Else's Phone .
Sempre que leio me identifico com os textos dos anúncios e fico imaginando as cenas. São jovens que, por exemplo, saem na noite, bebem todas, cometem bobagens, registram isso num filminho e depois acordam com aquele pesar de "o que que eu fiz", "não era eu que estava lá e sim um outro ser que me habita".
Só por essa perfeita leitura dos jovens e seus pesares já vale a campanha. Que por sinal é uma campanha integrada, com anúncios, filmes e web até onde eu sei. Na web você pode futricar na vida de cada uma das "personagens" da campanha. Inclusive cada um tem sua própria URL: jadesphone.com , lucasphone.com , annasphone.com .
Dá pra acessar e ler os recados, ver as fotos, vídeozitos e as músicas preferidas de cada um e tudo mais.
A idéia que a Nokia trabalhou é a de que o celular pode revelar muito da vida da pessoa. E isso concordamos né amigos, pois hoje em dia armazenas "a vida" nesses aparelhinhos.
Só achei palha que ao entrar no site da campanha tens a impressão que vais poder interagir mesmo, deixar uns recadinhos e tudo mais. Mas não, eles são quem abastecem o site com conteúdos novos de tanto em tanto tempo e nos só vamos lá só pra conferir mesmo!
De repente até o final da campanha surgem novidades de interação com esse trio! Vai saber... ;-)
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Curiosidades
sábado, 8 de novembro de 2008
Origamis por Won Park
A minuciosa arte de transformar um simples dólar em um origami sofisticado é a especialidade do artista Won Park. Sua inspiração transita entre bichanos exóticos a naves espaciais, chegando a produzir réplicas incríveis das séries Star Wars e Star Trek.
Clique aqui e confira outros trabalhos de Park.



Clique aqui e confira outros trabalhos de Park.



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Curiosidades
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Obama Baby
Todo dia recebo do Urban Dictionary, via mail, as palavras destaque do dia. Essas palavras são as "slangs" que o povo inventa em inglês. Pra quem não sabe "slangs" são o que chamamos de gírias, expressas na linguagem falada, de forma coloquial.
Olhem a que recebi hoje. Bem atualizado esse povo. Gostei.
Olhem a que recebi hoje. Bem atualizado esse povo. Gostei.
Segue abaixo:
Obama Baby
A child conceived after Obama was proclaimed President by way of celebratory sex, or any baby born under Barack Obama's term(s).
I was born July 2009. I'm an Obama baby!
Segue o link pra quem quiser se cadastrar: http://www.urbandictionary.com/
Obama Baby
A child conceived after Obama was proclaimed President by way of celebratory sex, or any baby born under Barack Obama's term(s).
I was born July 2009. I'm an Obama baby!
Segue o link pra quem quiser se cadastrar: http://www.urbandictionary.com/
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Curiosidades
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
technologic
Uma questão com a escrita que tem me atormentado é a pouca regularidade em que escrevo a mão. Em geral prefiro escrever direto no computador, pois sou de rabiscar e mudar palavras umas cem vezes, o que torna o computer invariavelmente mais eficaz que a caneta.
Só adquiri o hábito de escrever a mão aqui em Londres, por motivo de força maior que explico logo abaixo.
Minha teacher é mega cricri com detalhes, horários e letras de seus alunos. Já tinha ouvido falar que os ingleses eram super rígidos com horários, mas só. Não tinha idéia que os por menores lhes atormentavam a vida ao extremo.
Na aula a gente escreve muito a mão e nos é exigido escrever sempre em letra corrida ao invés de capital letters. Tipo aquelas letras de criança de terceira série, sabe? Ela jura por "A mais B" que esse é o padrão inglês e é inaceitável escrever de outra forma.
Ok, aqui estou eu pra me adaptar. Acontece que toda minha puta vida escrevi em capital letters e voltar a escrever como criança não é a coisa mais simples do mundo. Resultado: tenho tirado zero nas provas só por causa disso. Acreditem se quiser!
O que me fez lembrar isso foi me dar conta que maior que a dificuldade de mudar de letra é a dificuldade em abandonar o computer pra treinar e tentar escrever a mão. Vivemos tão submersos na tecnologia, é tão natural e automático, que as vezes fica difícil "virar a chavezinha" e engatar num papel e numa caneta de novo, por exemplo.
Pra vocês terem uma idéia, essa semana ao escrever o texto do post abaixo pro John me peguei fazendo o rascunho no computador e só depois passando a limpo no caderno.
ETA vida mudeerrna essa!
Obs sobre a cretina da prof.: ela me contou esses dias, em tom de "te liga", que teve um caso parecido comigo e que o guapo ficou três semestres repetindo o nível por causa das malditas capital letters. SOCORRO. Era o que me faltava! Amigos, me aguardem, pois em breve estarei postando muitas cartinhas pelo correio! ;-)
Só adquiri o hábito de escrever a mão aqui em Londres, por motivo de força maior que explico logo abaixo.
Minha teacher é mega cricri com detalhes, horários e letras de seus alunos. Já tinha ouvido falar que os ingleses eram super rígidos com horários, mas só. Não tinha idéia que os por menores lhes atormentavam a vida ao extremo.
Na aula a gente escreve muito a mão e nos é exigido escrever sempre em letra corrida ao invés de capital letters. Tipo aquelas letras de criança de terceira série, sabe? Ela jura por "A mais B" que esse é o padrão inglês e é inaceitável escrever de outra forma.
Ok, aqui estou eu pra me adaptar. Acontece que toda minha puta vida escrevi em capital letters e voltar a escrever como criança não é a coisa mais simples do mundo. Resultado: tenho tirado zero nas provas só por causa disso. Acreditem se quiser!
O que me fez lembrar isso foi me dar conta que maior que a dificuldade de mudar de letra é a dificuldade em abandonar o computer pra treinar e tentar escrever a mão. Vivemos tão submersos na tecnologia, é tão natural e automático, que as vezes fica difícil "virar a chavezinha" e engatar num papel e numa caneta de novo, por exemplo.
Pra vocês terem uma idéia, essa semana ao escrever o texto do post abaixo pro John me peguei fazendo o rascunho no computador e só depois passando a limpo no caderno.
ETA vida mudeerrna essa!
Obs sobre a cretina da prof.: ela me contou esses dias, em tom de "te liga", que teve um caso parecido comigo e que o guapo ficou três semestres repetindo o nível por causa das malditas capital letters. SOCORRO. Era o que me faltava! Amigos, me aguardem, pois em breve estarei postando muitas cartinhas pelo correio! ;-)
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Pensando alto
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
E pensar que o tempo nos pegou.
E não nos maltratou deixando marcas profundas e algum sentimento raso. Ou talvez aquela linearidade que maltrata as almas que se juntam por aí.
Nascemos na contramão. Nosso jardim não veio plantado, na verdade ele nem existia. Do cimento fez -se grama e da nossa singela sementinha foram se multiplicando as florzinhas e o verde mato. Hoje temos o nosso canteiro. É forte, lindo e só nosso.
As vezes a mata tenta ultrapassar o portão, invadir os muros e surgir nas frestas da calçada. As vezes isso é bom. Aí experimentamos e deixamos ela crescer e logo algo novo se forma. E quando é indesejável damos um jeito de podar e aparar a tempo.
Seria capaz de lacrimejar ao te sentir e transbordar só de pensar em te perder.
Nascemos na contramão. Nosso jardim não veio plantado, na verdade ele nem existia. Do cimento fez -se grama e da nossa singela sementinha foram se multiplicando as florzinhas e o verde mato. Hoje temos o nosso canteiro. É forte, lindo e só nosso.
As vezes a mata tenta ultrapassar o portão, invadir os muros e surgir nas frestas da calçada. As vezes isso é bom. Aí experimentamos e deixamos ela crescer e logo algo novo se forma. E quando é indesejável damos um jeito de podar e aparar a tempo.
Seria capaz de lacrimejar ao te sentir e transbordar só de pensar em te perder.
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Mulherzinha
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Teoria da bolha
Quando eu digo que a gente vive dentro duma bolha e só de vez em quando se dá ao trabalho de sair dela e dar uma olhadinha no acontece ao redor falo sério, apesar da triste constatação.
Esses dias fui numa feirinha em Notthing Hill aqui em Londres e resolvi entrar numa lojinha.
Obviamente que estava dentro da bolha, imersa por demás em meus pensamentos e só de corpo presente.
Eis que fui até o fundo da loja e uma suposta pessoa na minha frente não me deixou passar, seguir em frente, num clássico encontrão.
Sabe aqueles encontrões que damos com outras pessoas na rua? Em que ambos se olham pra desviar seus passos um do outro e acontece justamente o inverso, pois acabamos indo ambos pro mesmo lado, em várias tentativas de seguir livremente e em frente.
Pois bem, sem olhar pra suposta "colega" pedi licença e fui pro ladinho e de novo a "colega" veio a me confrontar. Pedi licença de novo e resolvi avançar sem dó. No que avancei dei de cara num espelho!!!!!!! Eu fiquei me debatendo e falando com um espelho, acreditem se quiser. E achando que a loja seguia adiante e que tinha uma pessoa me impedindo de passar!
Nem preciso dizer que a atendente ficou me olhando como se eu fosse uma louca solta!
São por fatos como esse que confirmo cada vez mais a teoria da bolha. Alguém se habilita a se manifestar sobre os efeitos da bolha em suas vidas? Ou vão me dizer que só eu dou uma de louca solta de vez em quando?
Esses dias fui numa feirinha em Notthing Hill aqui em Londres e resolvi entrar numa lojinha.
Obviamente que estava dentro da bolha, imersa por demás em meus pensamentos e só de corpo presente.
Eis que fui até o fundo da loja e uma suposta pessoa na minha frente não me deixou passar, seguir em frente, num clássico encontrão.
Sabe aqueles encontrões que damos com outras pessoas na rua? Em que ambos se olham pra desviar seus passos um do outro e acontece justamente o inverso, pois acabamos indo ambos pro mesmo lado, em várias tentativas de seguir livremente e em frente.
Pois bem, sem olhar pra suposta "colega" pedi licença e fui pro ladinho e de novo a "colega" veio a me confrontar. Pedi licença de novo e resolvi avançar sem dó. No que avancei dei de cara num espelho!!!!!!! Eu fiquei me debatendo e falando com um espelho, acreditem se quiser. E achando que a loja seguia adiante e que tinha uma pessoa me impedindo de passar!
Nem preciso dizer que a atendente ficou me olhando como se eu fosse uma louca solta!
São por fatos como esse que confirmo cada vez mais a teoria da bolha. Alguém se habilita a se manifestar sobre os efeitos da bolha em suas vidas? Ou vão me dizer que só eu dou uma de louca solta de vez em quando?
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Pensando alto
domingo, 26 de outubro de 2008
GOMORRAH
Semana passada fui ao cinema assistir o tão comentado filme Italiano Gomorrah, do diretor Matteo Garrone, baseado no livro de Roberto Saviano e premiado no Festival de Cannes desse ano com o Grande Prêmio de Crítica.
Antes de dar a minha opinião, quero abrir um parêntese importante:
- No dia do filme estava cansada e queria ver um entretenimento mesmo, algo leve ou no mínimo interessante depois de um dia duro. Quando digo leve não quer dizer que tenha que ser um pastelão, mas uma linguagem fluída pelo menos.
- Vi em inglês, o que me fez estar 100 vezes mais concentrada e com dificuldade de entender algumas linhas e entrelinhas que todo filme possui.
Ok, apesar desses pesares fui ao cinema com uma super expectativa, pois sabia que o filme tinha recebido muitos elogios de crítica e pra minha surpresa detestei o filme. No início prometia ser um grande filme, mas quando me dei conta que as histórias não iam se encontrar nunca e não ia passar daquilo, murchei. Passei o tempo todo me remexendo na cadeira e no final das quase três horas de duração só sonhava que o filme acabasse de tão entediada que estava. Pra minha surpresa, minhas outras três amigas que foram junto acharam a mesma coisa: um pé no saco.
Achei a fotografia ok. Foi o melhor do filme talvez, mas foi ok, ou seja nada de mais. Existem beem melhores por aí. O filme apresenta histórias paralelas de pessoas envolvidas de alguma maneira com a máfia. Retrata a máfia em Nápoles, nos anos 60 e 70. Mostra basicamente o submundo envolvendo os mafiosos, as drogas, as armas, as "tretas" em geral, numa cidade suja e feia, que por sinal provocou a ira dos Italianos mais nacionalistas.
A linguagem do filme é simples, documental, vida real, camêra oculta e com alguns planos abertos bacanas.
Embora o tema seja interessante achei que as histórias contadas foram muito mal exploradas, trazendo muito pouco além do imaginário popular que se tem dos mafiosos na Itália: poder, drogas e armas. Além disso, essas histórias eram pouco conexas entre si e um tanto confusas, sem uma linha fluída e contínua nem ao menos em cada uma delas.
Tem um post num blog que encontrei que retrata bem o que achei do filme, por isso achei legal botar aqui. Segue o link:
http://cineclubefdup.blogspot.com/2008/10/gomorra-ou-cidade-de-deus-italiana.html
Confesso que ao ler mais sobre o filme achei mais interessante os bastidores que trouxeram a tona o filme do que o próprio filme em si.
Li que no livro em que foi baseado o filme, o autor narra em detalhes a organização da Gamorrah Napolitana, mapeando nomes, destrinchando episódios ocorridos, fazendo balanços de finanças, saldos, cifras, vítimas. Eis aí uma boa indicação de que talvez o livro seja mais interessante e esclarecedor que o filme.
Segundo li no site Cinequanon, para o autor conseguir o feito, ele foi durante anos um infiltrado nesse submundo da máfia e desde o seu boom editorial vive (sobrevive) sob escolta particular, mudando freqüentemente de residência. Quando o filme homônimo dirigido por Matteo Garrone foi indicado à Cannes este ano o escritor napolitano manifestou preocupação em ir ao evento e sofrer algum tipo de atentado surpresa.
Também achei interessante essa visão de que para os italianos Gomorrah pode ser considerado um abre alas para uma nova etapa no cinema nacional, pois trabalha uma verdade crua e sem ser romanceada, onde vemos uma máfia sem brilho e glamour em meio a pobreza e o desgaste desse meio. Além disso os filmes italianos em geral tendem a trabalhar em cima da comédia e de histórias de amor, por isso um filme mais naturalista, "docudrama" pode dar uma boa arejada no cinema Italiano.
Enfim, como escrevi no início do post, eu estava com um monte de pesares no dia em que assisti o filme e acho importante salientar isso porque as vezes revejo um filme e me surpreendo com um novo olhar.
Por isso, pra não ficar só malhando, coloco em baixo sem dúvida a melhor cena do filme, de mais impacto onde os opostos se chocam.
Dois moleques encontram um monte de armas e iniciando -se no mundo do crime vão brincar e testar suas novas aquisições na praia.
Crianças "frágeis" (onde até a vestimenta trabalha essa fragilidade) num sonho perdido x violência e inversão de valores.
http://uk.youtube.com/watch?v=NVK5GBiVeAM
E se você assistiu o filme, contaí! ;-)
Antes de dar a minha opinião, quero abrir um parêntese importante:
- No dia do filme estava cansada e queria ver um entretenimento mesmo, algo leve ou no mínimo interessante depois de um dia duro. Quando digo leve não quer dizer que tenha que ser um pastelão, mas uma linguagem fluída pelo menos.
- Vi em inglês, o que me fez estar 100 vezes mais concentrada e com dificuldade de entender algumas linhas e entrelinhas que todo filme possui.
Ok, apesar desses pesares fui ao cinema com uma super expectativa, pois sabia que o filme tinha recebido muitos elogios de crítica e pra minha surpresa detestei o filme. No início prometia ser um grande filme, mas quando me dei conta que as histórias não iam se encontrar nunca e não ia passar daquilo, murchei. Passei o tempo todo me remexendo na cadeira e no final das quase três horas de duração só sonhava que o filme acabasse de tão entediada que estava. Pra minha surpresa, minhas outras três amigas que foram junto acharam a mesma coisa: um pé no saco.
Achei a fotografia ok. Foi o melhor do filme talvez, mas foi ok, ou seja nada de mais. Existem beem melhores por aí. O filme apresenta histórias paralelas de pessoas envolvidas de alguma maneira com a máfia. Retrata a máfia em Nápoles, nos anos 60 e 70. Mostra basicamente o submundo envolvendo os mafiosos, as drogas, as armas, as "tretas" em geral, numa cidade suja e feia, que por sinal provocou a ira dos Italianos mais nacionalistas.
A linguagem do filme é simples, documental, vida real, camêra oculta e com alguns planos abertos bacanas.
Embora o tema seja interessante achei que as histórias contadas foram muito mal exploradas, trazendo muito pouco além do imaginário popular que se tem dos mafiosos na Itália: poder, drogas e armas. Além disso, essas histórias eram pouco conexas entre si e um tanto confusas, sem uma linha fluída e contínua nem ao menos em cada uma delas.
Tem um post num blog que encontrei que retrata bem o que achei do filme, por isso achei legal botar aqui. Segue o link:
http://cineclubefdup.blogspot.com/2008/10/gomorra-ou-cidade-de-deus-italiana.html
Confesso que ao ler mais sobre o filme achei mais interessante os bastidores que trouxeram a tona o filme do que o próprio filme em si.
Li que no livro em que foi baseado o filme, o autor narra em detalhes a organização da Gamorrah Napolitana, mapeando nomes, destrinchando episódios ocorridos, fazendo balanços de finanças, saldos, cifras, vítimas. Eis aí uma boa indicação de que talvez o livro seja mais interessante e esclarecedor que o filme.
Segundo li no site Cinequanon, para o autor conseguir o feito, ele foi durante anos um infiltrado nesse submundo da máfia e desde o seu boom editorial vive (sobrevive) sob escolta particular, mudando freqüentemente de residência. Quando o filme homônimo dirigido por Matteo Garrone foi indicado à Cannes este ano o escritor napolitano manifestou preocupação em ir ao evento e sofrer algum tipo de atentado surpresa.
Também achei interessante essa visão de que para os italianos Gomorrah pode ser considerado um abre alas para uma nova etapa no cinema nacional, pois trabalha uma verdade crua e sem ser romanceada, onde vemos uma máfia sem brilho e glamour em meio a pobreza e o desgaste desse meio. Além disso os filmes italianos em geral tendem a trabalhar em cima da comédia e de histórias de amor, por isso um filme mais naturalista, "docudrama" pode dar uma boa arejada no cinema Italiano.
Enfim, como escrevi no início do post, eu estava com um monte de pesares no dia em que assisti o filme e acho importante salientar isso porque as vezes revejo um filme e me surpreendo com um novo olhar.
Por isso, pra não ficar só malhando, coloco em baixo sem dúvida a melhor cena do filme, de mais impacto onde os opostos se chocam.
Dois moleques encontram um monte de armas e iniciando -se no mundo do crime vão brincar e testar suas novas aquisições na praia.
Crianças "frágeis" (onde até a vestimenta trabalha essa fragilidade) num sonho perdido x violência e inversão de valores.
http://uk.youtube.com/watch?v=NVK5GBiVeAM
E se você assistiu o filme, contaí! ;-)
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Retrato marcado
Essa foto é de divulgação de uma exposição que tá rolando na National Portrait Gallery aqui em Londres. É uma exposição da fotógrafa já falecida, Annie Leibovitz. A mostra apresenta 150 fotos de pessoas próximas dela, como família e amigos.
http://www.npg.org.uk/live/index.asp
Essa introdução foi só pra ilustrar o caminho das pedras que me fez parar pra pensar nos idosos e no ciclo da vida. Indo pro trabalho dei de cara com essa foto e consegui ver a semelhança entre o jovem e seu pai ao lado e parar pra pensar nesse trem.
Incrível como são poucas as vezes, como do exemplo acima, que vemos num idoso o retrato de sua juventude.
Concordo com o comentário de uma amiga de que as vezes temos a sensação que os idosos sempre foram velhos e que em sua grande maioria tem um jeito uniforme de se vestir, agir e pensar. É como se com o passar do tempo as pessoas fossem se tornando "beges e cinza claras", numa linearidade boring.
Acho incrível quando me deparo com uma velhinha no tube e vejo seu próprio corpo marcado com as marcas da vida. Marcas essas que não faço idéia se foram formadas por muitas noites festiando, muitas drogas, amor e tranquilidade ou caminhadas no parque...
E pensar que essas comportadas senhoras já foram jovens e belas e agora são maduras como as frutas, estando já num estado mais avançado da vida. Hoje (horrível confessar isso) quando vejo um rosto lindo de 18 anos às vezes me pego lembrando da minha pele nessa idade: tão linda, tão macia e firme. Não que tenha mudado muito, mas consigo sentir a sutil diferença com os meus 28 anos.
De qualquer maneira é fantástico saber que assim como cada ruga do corpo representa uma vivência, uma evolução, nossa alminha invisível também está a se transformar a todo momento, também sofre o mesmo processo de amadurecimento que nosso corpo, adquirindo suas próprias marcas. Algumas delas involuntárias outras batalhadas com suor, mas todas únicas. Ficamos mais sábios ou mais alienados, mais seguros, mesmo que dentro da nossa própria verdade, com a memória mais fraca se não "malharmos" o cérebro de vez em quando ou um avião como é meu vô, que nunca deixou seu intelecto morrer...
Ciclo da vida. Até que alguém prove o contrário, nosso ciclo tem um início, meio e fim e daqui a trezentos anos seremos pó e mais nada.
Ou alguém vai me dizer que tem a vaga idéia de quem foram os pais dos pais dos pais do pai de seu pai?
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domingo, 19 de outubro de 2008
Doce ilusão!
Semana que vem provavelmente será minha despedida por lá, pois não tô conseguindo conciliar estudos + trabalho + bico + namoro ++++.
Semana passada teve um mini show da Supergrass. Essa semana teve Hot Chip e consegui ver o show inteiro (videozitos em anexo. A filmagem é tosca de celular) e semana que vem vai tocar por lá LCD Soundsystem e Justice.
Confesso que o trabalho é moleza, as horas que perdemos lá dentro são dureza (final de semana todo), mas sei que ao contrário do Pedro e do John, que trabalham lá também, vou sentir saudades de estar nessa atmosfera e ver, nem que seja a conta gotas, um monte de shows do caralho.
Aliás, além dos shows, o som de lá é simplesmente demais. Melhor som eletrônico que já ouvi em termos de qualidade de som e DJs.
Se vier a London, não deixe de conhecer: http://www.matterlondon.com/
Só falta vir Daft Punk. Aí acho que me "viro nos trinta" e renovo meu contrato por mais um tempinho...
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Diversão garantida
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Urban Art
Oliver Bishop - young fez arte contemporânea pelas
ruas de London ao criar "instant escapes" utilizando aqueles
containers amarelos que tem por toda parte e que só servem
pra ocupar vagas de carro, colocar entulhos e restos de obra/lixo.
pequenos lugares pra "escapar", pra desopilar, pra
confraternizar em meio a turbulenta vida em grandes
cidades. Cidades essas urbanizadas por demás e que
muitas vezes não possuem lugares assim.
Além disso, ele complementa dizendo que suas obras
servem como uma espécie de "playgrounds for youngsters".
A idéia foi utilizar "rubbish skips" e aproveitar pra
transformar um tipo de lixo presente em nosso dia-a-dia,
como os containers, em algo reaproveitável e útil.
Ele usou a criatividade e transformou os containers, como
os das fotos acima, em: mini-park, skateboard park,
swimming pool, living room e table e table tennis arena.
Achei muito bacana a idéia, embora tenha achado que
Achei muito bacana a idéia, embora tenha achado que
o artista acertou meio que sem querer, pois ao ler
a entrevista dele achei muita informação, idéias meio
confusas e muita mensagem pra passar. E como diz um
amigo: Quem passa mensagem é fax!
Mas mesmo assim valeu pela grande idéia. ;-)
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Curiosidades
terça-feira, 14 de outubro de 2008
DAFT PUNK
Pra comecar a semana bem e a mil! ;-)
Daft Punk HARDER BETTER FASTER STRONGER (Alive 2007), pra animar:
http://uk.youtube.com/watch?v=oGECJP3phyY
Daft Punk Technologic, porque eh fofinho:
http://uk.youtube.com/watch?v=D8K90hX4PrE
Daft Punk Electroma, porque eu adoroo:
http://myspacetv.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=38731124
Daft Punk HARDER BETTER FASTER STRONGER (Alive 2007), pra animar:
http://uk.youtube.com/watch?v=oGECJP3phyY
Daft Punk Technologic, porque eh fofinho:
http://uk.youtube.com/watch?v=D8K90hX4PrE
Daft Punk Electroma, porque eu adoroo:
http://myspacetv.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=38731124
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008
E vai ser assim...

...exatamente um dia após completar meus 93 anos. Dia 20. Dia ensolarado, nem muito quente nem muito frio. Céu azul sereno e claro. Nuvens brancas de algodão.
Vou deitar no parque perto da árvore mais robusta, me esticar na grama verde e com a brisa tocando meu rosto vou contemplar a vida with myself. Me deliciar com o calorzinho do sol, me espreguiçar gostoso, sentir o ventinho (talvez não goste de vento, pois velhinhos sentem muito frio) e admirar a imensidão do céu do melhor angulo possível.
Quando encher meus pulmões de puro ar e satisfação, vou olhar pro lado e como num piscar de olhos é que eu me vou. Morri. Simples assim. Essa será minha passagem pra paz celestial.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008
A dúvida que não quer calar!

Esses dias entrei no blog de um amigo e ele comentava de suas férias na Itália. Que lá as "véias" iam pra praia sem a parte de cima do biquíni, com as "peitolas" caídas amostra. Me lembrei que quando fui a Portugal meses atrás presenciei a mesma cena: velhotas pelancudas, molengas e por vezes gordotas com seus peitolões amostra pra quem quisesse ver.
Eis a dúvida que não quer calar:
1. Essa atitude "tô nem aí" pode ser considerada uma evolução da espécie? Um despudor e desapego com o corpo tamanho a ponto de não estar nem aí se tá caído, mole ou gordo? Seriam elas seres evoluídos, onde o espiritual impera e o material/corporal pouco importa?
2. Seria isso um primitivismo da espécie? Algo capaz de afugentar até os tubarões, mas que por uma falta de noção tamanha elas desconhecem se quer essa possibilidade?
Onde o que impera na pessoa é a inconsciência de suas atitudes?
3. Talvez uma depressão profunda consigo mesma? Um ser assexuado, com uma falta total de estima e sex appeal?
4. Seria uma forma de "aparecer" na multidão? Uma forma de se mostrar? De apresentar seu resolvido sex appeal (mesmo estando fora dos padrões da sociedade capitalista) a quem quiser ver?
E mais: podem os homens acabarem por se excitar até com molengas mamas senhoris?
Help me! ; -)
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Entre o nada e a dor eu fico com a dor.
Li esses dias no perfil do orkut de uma conhecida uma frase interessante:
"Entre o nada e a dor eu fico com a dor."
Parênteses:
(Vemos uma coisa e imediatamente já associamos a outra e relembramos outras tantas. Freud explica. Pois bem, vi um comentário dessa menina no facebook ontem e me peguei pensando nessa frase vista meses antes em seu perfil. )
Mas a questão é que parei pra pensar se realmente entre o nada e a dor eu fico com a dor. Por exemplo:
1. Se por uma suposição maluca eu soubesse ao nascer que eu nunca poderia experimentar transar com alguém, preferiria eu um estupro (experiencia) a nada?
2. Se eu me visse com o corpo imobilizado, quiçá só com o pescoço se mexendo, preferiria eu virar pó a ter que ficar assim?
3. Se meu grande amor se fosse no auge da nossa paixão, preferiria eu nunca tê-lo conhecido antes?
Claro que esses são exemplos extremos, mas sendo bem honesta, mesmo no pior dos exemplos me vi ficando com a dor, com a vivência, com o "ver pra crer".
Na verdade minha simplória conclusão, que acredito ser consenso é que essa frase representa algo muito maior, uma digamos assim ânsia por viver, seja lá como for. O "nada" é o não experimentar, o estar morto, o não viver, enquanto "a dor" é a própria existência de vida de cada um, que com acertos, erros, frustrações, realizações é repleta de dor e otras cositas más!
"Entre o nada e a dor eu fico com a dor."
Parênteses:
(Vemos uma coisa e imediatamente já associamos a outra e relembramos outras tantas. Freud explica. Pois bem, vi um comentário dessa menina no facebook ontem e me peguei pensando nessa frase vista meses antes em seu perfil. )
Mas a questão é que parei pra pensar se realmente entre o nada e a dor eu fico com a dor. Por exemplo:
1. Se por uma suposição maluca eu soubesse ao nascer que eu nunca poderia experimentar transar com alguém, preferiria eu um estupro (experiencia) a nada?
2. Se eu me visse com o corpo imobilizado, quiçá só com o pescoço se mexendo, preferiria eu virar pó a ter que ficar assim?
3. Se meu grande amor se fosse no auge da nossa paixão, preferiria eu nunca tê-lo conhecido antes?
Claro que esses são exemplos extremos, mas sendo bem honesta, mesmo no pior dos exemplos me vi ficando com a dor, com a vivência, com o "ver pra crer".
Na verdade minha simplória conclusão, que acredito ser consenso é que essa frase representa algo muito maior, uma digamos assim ânsia por viver, seja lá como for. O "nada" é o não experimentar, o estar morto, o não viver, enquanto "a dor" é a própria existência de vida de cada um, que com acertos, erros, frustrações, realizações é repleta de dor e otras cositas más!
;-)
Parênteses de livre associação:
(Fora que a "dor ensina a gemer", como sempre diz minha mãe e essa é outra frase que dá um belo de um caldo...)
E você, vai de dor ou vai de nada? Fez uma leitura diferente? Diz aí... ;-)
Parênteses de livre associação:
(Fora que a "dor ensina a gemer", como sempre diz minha mãe e essa é outra frase que dá um belo de um caldo...)
E você, vai de dor ou vai de nada? Fez uma leitura diferente? Diz aí... ;-)
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domingo, 5 de outubro de 2008
Bomba relógio!

Hoje é domingo, acordei as cinco da tarde. Já são dez horas da noite aqui em London. Não fiz porra nenhuma, dia de puro ócio. Meu corpo tá mole e tô com aquela gostosa sensação de preguicinha. Minha cabeça tá leve e minha mente vazia.
Futricando nos meus escritos achei um texto exatamente oposto a esse momento tão relax. Um texto de dias pesados. Dias em que o corpo e a mente só atrapalham e a TPM chega pra dar uma pioradinha na situaçã. Dias em que a "oração pela vida", texto mais abaixo, é pura balela, pois o que mais fazemos é nos concentrar em bobagens.
Muitas vezes usamos sim a TPM como desculpa por estarmos "da pá virada", mas só nós mulheres sabemos que ela de fato existe. Ao menos eu sei BEM, meus hormônios chacoalham. Sejamos francas: ela nem sempre vem sozinha, mas que dá aquele empurrãozinho ladeira a baixo, ahn dá.
Vou postar esse textinho aqui embaixo já que meu corpo e mente tão mole demais pra entrar em ação...
---
TIC - TAC...TIC -TAC...TIC-TAC...
A bombástica ÂNSIA que há em mim seria capaz de me impulsionar a atravessar o universo e corroborar com o calor do sol.
A ENERGIA que há em mim, em forma de palpitação, poderia me dar fôlego para atravessar um oceano a nado e ainda assim meu sono não seria tranquilo.
A FOME que habita este ser que vos fala faria com que eu abocanhasse um edifício, se esse fosse de chocolate.
Já com o DESCONTROLE que impera em mim conseguiria estremecer o planeta, endoidecer você e quem sabe acordar desse pesadelo!
LeitorAS, isso relembra vocês de alguma coisa?
Me defendam, pois tem que ser mulher com M MAIÚSCULO pra agüentar esse "trem"!
A "TPM METE TERROR" possui data marcada pra iniciar. Diferente das bombas terroristas que conhecemos, essa "coisa" não explode acabando com tudo. Ela é mais cruel no seu método, possui um ciclo, numa espécie de transe de muitos poucos dias.
Conta gotas da inquietação! As vezes desculpa furada pra lamuriação!
Anyway, oxalá que passe logo! ; -)
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Street Art, D*Face and Banksy

Ontem li no jornal sobre um trabalho de um cara que fez uma intervencao em London bem legal. O tal do D* Face, que dizem por aqui ser o novo Banksy de London. Pessoalmente acho dificil essa comparacao, pois igual ao Banksy vamu combina que eh ruim hein..
Nao tive a oportunidade de ver pessoalmente na rua, mas semana passada ele e sua turma instalaram ilegalmente, segundo o jornal thelondonpaper, meia duzia de gigantes aerosois de concreto em lugares super populares como Trafalgar Square e Covent Garden Market. Foram "monumentos" de arte de rua e ao mesmo tempo um protesto contra as autoridades estarem aumentando o combate contra a street art.
Em paralelo a isso, o D* Face esta mostrando a sua arte legalmente em uma exibicao solo, aPOPcalypse Now, em Shoreditch Black Rat's Press. A mostra vai rolar de 3/10 a 2/11 e suas obras buscam repensar nossa "amiga e companheira dos novos tempos": a OBSESSAO que temos com a fama e o consumo.
Segue seu site (ta meio desatualizadinho):
Falando em D*Face, fui dar uma pesquisada e encontrei esse site bem legal: http://dot.c6.org/drupal/node/1
Nesse link encontrei um projeto com o Banksy em que serao vendidos stencils nos proprios pontos de instalacao. Fiz uma "leitura dinamica" apenas (depois quero olhar com calma), mas achei o projeto bem maluco e contemporaneo. Ficou curioso, olha la! Devem ter outros projetos mais legais ainda!
Obs: desculpa a falta dos acentos again and again.
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Great Gorillas Runs



Aqui em London acontecem coisas hilarias a toda o momento e nesse final de semana teve um evento pra la de hilario: "Gorillas are great". Na verdade esse evento ocorre tambem em outros paises e cidades, como New York, Amsterdam, China and San Francisco.
A ONG "The Gorilla Organization" promoveu nesse final de semana a sexta corrida ( acontece todo o ano, desde 2003) de em media "700 Gorillas" pelos principais pontos da cidade.
Calma..ninguem pegou os bichinhos la da Africa e colocou no meio da cidade, judiando dos mesmos. Na verdade sao as pessoas que participam do evento se vestindo de Gorilla. O objetivo eh ajudar na arrecadacao de verbas pra preservar os Gorillas na Montanha.
Essa edicao foi sucesso, com mais de 700 participantes, grande arrecadacao de verba em prol da causa e diversao pro publico que conseguiu ver "os bonitos".
E porque voce participaria duma corrida dessas? Eis a resposta da ONG:
"Why: Because gorillas are amazing and it can be fun doing our bit to save them. "
Mais informacoes dos proximos eventos em:
http://www.greatgorillas.org/
Obs1: gosto de ver que o povo aqui nao se mixa, alem de participar vestido de macaco ainda fazem uma producao extra, com fantasias e acessorios! ;-)
Obs1: gosto de ver que o povo aqui nao se mixa, alem de participar vestido de macaco ainda fazem uma producao extra, com fantasias e acessorios! ;-)
Obs: desculpa a fata de acentos again! ;-(
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Oração pela VIDA!

Obrigado Senhor por eu não ser uma das mulheres violadas em Kosovo.
Obrigada Senhor por eu não morar no Afeganistão junto com os Talibãs.
Obrigada Senhor por eu não fazer parte dos mais de 950 milhões de pessoas que passam fome no mundo.
Obrigada Senhor por eu não estar em Hiroshima e Nagasaki na ocasião da bomba atômica.
Obrigada Senhor por eu não ter nenhum problema de saúde.
Obrigada Senhor por eu não acreditar em religiões a ponto de vestir burca (só com os olhinhos de fora) e ter que dividir meu marido com mais dez mulheres.
Obrigada Senhor por eu não ter levado tiro de nenhum flanelinha de plantão.
Obrigada Senhor por eu não ter sido judia na época em que os nazistas fuzilavam até criancinhas inocentes.
Obrigada Senhor por eu não ser milionária a ponto de achar a vida um tédio (Melhor supor que seria assim!)
Obrigada Senhor por eu não fazer parte dos mais de 30 milhões de infectados pela Aids no mundo.
Obrigada Senhor por eu não ter nenhum familiar político no Brasil pra me envergonhar.
Obrigada senhor por eu não estar no Sudeste Asiático na ocasião do Tsunami.
Obrigada Senhor por eu ter dentes, pernas, seios e cérebro.
Obrigada Senhor por eu ter quase trinta anos com corpinho de 22 e cabeça de 50 (Se achou né!)!
Obrigada Senhor por eu ter família, um amor, grandes amigos e um pouco de educação.
Obrigada Senhor por eu valorizar a vida a ponto de ter medo que um dia ela acabe!
Obrigada Senhor por eu não ser hipócrita e seguir minha BUSCA, sempre.
Obrigada Senhor por eu valorizar a vida! E cada vez mais achar que tudo é muito pequenino comparado ao Universo a nossa volta!
Se você freqüentemente cria problemas onde não existem. E esses problemas pequeninos viram gigantes de dentes, e se transformam em correntes de insatisfação, raiva, melancolia, intriga, ou seja lá que energia negra represente:
LEMBRE-SE da oração pela vida!
Eis uma das maneiras de valorizar a vida.
Luana pela corrente da felicidade! ;-))
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sábado, 20 de setembro de 2008
Penteando e barbeando a "Perseguida"!

"Faça do seu jeito usando nossos produtos" é o que sugere a marca rfsu.
Site divertido e um tanto original...
Vale entrar lá e brincar um pouco:
http://www.shavethepussy.com/
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Self-destructive tendencies


Esse eh um dos projetos de graduacao da St. Martins College of Art and Design apresentados na Creative Review desse mes ( http://www.creativereview.co.uk/ ). A artista eh a Katie Anne Harrison e achei bacana a abordagem dela em cima da auto -destruicao das celebridades femininas, bem como o resultado do trabalho.
Segue um trecho:
This slightly disturbing portrait of Amy Winehouse is part of series by Harrison on female celebrity (other portraits included Britney Spears and Jordan). "I had become so frustrated with the pointless glamorisation of these women, I wanted to show the destruction that they were actually facing within their own lives", she says. "As I researched them I began to sympathise with them (the image asks) is this what we have done to her and how much do we really car?"
"I had originally projected them as 20 foot drawings", she explains, "but I ended up painting them in an effort to make something more grotesque. This was inspired by my tutor, Andrew Hall, who told me to " Do something really weird at university before you become constrained by the comercial world".
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A proposito:
Voce chegou a apostar quando a Amy vai morrer?!
Esse era um site de apostas super visitado pelos insternautas. O assunto era exclusivamente sobre a pergunta que nao quer calar: ate quando a nossa rock star vai sobreviver a noitadas regadas a drugs em Camden Town?
Mas ok, se voce nem chegou a bisbilhotar essa pagina, esquece!
Eh que esse site de apostas foi desativado devido ao seu conteudo um tanto macabro!
Se quiser apostar, vai de bingo!
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Obs: sorry pela falta de acentos...nao consegui decifrar esse teclado maluco!
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Madonna, Wembley Stadium 11. 09. 2008
(Antes de abrirem os portões..)
(Começo do Show..)Sendo mais instantanêa do que nunca, coloquei no flickr ( http://www.flickr.com/luaejohn ) alguns vídeos toscos de celular em que provavelmente você não vá enxergar nada além de luzes, mas vai dar pra sentir a vibração da galera e o set list!
O show foi demais, ela é simplesmente maravilhosa, energia pura (Quem não gosta dela, não deve gostar muito da vida!)
Set list repleto de pérolas do tempo do epa, como "Like a virgen". Os dançarinos tavam incríveis como sempre, embora já avise aos que estão com mega expectativa que ao menos o show de ontem em London não teve muita pirotecnia como foi visto na última turnê dela...
Valeu a pena, foi sensancional..vimos BOA parte do show, conseguindo ver o início e do fim e ainda recebemos uma graninha por isso -uahauhauha! ;-))
beijocas
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Colômbia con las voces del secuestro e las Farc

Já é matéria massivamente vista e revista pela mídia mundial, principalmente nos últimos meses, mas tô há horas com esse tema em pauta: as Farc e a Colômbia. Na manhã após Ingrid Betancourt e outros 14 reféns (americanos e militares Colombianos), serem resgatados pela operação do Exército da Colômbia, apelidada de "Jaque" (que em português pode ser traduzido como Xeque), eu lavei a alma chorando enquanto lia as notícias na internet.
Um pouco desse choramingo foi em função da comoção que eu senti ao ver que nascia uma nova realidade entre Colômbia, mundo e Farc. Realidade essa ainda em "suspensão", mas que sem dúvida já está se recriando a partir dos últimos fatos, ou ao menos trazendo a tona uma revolução "cansada e defasada".
Outro TANTO desse choramingo foi em função de ter conhecido uma Colombiana "refugiada" aqui em Londres dias antes e ter ouvido da sua boca como é viver na Colômbia em meio a toda essa bagunça e como os Colombianos se organizam pra amenizar a situação, como no exemplo fantástico que citarei mais embaixo (Não deixe de ler!) a respeito da rádio Caracol e "las voces del secuestro".
Antes de conhecer a Beatriz, a tal Colombiana, conhecia as Farc e sua "selva de pó" superficialmente e fazendo um trocadilho chulo, sabia tanto das Farc quanto eu sei de plantas exóticas. Espécie Estranha? Mas e dai! Pode ser venenosa? Talvez! Traz algum benefício? Quem é prejudicado e quem tira proveito dessa "erva daninha"? Blá, blá, blá a parte, a verdade é que não sabia porra nenhuma das Farc e ainda sei muito pouco, mas o suficiente pra colocar meu tempero nesse caldo!
Enfim, comecei a ler mais sobre as Farc e quanto mais eu lia, mais fascinante era esse enredo político e econômico entre governo-povo-rebeldes que já dura mais de quarenta anos. E gostaria de dividir com vocês um pouco do que li e pesquisei por aí e do que senti. Se você for um "pau duro" como diria meu jovem amigo Shimia e tiver paciência de ler até o final compartilhe comigo suas percepções, please! ; -))
(PARTE I - CONTEXTUALIZAÇÃO)
As Farc são contra o modelo capitalista (EUA) pregando a liberdade e os princípios bolivarianos, ao passo que exercem seu "poder" de forma autoritária e ao meu ver um tanto primitiva. Se sustentam através do plantio e tráfico internacional de drogas (enchendo o rabo de dinheiro??!!), que por sua vez é "sustentado" e consumido prioritariamente pelo seu maior inimigo: os EUA. Os Rebeldes estão na selva, junto com uma pitada de ideologia, uma "pá" de cocaína (com certeza a droga que você consumiu um dia veio de lá.;-P), alguns milhares de guerrilheiros (que formam um exército armado até os dentes) e centenas de seqüestrados. Cada um desses itens tem seu próprio valor de troca, poder político e econômico.
Sem sombra de dúvidas a plantação de coca é um dos itens mais valiosos que há por lá. Uma via dupla: sem os traficantes as Farc não conseguiriam manter sua estrutura ao passo que sem os Revolucionários os traficantes ficariam sem seu escudo de proteção.
Segundo a ONU, a Colômbia aumentou em 27% o cultivo de coca em 2007. Cultivo esse feito em sua grande maioria nas selvas ocupadas pelos revolucionários e traficantes. O curioso é que tanto na Colômbia (maior plantação de coca do mundo) quanto no Afeganistão (maior plantação de ópio do mundo) quem domina esses mercados lucrativos são os "rebeldes": Farc por aqui e Talibã por lá e quem luta por trás do governo pra dominá-los são os EUA.
Um outro valor cada vez mais em alta é a expertise no ramo dos seqüestros que vem rendendo uma fatia no mercado de trabalho informal. A Colômbia possui um alto índice de seqüestros, atentados anuais relacionados aos movimentos dos Rebeldes ou Insurgentes" (nominação mais leve dada por Cuba e pela Venezuela). Falarei um pouco mais disso na "Parte II - Relatos de uma Colombiana".
Mesmo com todo esse mercado paralelo de business, as Farc vem enfraquecendo nos últimos tempos e não sou eu quem diz, são os fatos:
EUA patrocinando os militares e apoiando Uribe; morte do grande líder Marulanda; assassinato do seu braço direito Rául Reyes no Equador; liberação de reféns como Clara Rojas; resgate dos principais seqüestrados, quase nenhum apoio público por parte dos Colombianos e pra pisotear ainda mais, tendo um menor apoio (ao menos público) de Chaves. Com isso os movimentos sociais menores como ALN enfraquecem junto, e todos entram juntos na "bola de neve" que desce ladeira abaixo.
Só pra não parecer que eu só "chineleio" as Farc, quero deixar claro que odeeeio a política dos EUA e não quero de fato algum defendê-la. É uma política escrota e em muitos aspectos muito pior que as Farc. Enquanto as Farc "roubam" as riquezas naturais da Colômbia, os Eua roubam as riquezas naturais e mais um pouco do mundo TODO!
Mas enfim, pro bem ou pro mal, minha formação é um tanto capitalista e não posso esquecer que por pior que seja a situação, ainda prefiro achar que eu decido alguma coisa na "ditadura democrática" a ter uma "ditadura autoritária".
Nem entremos a fundo no quesito consumo: tomo Coca-Cola (que por sinal, um de seus principais ingredientes vem justamente da exportação legal da planta de coca. É uma espécie chamada coca dulce), adoro ver um Prison Break e acho NY uma das cidades mais cool do mundo.
Tampouco curto a forma como as Farc "conduzem o trem", mas não posso negar que eles têm alguns méritos. Possuir ideais é um deles. Lutar arduamente pelos seus ideais é outro.
Quem hoje em dia tem um ideal capaz de se manter por mais de quarenta anos? Ou por um ano? Você que esta lendo esse texto, seja franco: dedicaria a sua vida toda por alguma causa em que você acredita ferrenhamente? Provavelmente isso significaria redirecionar todas suas energias pra essa causa a ponto de renegar algumas coisas, inclusive sua família e seu conforto entre outras cositas más. Provavelmente a resposta é não.
Natural, pois vivemos numa época de apatia, passividade e "não é comigo". A gente vai vivendo a nossa vidinha, bem dentro da bolha e quando levanta o dedo pra reclamar, não passa disso, pois no minuto seguinte o assunto já volta pro futebol. Discurso oco e vazio. Me incluo!
Pelos seus ideais é que as Farc justificam "conduzir o trem" da forma que conduzem.
Se espelham em Marx e Lenin, com princípios bolivarianos, se opondo a influência americana. Em seu discurso defendem os pobres e oprimidos para que eles tenham condições mais dignas, principalmente o agricultor na luta contra as classes favorecidas.
Além disso lutam contra privatizações dos recursos naturais, contra multinacionais e tudo que seja conseqüência econômica do capitalismo. Também são contra os paramilitares. Esses ideais impulsionam o grupo a tomar o poder da Colômbia pela Revolução armada. No "pacote Revolução armada" estão inclusos esforços de extorsão, seqüestro e participação no tráfico ilegal de drogas.
Saindo um pouco do romantismo e olhando pro resto todo que envolve essa lambança. Ter um ideal é fácil. Mas pra ele realmente ter peso, duas coisas precisam ser levadas em conta por parte do idealista: integridade e forma como esse ideal vai ser apresentado para os demais. É coerente impor um ideal ao povo de uma maneira tão autoritária e defasada como é a "luta armada", que, vamos combinar, há muito já deixou de ser o jeito de resolver as coisas nesse mundo. Como se não bastasse por si só ainda vem patrocinada pelos traficantes na selva! Tudo isso as custas da tranqüilidade, do dinheiro e dos recursos naturais do povo.
Tudo na vida tem o lado bom e o lado bom e ruim (Óhh, quanta novidade!) Só que na maioria dos casos é possível por na balança e avaliar.
FARC e demais forças revolucionárias: Vamos combinar que tá descompensado esse negócio!
Aqui me parece caber bem a conclusão do Mario Vargas Llosa em seu artigo “Operación Jaque”, que diz: “esperamos que nadie-nadie que no sea imbécil o cómplice, pretenda todavía presentar a las FARC como romántico movimiento de idealistas que han tomado las armas para luchar por la justicia y la igualdad de los Colombianos”.
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(PARTE II - RELATOS DE UMA COLOMBIANA)
Conheci a tal Colombiana que cito no inicio do texto, e pude saber da boca dela como está a situação na Colômbia, como os Colombianos em geral vêem tudo isso, como é conviver com o medo, seqüestros, revolucionários, Uribe, Chaves e guerrilheiros.
A Beatriz Maduro trabalhou comigo uns meses aqui em Londres e nos momentos de "relax" no trabalho foi me contando suas percepções. É importante deixar claro que são as percepções dela, que vive dentro do contexto, que é classe média e que pensa como a maioria dos Colombianos.
Na verdade ela acabou vindo para Londres pra fugir de um possível seqüestro e sua irmã, que tem uma filhinha, também sofreu a mesma ameaça e optou refazer sua vida no Canadá. Ambas tiveram condições de sair da Colômbia, mas a maioria da população, como a própria mãe delas, não possui recursos pra dar o fora e a única solução é aprender a conviver com o medo.
Retomando a questão dos seqüestros levantados no texto acima...A Bea me explicou que na Colômbia, além dos Revolucionários, Farc e da ELN, as famílias tem que conviver com uma outra subespécie, os "adeptos a rebeldes" ou seqüestradores de plantão. São criaturas que em função da pobreza e do senso de oportunidade aguçada se juntam para seqüestrar famílias inteiras, amedrontá-las, suborná-las, aterrorizá-las e ainda fazer um dinheirinho. O dindin vem de duas formas: vendendo as pessoas pros Revolucionários ou cobrando uma mensalidade dessas pessoas pra "preservá-los" seguros e intactos em suas casas. Nossa, adrenalina pura! O objetivo maior deles é movimentar grana o que gera um carnê sempre em débito para o povo.
E foi dialogando com esses bandidos que a Beatriz, sua irmã e sua mãe se viram nos últimos meses em que estiveram juntas na Colômbia.
Suas rotinas foram modificadas e os cuidados redobrados. As guapas só saiam de casa mediante uma série de questões, como não andar sozinha, alternar rotas e horários, avisar a alguém de confiança sobre todos os passos e etc. Essas dicas são dadas pelo Governo, que tem uma equipe preparada para auxiliar a quem precisa com precauções antiterror de como se proteger. Óbvio que isso não é suficiente pra tranqüilizar o povo (ainda mais pra alguém como sua irmã, por exemplo, com filha pequena). Embora os fatos mostrem que o número total de seqüestros caiu de 2.882 em 2002 para 486 no ano passado, as famílias que moram no campo, principalmente, já adquiriram uma espécie de "síndrome de seqüestro crônica", ou seja pânico desse negócio.
Os atentados terroristas também tiveram uma queda na Colômbia, de 1.645 em 2002 para 387 em 2007. Esse resultado também se deve a destruição aérea de muitas plantações de coca e outras medidas estratégicas militares. (Fonte: Dados do Ministério da Defesa da Colômbia)
Em geral o que a Beatriz contou é que os Colombianos voltaram a se sentir um pouco mais seguros, confiantes com o Uribe, mas sabem que a operação de resgate foi feita através da estratégia das Forças Armadas Colombianas + apoio EUA, muito antes do Uribe surgir. Como ela mesmo diz: "É uma operação que vai se manter independente se o governo é de esquerda ou direita, pois o povo já legitimou e aprovou essa junta militar criada pelos EUA". Do Uribe ela diz: "Também é fácil criticar o Uribe, mas o grande mérito dele foi ter apoiado as forças armadas e conseqüentemente o povo. Com isso ele obteve pontos com o povo Colombiano". Quando perguntei o que ela achou do envolvimento do Lula nisso tudo, a resposta veio forte: "Como todos os esquerdistas que mais falam do que fazem...ele falou, falou e não fez nada pra ajudar".
Ela também afirma que a liberdade de Ingrid Betancourt representou para o povo Colombiano uma janela para que o mundo olhasse um pouco mais para o que acontece por lá, como é conviver com toda essa situação. " A Colômbia é feita essencialmente de matagal. Eu mesma moro no campo. Os revolucionários nos roubaram a liberdade de ir e vir". E pra finalizar o papo, a última de suas ótimas frases: "Eles insistem em implantar o socialismo na Colômbia! Hello!!!! A Colômbia segue o fluxo do mundo. Pra isso acontecer o mundo precisa mudar primeiro e não a Colômbia isoladamente".
(PARTE III - LAS VOCES DEL SECUESTRO)
Li em vários blogs e sites a revolta contra a mídia por ela estar focada só nos seqüestrados e em todo o sentimentalismo que vem junto e não abordar outras questões dos Revolucionários.
Concordo, mas em parte, porque é o tipo de coisa que não adianta segurar, tem coisas que fogem do controle. O povo gosta de desgraça, tragédia e tudo aquilo que traz a tona emoções, comoções e afins, que gera uma certa cumplicidade ou repugnância. E a mídia obedece e alimenta ainda mais.
Pro meu texto não fugir das raias da normalidade, encerro ele com muita emoção. Ao menos pra mim. ;-))
O que mais me "emocionou" na conversa com a Bea foi conhecer "Las voces del secuestro" e com isso fuçar em todos os inúmeros sites, programas, textos e mobilizações que a Colômbia e o mundo fazem em volta do assunto "reféns", sejam eles sequestrados, desaparecidos, ou reféns que sofreram estorção, atentados, perdas e etc.
"Las voces del secuestro" é o programa oficial dos seqüestrados e seus familiares. É transmitido aos domingos pela Rádio Caracol e pra mim é o que teve melhor solução em conseguir manter um canal de comunicação com esses reféns. Se alguém se interessar em dar uma fuçada, segue o link:
http://www.caracol.com.co/programa.aspx?id=561992
Considerado, segundo a própria ficha do programa, a primeira agência de notícias especializada em tudo que seja relacionado com liberdade pessoal no mundo o programa propicia que os "seqüestrados/reféns" se atualizem com relação a revolução, com os últimos acontecimentos, relatos de ex seqüestrados, entrevistas relacionadas ao tema e principalmente a possibilidade de receber notícias de seus familiares por eles mesmos. Minha mãe sempre diz: "a dor ensina a gemer" e concordo muito! Achei comovente esse esforço de tentar se comunicar com um ente querido, sem nem saber se ele está ouvindo ou se algum dia vai ouvir.
Como já diz o ditado: "Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé! E foi exatamente isso que o programa se propôs há muitos anos atrás: levar a informação com pitadas de fé e amor até os "reféns". No site é possível participar dessa comunicação interagindo com mensagens e ouvindo todos os programas no "Arquivo de Áudio". Vale a pena ouvir as mensagens dos familiares aos seqüestrados. Os programas recebem os convidados e podem variar de um simples parabéns pelo aniver de um parente, a diálogos de esperança, relatos de quem já foi refém e etc.
"Familiares do Coronel Luis Mendieta envia saudações por seu aniversário em meio ao cativeiro"; "Familia Mora pede por liberdade de seu filho Juan Camilo Mora Torres","Policiais resgatados relatam tudo o que viveram durante os anos que permaneceram em poder das Farc" são exemplos de alguns títulos.
A idéia do programa é dar apoio aos familiares e seqüestrados através da esperança e manter um fluxo de comunicação, mesmo que unilateral. Muito bonito, muito surreal, muito selvagem! Imagina tu poder ouvir a tua mãe no meio da selva ou seja lá onde estiveres "escondida" e ver que se passaram seis anos, mas não estas esquecida. Que estão te esperando e lutando por ti, cuidando dos teus filhos. A própria Ingrid disse que saber de seus filhos, ouvir sua mãe fez com que ela arranjasse forças do além pra sobreviver e não se matar.
Tem um outro site que me chamou atenção, mas esse achei fúnebre demais, mas não menos prestativo, também com o título "las voces de secuestro", mas nada a ver com o programa. Parece mais um site de móveis, mas ao invés de ter catálogo de produtos tem um catálogo de seqüestrados, mortos, desaparecidos...macabro até, mas segue o link por curiosidade.:
Http://www.lasvocesdelsecuestro.com/index.asp
Enfim, se pesquisar dá pra se perder (só na Web) de tanta coisa que gira em torno da Guerrilha, dos Revolucionários seqüestrados e afins.
No geral, o assunto revolução e todas as suas causas e conseqüências movimenta a Colômbia, seus mercados internos paralelos e cada um deles possui uma dimensão e objetivos distintos.
É confortante e porque não emocionante saber que em meio a tudo isso a gente ainda consegue ter rasgos de fé. Há uma fagulha de esperança de que algo possa mudar, se reestruturar de uma forma diferente da atual...até o ponto em que essa mobilização toda não precise mais existir. Por enquanto os "reféns (parentes e seqüestrados) " contam com uma dosagem conta gotas de esperança e motivação para agüentar...Vai saber o que será o futuro!
Um fato eu sei: Tchê, eu não agüento esperar meia hora numa fila, imagina seis anos num cativeiro??????
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Pensando alto
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Não tô contendo minha felicidade...
..em saber que eu e o John fomos selecionados pra trabalhar no show da Madonna, que acontece amanhã (11/09) aqui em Londres!
Trabalho a parte, espero ao menos conseguir ver a passagem de som! ;-)
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Bobagens
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Brincando de faz de conta!

(Primeiro Pensamento do dia)
A vida imita a arte ou a arte imita a vida?
Hoje tô achando mais divertido pensar que a arte imita a vida...
E sendo assim, quem sabe crio a minha grande obra baseada na vida...uma obra que reúne todas as terapias de uma vida.
O processo artístico começaria por gravar todas as terapias de uma vida (Ser artista contemporâneo não é mole, anos e anos de dedicação), juntar todas essas fitas repletas de "conflitos", tirar das fitas os rolos onde estão armazenados "o conteúdo", juntar tudo num grande lixão de acrílico e expor numa sala vazia. Literalmente "botar pra fora".
Ou melhor, fazer algo mais contemporâneo, quem sabe uma intervenção coletiva:
Ao invés de uma pessoa só "botar pra fora", quem sabe socializamos a idéia e fazemos um "botar pra fora" coletivo. Cada um grava os conflitos da sua existência ao longo da vida, junta todos os seus "rolos existenciais" numa caixa e por fim, lá por 2058 (acho que lá pelos "enta" tá bom, assim damos chances aos mais novos e aos mais velhos de participarem) cada um troca de caixa com outra pessoa aleatória, trocando dessa forma o "conflito" com alguém.
Lindo simbolismo, não? Ao passo que te livrastes do "teu conflito" segues sentindo as dores do mundo, pois em troca ficastes com "conflitos novos" de outra pessoa, podendo sentir "os conflitos" e "as dores" de outro alguém e quem sabe entender melhor a humanidade como um todo.
(Juro que não tô deprê, achei até romântica a idéia!)
-------- //------
(Segundo Pensamento do dia)
Quem se interessa por conflitos alheios? Que chatice! Sejamos práticos, melhor que fiquemos com os nossos, pelo menos a gente conhece, sabe como lidar!
Nos dias de hoje seria bem mais interessante, (e aí vamos deixar que a vida imite a arte) criar uma obra (ok, já sai da linha contemporanea há horas!) em que fosse possível gravar ao invés de "conflitos existenciais", algo como as "transações entre políticos e empresários".
Já imaginou? Faríamos o mesmo processo inicial de repente, o de expor em uma sala os rolos (acho que não caberia!), ou melhor em muitas salas, e despejar ali todo o "conteúdo".
Não falo de CPIs fraudulentas, falo de o povo ter acesso a todos os códigos dessa conversa (contas, senhas, combinações e acertos).
Certamente a gente teria muitas chances, ainda que num futuro distante, de rever boa parte do NOSSO dindin de volta.
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Pensando alto
domingo, 31 de agosto de 2008
Morte e "Sina" Severina
Life is "step by step", and in the last week my life has been like "Sina Severina"!
As told me my friend Fer, "when you're feeling bad and any stupid hungarian or poland talk with you after a bad day, don't forget to make things funny", as FerMarth does.
Picture that: Fer, 4 months ago, in a shitty restaurant, eating the food in five minutes after having worked exhaustive hours with a soon of a bitch. And he goes, trying to be sympathetic just after treating her like a dog:
- Where are you from?
And she madly goes:
- I'm from hell!!! (look at her face)
É por essas e outras que eu sou fã dessa diaba! ;-)
"Somos todos severinos
Iguais em tudo e na sina
Há de abrandar estas pedras
Suando-se muito em cima
Há de tentar despertar
Terra sempre mais extinta
E há de tentar arrancar
Algum roçado das cinzas.
Mas para que nos conheçam
Melhor essas senhorias
E melhor possam saber
A história de nossa vida:
Somos todos severinos
Que pelo planeta emigra”.
(Morte e Vida Severina- João Cabral de Melo Neto)
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"Pura" realidade
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Um brinde ao mundo virtual
Nessa fase "férias forçadas" a insonia é minha melhor amiga. Aquela que antes dormia com a Cinderela agora não dorme antes das 3 da madruga. Normal pra muitos, mas estranho pra mim, que sou ser da luz e do dia!
Anyway, o bom é que com esse tempo livre, geralmente tão escasso pra todos nós, dá pra atualizar todas as leituras, ir de blog em blog, de fotolog em fotolog, de flikr em flickr, saber tudo que tá acontecendo com TODO mundo e com o mundo, "tomar um fartão" e chegar a conclusão mais manjada do mundo, mas nem por isso menos assustadora de que vivemos soterrados na era virtual!
Tchê, agora mesmo tava lendo um blog de um amigo que aderiu ao twitter. Pra quem não sabe é um programa em que cada participante conta pra sua rede o que tá fazendo no momento em que tá fazendo!
Há quem diga que esse programa age com se fosse uma espécie de "terapia freudiana", fazendo uma metáfora esdruxula. A partir de uma ação despejada ali por um dos integrantes, como numa catarse diária, sem penso algum, os outros integrantes vão formando livre associações, dando alguma continuidade ao texto inicial (mesmo que pareça sem sentido), gerando assim a construção de correntes de comunicação.
Bacana? Talvez. O que acrescenta? Ainda não enxerguei o brilho dessa ferramenta. A primeira vista me parece um Big Brother boring. Só mais uma página pra atualizar e perder tempo. Mas quem sou eu pra falar do twitter, eu mesma já aderi a tantas outras ferramentas dessa espécie, como orkut, blog, flickr, facebook.
O fato é que quando faço essa "limpa na galera" me assusto um pouco. Quanto tempo dedicamos ao VIRTUAL e o quanto isso interfere no REAL?!
Com todo esse, digamos assim "excitamento virtual" pode o "excitamento real" ser um sonho sempre a alcançar, lá adiante?
Tava lendo ontem a entrevista do Slavoj Zizek (em outro blog obviamente) e uma das respostas bateu forte e acho que reflete um pouco isso:
-When were you happiest?
"A few times when I looked forward to a happy moment or remembered it - never when it was happening."
Outra situação que me fez pensar nesse excesso virtual em que vivemos foi quando recebi umas amigas que eu adoro aqui em Londres. Confesso que me choquei com a instantaneidade com que elas atualizavam a viagem delas pros outros.
Suponho eu que a idéia de viajar seja justamente desconectar, vivenciar algo novo, culturas, pessoas e por aí vai.
Não que elas não tenham curtido a viagem, mas praticamente todos os dias da estada delas aqui o orkut foi abastecido com fotos, e nisso obviamente o feedback da turma querendo saber as novis...e daqui a pouco mensagens do celular pros amigos e fotos e filmes e fotos e filmes...
Numa parte da viagem me lembro da Fer, que mora aqui em Londres, comentando:
- Eu fui pra Paris, cheguei na Torre Eiffel e quando eu me dei conta vi que a gente tinha fotografado TODA ela, fazendo caras e bocas e ângulos, mas eu ainda não tinha parado pra olhar pra ela, pensar nela. Era como se a gente estivesse numa espécie de compulsão: tirando e tirando foto sem parar e contemplar realmente.
Estaria a nossa mente trabalhando menos ao passo que tudo é armazenado em algum outro lugar fora do nosso corpo/mente?!
Me despeço aqui. Depois de quase três horas lendo os textos alheios, mais uma escrevendo no blog eu vi que eu ainda tenho que atualizar o orkut, o flickr, o facebook e ir dormir.
Namorar?
Quem sabe...
Anyway, o bom é que com esse tempo livre, geralmente tão escasso pra todos nós, dá pra atualizar todas as leituras, ir de blog em blog, de fotolog em fotolog, de flikr em flickr, saber tudo que tá acontecendo com TODO mundo e com o mundo, "tomar um fartão" e chegar a conclusão mais manjada do mundo, mas nem por isso menos assustadora de que vivemos soterrados na era virtual!
Tchê, agora mesmo tava lendo um blog de um amigo que aderiu ao twitter. Pra quem não sabe é um programa em que cada participante conta pra sua rede o que tá fazendo no momento em que tá fazendo!
Há quem diga que esse programa age com se fosse uma espécie de "terapia freudiana", fazendo uma metáfora esdruxula. A partir de uma ação despejada ali por um dos integrantes, como numa catarse diária, sem penso algum, os outros integrantes vão formando livre associações, dando alguma continuidade ao texto inicial (mesmo que pareça sem sentido), gerando assim a construção de correntes de comunicação.
Bacana? Talvez. O que acrescenta? Ainda não enxerguei o brilho dessa ferramenta. A primeira vista me parece um Big Brother boring. Só mais uma página pra atualizar e perder tempo. Mas quem sou eu pra falar do twitter, eu mesma já aderi a tantas outras ferramentas dessa espécie, como orkut, blog, flickr, facebook.
O fato é que quando faço essa "limpa na galera" me assusto um pouco. Quanto tempo dedicamos ao VIRTUAL e o quanto isso interfere no REAL?!
Com todo esse, digamos assim "excitamento virtual" pode o "excitamento real" ser um sonho sempre a alcançar, lá adiante?
Tava lendo ontem a entrevista do Slavoj Zizek (em outro blog obviamente) e uma das respostas bateu forte e acho que reflete um pouco isso:
-When were you happiest?
"A few times when I looked forward to a happy moment or remembered it - never when it was happening."
Outra situação que me fez pensar nesse excesso virtual em que vivemos foi quando recebi umas amigas que eu adoro aqui em Londres. Confesso que me choquei com a instantaneidade com que elas atualizavam a viagem delas pros outros.
Suponho eu que a idéia de viajar seja justamente desconectar, vivenciar algo novo, culturas, pessoas e por aí vai.
Não que elas não tenham curtido a viagem, mas praticamente todos os dias da estada delas aqui o orkut foi abastecido com fotos, e nisso obviamente o feedback da turma querendo saber as novis...e daqui a pouco mensagens do celular pros amigos e fotos e filmes e fotos e filmes...
Numa parte da viagem me lembro da Fer, que mora aqui em Londres, comentando:
- Eu fui pra Paris, cheguei na Torre Eiffel e quando eu me dei conta vi que a gente tinha fotografado TODA ela, fazendo caras e bocas e ângulos, mas eu ainda não tinha parado pra olhar pra ela, pensar nela. Era como se a gente estivesse numa espécie de compulsão: tirando e tirando foto sem parar e contemplar realmente.
Estaria a nossa mente trabalhando menos ao passo que tudo é armazenado em algum outro lugar fora do nosso corpo/mente?!
Me despeço aqui. Depois de quase três horas lendo os textos alheios, mais uma escrevendo no blog eu vi que eu ainda tenho que atualizar o orkut, o flickr, o facebook e ir dormir.
Namorar?
Quem sabe...
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
Pérolas de Portugal
Só pra pegar ainda mais no pé dos Portugues, não podia deixar passar em branco algumas pérolas que encontrei por lá:
1. Primeira cidade a desbravar na Pátria Mãe: o Porto. Pego o tube e o jornal Metro (distribuição gratuita em todas as estações) e olhem o que eu encontro:
Sim, isso é um jogo de sete erros!!!&5wrdtfj@hfcfhjc
2. Já em Lagos (Algarve) as placas de transito são minimalistas ao extremo...Olhem isso!! Alguém se habilita a traduzir??
1. Primeira cidade a desbravar na Pátria Mãe: o Porto. Pego o tube e o jornal Metro (distribuição gratuita em todas as estações) e olhem o que eu encontro:
Sim, isso é um jogo de sete erros!!!&5wrdtfj@hfcfhjc2. Já em Lagos (Algarve) as placas de transito são minimalistas ao extremo...Olhem isso!! Alguém se habilita a traduzir??
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Curiosidades,
Diversão garantida
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Praia da Marinha em Algarve

Paraiso encontrado ao Sul de Portugal.
So faltou encontrar a Madeleine pro enredo ser ainda mais surpreendente.
13.08.2008
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Curiosidades
quinta-feira, 17 de julho de 2008
ZILEF REVINA!!!
As vezes vou NA LUA , em outras A LUNA vem ate mim.
As vezes fico NUA LA, em outras o sentir ANULA qualquer bobagem.
Muita coisa mudou, pelo visto so minha Juba que nao.
Meu ciclo eh ANUAL
e L U A N A eh meu nome.
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Bobagens
sábado, 12 de julho de 2008
Gummy Bear + Crazy Fog = mega popular + ruim
Soco o o r r o!
O que pode ser pior que isso?
Obs1: Nao percam a versao em frances do Gummy Bear.
Obs2: Observem o pintinho e o dentinho podre do Crazy Fog! ;-P
Talvez o esqueleto da Amy correndo no parque, conforme postou tempos atras nossa amiga Lu Rodrigues, esteja no pareo dos videos acima. ;-)
O que pode ser pior que isso?
Obs1: Nao percam a versao em frances do Gummy Bear.
Obs2: Observem o pintinho e o dentinho podre do Crazy Fog! ;-P
Talvez o esqueleto da Amy correndo no parque, conforme postou tempos atras nossa amiga Lu Rodrigues, esteja no pareo dos videos acima. ;-)
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Curiosidades
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Outros tempos, outros dias
Rumo a praia com a Ju a promessa era sol, descanso, diversao, negrinho na panela e cerveja no copo. Ainda no carro, com o som alto, foi como se literalmente minha boca falasse por mim sem que pudesse conter as palavras:
- Ju, abaixa o som please!
/=/
Ali ja se passavam seis meses e era como se ainda estivesse intacta na minha memoria aquela frase: "Abaixa o som please"!
Ela gostava de ouvir o som muito alto. Depois de acordar bem cedinho, tomar banho, deixando que a agua quente fosse abrindo os poros do meu corpo, como num despertar para a vida e para o dia incessante que viria, tomava o cafe com as gatinhas e ia trabalhar.
No trabalho mal conseguia fumar um cigarro (ok, sejamos sinceros: sempre tinha um tempinho pra fumar um cigarro, mas era como se nao tivesse, pois o tempo voava e os afazeres eram muitos).
Quando conseguia me desprender do trabalho - coisa boa a sensacao de liberdade- ja tinha mais um zilhao de coisas pra fazer (assim como voce deve ter, nao eh mesmo?). Na etapa "tres" do dia era chegada a hora de canalizar minhas energias para os estudos. E la ia eu pra faculdade. Por sorte pegava carona com uma colega ate la. Chegava la pelas sete da noite, horario que apelidara de "baixa da guarda". Depois do almoco e a aquela hora da tardinha meus olhos baixavam a guarda e se encaminhavam pra outra dimensao. A viagem durava poucos minutos, mas o suficiente pra que eu entrasse em orbita e comecasse a girar e girar e girar... enquanto o professor falava qualquer coisa.
Passado esse momento delicioso e revigorante a legitima Poliana que existe em mim ressuscitava..desperta, ativa e mega interessada. Minhas energias estavam recompostas e do "in" eu ia pro "on" num piscar de olhos, afim de ver o que daquela aula me seria util na vida.
Adorava sarcasticamente a forma como meus colegas me odiavam. Meus questionamentos irritavam massivamente as pessoas a ponto de ser fuzilada com contra argumentos feitos de marchmallow. Ok, confesso que eu era arrogante e um tanto "especial" (pra nao dizer chata!), mas em contrapartida eles eram uns babacas de pijama.
Na "quarta" parte do dia, ja rumo a casinha dentro do bus, a Poliana ia ligadinha e obrservando tudo que via, como uma atenta expectadora. Chegava a inibir certas pessoas com o seu olhar aberto e penetrante. Mais do que a beleza, mais do que o estilo, a Poliana tinha o poder de desnudar cada um. Um simples gesto ou uma simples fala me faziam ver ao fundo (Nem sempre eu queria ver ao fundo, saco!). Louca? Neurotica? Nao sei, mas o fato eh que conseguia e ainda consigo facilmente enxergar as profundezas das alminhas. Como? Talvez os anos de terapia nesse corpo pudessem explicar a facilidade de ver tanta nudez e tanta desprotecao no olhar de cada um.
Em casinha me esperavam tres gatinhas lindas: eu era a quarta. Ela sempre me esperava com uma janta do seu repertorio de cinco ou seis receitas otemas que ela sabia preparar com tanto amor.
Depois de um dia cheio..jantavamos e falavamos sem parar. Nossos rostos eram meigos e felizes. Eu sempre lavava a louca e ela sempre cozinhava. Esse era o nosso trato. Trato esse que eu adorava. Pra mim lavar a louca era como lavar a alma depois de um dia cheio. Minha mente subia das profundezas pra beirada e eu pensava sutilmente em um pouco de tudo: na minha relacao, nos comportamentos, no mundo, nos afazeres mais banais, nos meus amigos e gatinhas e por ai vai. No fim era como se nao pensasse em NADA e assim eu seguia lavando a louca...logo vinham outros temas pra me dispercar e ocupar o espaco dos anteriores na minha cabecinha.
Enfim O DESCANSO, essa era a palavra apropriada: me jogava no sofa e contemplava o ceu estrelado, com as pernocas pra cima e as gatinhas ao meu redor e era nesse momento que o TUDO significava NADA pra mim e TUDO o que eu queria era NADA. E NADA nao combinava com som alto, por isso eu nao cansava de dizer todos os dias nessa mesma hora:
- Amor, abaixa o som please!
/=/
Num rasgao de segundos, naquele carro com a Ju, tudo isso veio a tona: a lembranca de dias passados, de um amor perdido e da busca incessante pelo NADA.
- Ju, abaixa o som please!
/=/
Ali ja se passavam seis meses e era como se ainda estivesse intacta na minha memoria aquela frase: "Abaixa o som please"!
Ela gostava de ouvir o som muito alto. Depois de acordar bem cedinho, tomar banho, deixando que a agua quente fosse abrindo os poros do meu corpo, como num despertar para a vida e para o dia incessante que viria, tomava o cafe com as gatinhas e ia trabalhar.
No trabalho mal conseguia fumar um cigarro (ok, sejamos sinceros: sempre tinha um tempinho pra fumar um cigarro, mas era como se nao tivesse, pois o tempo voava e os afazeres eram muitos).
Quando conseguia me desprender do trabalho - coisa boa a sensacao de liberdade- ja tinha mais um zilhao de coisas pra fazer (assim como voce deve ter, nao eh mesmo?). Na etapa "tres" do dia era chegada a hora de canalizar minhas energias para os estudos. E la ia eu pra faculdade. Por sorte pegava carona com uma colega ate la. Chegava la pelas sete da noite, horario que apelidara de "baixa da guarda". Depois do almoco e a aquela hora da tardinha meus olhos baixavam a guarda e se encaminhavam pra outra dimensao. A viagem durava poucos minutos, mas o suficiente pra que eu entrasse em orbita e comecasse a girar e girar e girar... enquanto o professor falava qualquer coisa.
Passado esse momento delicioso e revigorante a legitima Poliana que existe em mim ressuscitava..desperta, ativa e mega interessada. Minhas energias estavam recompostas e do "in" eu ia pro "on" num piscar de olhos, afim de ver o que daquela aula me seria util na vida.
Adorava sarcasticamente a forma como meus colegas me odiavam. Meus questionamentos irritavam massivamente as pessoas a ponto de ser fuzilada com contra argumentos feitos de marchmallow. Ok, confesso que eu era arrogante e um tanto "especial" (pra nao dizer chata!), mas em contrapartida eles eram uns babacas de pijama.
Na "quarta" parte do dia, ja rumo a casinha dentro do bus, a Poliana ia ligadinha e obrservando tudo que via, como uma atenta expectadora. Chegava a inibir certas pessoas com o seu olhar aberto e penetrante. Mais do que a beleza, mais do que o estilo, a Poliana tinha o poder de desnudar cada um. Um simples gesto ou uma simples fala me faziam ver ao fundo (Nem sempre eu queria ver ao fundo, saco!). Louca? Neurotica? Nao sei, mas o fato eh que conseguia e ainda consigo facilmente enxergar as profundezas das alminhas. Como? Talvez os anos de terapia nesse corpo pudessem explicar a facilidade de ver tanta nudez e tanta desprotecao no olhar de cada um.
Em casinha me esperavam tres gatinhas lindas: eu era a quarta. Ela sempre me esperava com uma janta do seu repertorio de cinco ou seis receitas otemas que ela sabia preparar com tanto amor.
Depois de um dia cheio..jantavamos e falavamos sem parar. Nossos rostos eram meigos e felizes. Eu sempre lavava a louca e ela sempre cozinhava. Esse era o nosso trato. Trato esse que eu adorava. Pra mim lavar a louca era como lavar a alma depois de um dia cheio. Minha mente subia das profundezas pra beirada e eu pensava sutilmente em um pouco de tudo: na minha relacao, nos comportamentos, no mundo, nos afazeres mais banais, nos meus amigos e gatinhas e por ai vai. No fim era como se nao pensasse em NADA e assim eu seguia lavando a louca...logo vinham outros temas pra me dispercar e ocupar o espaco dos anteriores na minha cabecinha.
Enfim O DESCANSO, essa era a palavra apropriada: me jogava no sofa e contemplava o ceu estrelado, com as pernocas pra cima e as gatinhas ao meu redor e era nesse momento que o TUDO significava NADA pra mim e TUDO o que eu queria era NADA. E NADA nao combinava com som alto, por isso eu nao cansava de dizer todos os dias nessa mesma hora:
- Amor, abaixa o som please!
/=/
Num rasgao de segundos, naquele carro com a Ju, tudo isso veio a tona: a lembranca de dias passados, de um amor perdido e da busca incessante pelo NADA.
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"Pura" realidade
quinta-feira, 12 de junho de 2008
sábado, 7 de junho de 2008
Impossible goalkeeper!


Hoje na volta pra casa, lendo o jornal "The Times", encontramos essa obra de buzz mkt.
Eh a acao que a adidas esta fazendo em um parque de Viena pra divulgar a sua nova colecao de luvas de goleiros. O garoto propaganda eh o Petr Cech, goleiro da Republica Checa e do Chelsea. A acao foi criada pela TDWA de Berlim e segue dentro do slogan da adidas "Impossible is nothing" ao assinar "The impossible goalkeeper".
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quinta-feira, 5 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Tate Modern and Street Art

Seis artistas, entre eles o Nunca e os Gemeos do Brasil, expuseram seus trabalhos na fachada do Tate Modern. Ao todo sao seis imagens, de 15 metros cada uma.
A que mais chamou atencao foi a bem la de cima, de um cara chamado JR, de Paris.
Nessa imagem a arma que o sujeito esta segurando nao eh a "convencional"...
Digamos que nesse caso aquela velha frase - "Uma imagem vale mais que mil palavras"- se adequa bem e nos leva a ver mais que duplos sentidos nessa obra de impacto e poder.
Vale a reflexao. ;-)
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terça-feira, 13 de maio de 2008
Caminhos!
PANE! Eh tanta coisa, tanta informacao, tanta experiencia diferente, tantas linguas e culturas ao mesmo tempo que meu HD ainda ta se adaptando a Londres.
Das coisas boas de Londres que todo mundo ja ta careca de ouvir, algumas delas valem ressaltar de nuevo...Londres eh a capital da leitura e das livrarias maravilhosas (os jornais e algumas revistas sao de graca!! ). Qualquer coisa que aconteca na rua nao eh motivo pra que os olhos alheios se voltem pra quem quer que seja... no metro, nas paradas, ninguem olha pra tua cara, mas tao sempre olhando prum bom livro. Capital das excentricidades (ja achei que vi a Yoko Ono uma cem vezes, o Osama Bin laden e sua turma umas duzentas e nao posso mais ouvir falar na Amy Winehouse e suas bebedeiras). Tem tambem a turma do bronx...alias eh a que mais tem..nossa, como tem mano aqui! O Pia e suas festas iam se dar bem! Sem falar nos punks e afins de Camden Town, nos muitos trabalhadores fodidos que trabalham 25 horas por dia sonhando voltarem pra sua terrinha pra poder comprar seus sonhos...e por ai vai, GENTE, GENTE E MAIS GENTE!
O melhor ate agora:
- as vitrines (Nossa, tem muita coisa bacana).
- a quantidade de emprego que tem pra quem trabalha com web e design (Meu deus..eh uma imensidao de oportunidades nestas areas!).
- a quantidade de cursos (se quiseres podes fazer curso pra aprender a bordar em tampinhas de garrafa..uma doidera as opcoes...pra TODOS os gostos e atividades).
- os supermercados (meu passeio favorito!) repletos de temperos e queijos e cogumelos maravilhos e baratos... - o transporte Publico tambem eh legal (eh caro, mas funciona...ele eh todo interligado...vais pra qualquer lado de metro, onibus ou trem e a qualquer hora do dia e a noite tem night bus).
- A agitacao noturma comeca as 17h30..ou seja..depois de cinco horas de festa voltas pra casa as 22h30. A nossa festinha Matine do Sotao ia fazer sucesso por aqui.
- O poder de compra...se tu ganha em pounds..tu pode ser um pedreiro que vais conseguir comprar teu mac, tua maquina digital da hora, comer, se vestir bem e ainda vai sobrar uma graninha pra ir conhecer Paris! Impressionante a valorizacao dessa moeda!
O Pior:
- A necessidade de se programar pras coisas (ainda nao conseguimos nos estabelecer a ponto de comecar a programar a vida...mas pra ires a shows legais, teatro, restaurantes, viagens precisa se programar com muita antecedencia..uma pe no saco, mas que no fim das contas vale a pena).
- A parte ruim dos super eh que sao cheios de enlatados e congelados e as chances de acabar neles sao grandes . Outro pe no saco eh que a comida aqui tem que ser consumida no dia...carne entao..comprei uma carninha...no dia seguinte ja tava preta, no outro tava podre!
- Pra capital do mundo, Londres encerra suas atividades muuito cedo e o metro encerra a meia noite!! Como assim?!! ;-(
Londres pra mim eh ainda um misterio....com uma imensidao de coisas pra fazer ao mesmo tempo em que parece estar tudo escondidinho e o unico que se ve sao seus bairros com o tradicional estilo ingles, com uma simplicidade impar. Fazendo uma analogia eh como se voce desembarcasse em POA sem nunca ter ido antes. Por mais que tenhas internet, algumas poucas dicas e alguns amigos descolados...demora um tempinho pra descobrir que a noite nao eh na guete! Ou que o restaurante da hora e barato nao eh no shopping Praia de Belas. Ou que o bairro bom de morar eh y e nao x.
Por enquanto mal conheci o basico..alguns parques e museus tradicionais...ai soube no domingo que tinha show free do hot Chip nessa segunda (tinha que ter se programado! As coisas bacanas esgotam em segundos) e quis me jogar pela janela...mas eh assim, um passo de cada vez e aos poucos estamos entrando mais na cultura local e conhecendo os lugares bacanas, as barbadas...vivendo mesmo.
Ah, e os caminhos: sao muitos!
beijos
Lua
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